7 de julho de 2020, 18h58

De Cosme Damião a Nélson Veríssimo: antigos jogadores que foram treinadores

Futebol

Ao todo, são 16 nomes. Este caminho no Benfica começou em 1908/09 e tem novo capítulo em 2019/20.

De Cosme Damião a Nélson Veríssimo são 16 os nomes de antigos jogadores do Benfica que treinaram a principal equipa de futebol do Clube. Saiba quem são, um por um...

O conceito de treinador-jogador é cada vez menos utilizado no futebol, mas noutras eras foi prática comum. Que o diga Cosme Damião. O homem dos sete ofícios do Sport Lisboa e Benfica foi fundador, nunca quis ser presidente, mas foi treinador e jogador da equipa de futebol entre 1908/09 e 1925/26, dando depois o lugar a Ribeiro dos Reis, outro nome incontornável da centenária História dos encarnados.

Aliás, nenhum antigo jogador foi técnico no Clube durante tanto tempo. Sem haver um paralelismo com Cosme Damião, Toni é quem mais se aproxima, dado que liderou a equipa de futebol nos anos de 1980, de 1990 e no início do Século XXI. Curiosamente, são igualmente os que mais títulos conquistaram, mas, também aqui, com as devidas diferenças. 

Durante os 27 anos em que liderou as águias, Cosme Damião conquistou oito Campeonatos Regionais e duas Taças de Honra; Toni, ganhou dois Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal. Mas voltemos ao fundador… Durante o período em que foi treinador do Benfica, Cosme Damião liderou o plantel do qual também fazia parte em 177 jogos oficiais.

Gráfico Nélson Veríssimo

Ainda não década de 1920, Ribeiro dos Reis orientou a equipa depois de ter sido jogador. Fê-lo entre 1926 e 1929, hiato compreendido em três temporadas e regressou na década seguinte (1930) para treinar de 1930/31 a 1933/34 e na época 1934/35. Nestes períodos levou o Benfica à conquista de um Campeonato Regional. Anos mais tarde – de 1952 a 1954 –, num conselho técnico com José Simões conquistou uma Taça de Portugal para o Museu. Ao todo, foram 188 jogos como técnico, sendo que 155 de forma isolada e 33 em parceria com José Simões.

Ainda nos anos 1930, Vítor Gonçalves foi o terceiro ex-jogador a ser treinador no Benfica. Primeiro em 1934/35 (saiu a meio da temporada e regressou Ribeiro dos Reis), depois entre 1935 e 1937. Foram 65 jogos e dois títulos: um Campeonato Nacional e um Campeonato de Portugal. Na década de 1940 só houve um antigo futebolista na condição de técnico: Manuel Alexandre, em 1946/47. Orientou a equipa em 13 partidas.

Para além do conselho técnico de 1952 a 1954, mais dois nomes integram este quadro de nomes que representaram o Clube enquanto jogadores e, mais tarde, no comando técnico: Cândido Tavares e Alfredo Valadas, treinadores das águias em 15 e 14 encontros, respetivamente. O primeiro ainda logrou uma Taça de Portugal. Nos 10 anos seguintes – 1960 a 1969 – dois ex-jogadores tiveram a possibilidade de liderar o elenco a partir do banco: Fernando Caiado e José Augusto. Ambos conquistaram uma prova-rainha, sendo que o primeiro fê-lo em quatro jogos; o Bicampeão Europeu treinou os encarnados em 17 desafios.

Toni

Toni em três décadas e o senhor com mais jogos

Ao entrar-se na década de 1980 bate-se de frente com um nome ímpar da história do Benfica: António José da Conceição Oliveira, mais conhecido por Toni. Representou o Clube como jogador entre 1968/69 e 1976/77, voltando em 1977/78 até 1980/81.

Em 1982/83 teve a primeira experiência como treinador adjunto de Sven-Göran Eriksson, sendo que pegou no leme das águias em várias ocasiões. Aconteceu em 1984/85, em 1986/87, nos períodos de 1987/88 a 1988/89 e de 1992/93 a 1993/94 e, de novo, já no Século XXI, de 2000/01 a 2001/02. Ao todo são 216 jogos – o que tem mais nesta lista de 16 –, três títulos (dois Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal) e uma presença na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1988.

Depois de Toni, só voltou a haver antigos jogadores como treinadores na segunda metade da década de 1990. Artur Jorge, de 1994 a 1996 (54 jogos), e Manuel José, 1996 a 1998 (30 jogos). Na transição, em 1998/99, Shéu, antigo futebolista e coordenador técnico do futebol, orientou o Benfica em quatro encontros.

Já neste século, destaque para os nomes de Chalana e de Fernando Santos. De forma provisória, o antigo criativo, que espalhou magia em Portugal e França, e que lançou Miguel a lateral-direito, treinou as águias em 11 jogos, nas épocas 2002/03, 2005/06 e 2007/08. Bem mais fez o atual selecionador nacional. Fernando Santos foi técnico em 49 jogos entre 2006/07 e 2007/08.

Doze anos depois, o 16.º nome. Nélson Veríssimo ocupa o lugar de Bruno Lage – de quem era adjunto – e vai assumir o comando técnico da equipa até ao fim de 2019/20. Vão ser seis jogos (cinco para a Liga NOS e um para a Taça de Portugal), e estreou-se a ganhar: 3-1 ao Boavista.

Texto: Marco Rebelo

Fotos: Arquivo / SL Benfica

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