04/10/2008 FUTEBOL Rúben Amorim e o segredo das vitórias «Com Quique todos nos sentimos úteis»
Feliz, claro, mas ciente que «isto é só o começo». Rúben Amorim anteviu este sábado a deslocação ao terreno do líder Leixões (jogo relativo à 5.ª jornada da Liga Sagres) e reforçou que não só se sente num grande momento a nível pessoal, como também a equipa está bastante motivada pelos últimos resultados. Ainda assim, um “grito” de alerta: «Nem tudo são rosas e temos de continuar a trabalhar. Basta um jogo menos bom e tudo poderá mudar. Isto é só o começo».
MANTER DINÂMICA GANHADORA
De resto, o médio lembrou que o Leixões não será um adversário acessível: «Todas as equipas querem vencer o Benfica e o Leixões não foge à regra. Está bem classificado, moralizado e será difícil vencer em casa deles. Tem um treinador, que incute muita garra nos seus jogadores, e bons valores, que bem conheço», acrescentou em tom elogioso à equipa leixonense.
De qualquer forma, para ultrapassar as esperadas dificuldades, o Benfica está a preparar-se da melhor forma, garante Amorim: «O nosso trabalho não muda consoante jogarmos em casa ou fora. Sabemos o que temos de fazer e onde temos de melhorar. Queremos manter esta dinâmica ganhadora».
EXPERIÊNCIA FABULOSA
Dinâmica essa que, segundo Amorim, se deve a vários factores, entre eles a fácil integração dos novos elementos no grupo de trabalho: «Eu sabia que teríamos um plantel muito forte, conhecia o projecto e a nova mentalidade, mas tenho de admitir que a experiência tem sido fabulosa. No meu caso, adaptei-me rapidamente e, além dos meus antigos treinadores e colegas, tenho a agradecer aos seres humanos que encontrei aqui. Pessoas como Luisão e Nuno Gomes, que nos ajudam em tudo. Ninguém, aqui, tem tiques de vedetismo».
O elogio, igualmente, ao trabalho da equipa técnica: «Já aprendi muitas coisas novas, com métodos de trabalho a que não estava habituado. Existem condições incríveis no Clube e, também por isso, só podemos melhorar. Mas o mais importante é o facto de sentirmos que, com este treinador, todos contam. Note-se o exemplo de Urreta, que saíra há alguns jogos e voltou agora com o Nápoles. Qualquer jogador pode ser chamado, a qualquer altura. Todos nos sentimos úteis».
O ORGULHO DOS EX-COLEGAS
Quanto à sua posição no terreno (médio ala direito), Amorim ressalva que é um «médio-centro», mas não deixa de sublinhar que «importante é jogar». «Sinto-me satisfeito pois faço o que o mister me pede para fazer. Não sou um ala puro pois conheço as minhas limitações. Não sou igual ao Balboa, ao Reyes ou ao Urreta, mas faço o que o treinador me pede, consoante as minhas características». E quanto à possibilidade de actuar como lateral-direito diante do Leixões (Maxi Pereira não poderá actuar), Amorim não fecha a porta, dizendo que «o treinador é que sabe».
O importante mesmo é continuar a jogar bem, sempre que chamado – parece ser esse o lema de um ex-belenense que, admite, fala com os «amigos» Silas e Zé Pedro: «Criticam-me quando erro, dão-me força e acreditam muito em mim. Acho que estão orgulhosos».
Ricardo Soares |