Futebol

24 maio 2021, 00h06

Weigl em ação

RESUMO DO JOGO

Uma decisão de arbitragem errada (expulsão de Helton), ao minuto 16/17 da final da Taça de Portugal, deixou o Benfica com menos um jogador e retirou-lhe argumentos e capacidade no duelo com o Braga, que marcaria a terminar a primeira parte e aos 85' (2-0) no Estádio Cidade de Coimbra.

Sem Lucas Veríssimo (lesionado), mas com Jan Vertonghen recuperado e disponível para ser lançado no onze, Jorge Jesus decidiu ordenar a equipa em 3x4x3, confiando novamente a titularidade ao jovem central Morato na linha defensiva.

O Benfica entrou na partida a pressionar alto, mas, com os dois conjuntos muito encaixados taticamente, foi notória a falta de espaços para gizar lances ou acertar combinações suscetíveis de produzir desequilíbrios.

Final da Taça de Portugal

Ultrapassado o quarto de hora inicial, a posse de bola estava repartida quando aconteceu o caso da partida. Abel Ruiz fugiu à linha defensiva das águias, encarou Helton Leite fora da área e caiu no relvado quando se movimentava na direção da linha lateral (16')... O árbitro Nuno Almeida ajuizou que o guarda-redes cometeu uma infração e entendeu mostrar-lhe cartão vermelho direto (17'). Uma decisão muito contestada no instante da ocorrência (e também no final da partida, nomeadamente por Jorge Jesus: "Helton não fez falta", disse), mas validada pela equipa de arbitragem.

Perante este contratempo, o treinador benfiquista teve de retirar um jogador de campo (Pizzi foi o sacrificado) para que Odysseas ocupasse um lugar na baliza. Em inferioridade numérica, as águias reformularam o sistema, passaram a atuar em 3x4x2/3x3x3 e continuaram a querer ter bola. No entanto, perto da meia hora o Braga começou a aproximar-se com mais frequência da área benfiquista e, ao minuto 29, Galeno executou o primeiro remate enquadrado do jogo, para defesa fácil (à figura) de Odysseas.

Final da Taça de Portugal

A caminho do tempo de descanso, os arsenalistas geraram uma ofensiva muito perigosa, com Abel Ruiz a invadir a área sobre a direita e a convidar Ricardo Horta ao último toque, mas Otamendi foi enorme no corte, vital, de carrinho, inviabilizando a oportunidade de golo.

Em cima do minuto 45 (com mais três de compensação para se jogar), o Benfica dispôs de duas chances para se adiantar no marcador. A primeira foi forçada por Seferovic, um remate cruzado na área que fez a bola (ainda desviada pela perna direita de Tormena) passar rente ao poste direito. A seguir, na segunda vaga depois do canto cobrado por Taarabt à direita, a bola (meio) rematada por Diogo Gonçalves ficou ao alcance de Weigl na zona de rigor e o médio alemão disparou de pé direito, respondendo Matheus com uma defesa por instinto (45'+1').

Não marcou, sofreu. O primeiro tempo terminou da pior forma para o Benfica: Piazon, aos 45'+3', assinou o 1-0 com um chapéu largo, aproveitando o adiantamento de Odysseas, que saiu da baliza para tentar alcançar uma bola que, no entanto, Vertonghen neutralizaria.

Em vantagem no número de jogadores em campo e no resultado, os arsenalistas voltaram para a segunda parte com o moral em alta e criaram dificuldades sucessivas às águias em conclusões de Castro, Piazon, Abel Ruiz e Galeno.

Final da Taça de Portugal

Antes de se atingir a hora de jogo, com o fito de empurrar a equipa para junto da baliza de bracarense, Jorge Jesus efetuou três substituições: saíram Diogo Gonçalves, Everton e Seferovic, entraram Nuno Tavares (posicionou-se na ala direita), Rafa e Darwin (57').

Os encarnados voltaram a ter bola e somaram algumas aproximações à zona de golo. Darwin (67'), servido por Taarabt num livre, não foi feliz na finalização, e no minuto seguinte o esforço de Rafa, com o alvo à vista, não foi recompensado. Com os minhotos em apuros, faltou o remate do lado das águias.

Decorridos 82 minutos, Jorge Jesus levou o risco ao limite: saiu o central Morato, entrou o médio atacante Chiquinho. Desmontava-se a estrutura com três defesas.

Final da Taça de Portugal

Com fôlego recuperado, o Braga voltou a agitar argumentos em terrenos adiantados. Abel Ruiz emergiu, rematou para defesa de Odysseas (84') e, depois, assistiu Ricardo Horta (85') no lance que redundaria no 2-0.

Os ânimos aqueceram quando já se entrava no tempo de compensação. Taarabt desentendeu-se com Piazon e depois foi abalroado por Eduardo, elemento da equipa técnica bracarense. Jogo interrompido, confusão, nervos à flor da pele... Serenada a situação, Nuno Almeida exibiu três cartões vermelhos (a Taarabt, Piazon e Eduardo).

No último ataque do desafio, as águias poderiam ter mitigado a diferença: Rafa fez o passe na área, mas Chiquinho não acertou na baliza (90'+6'). E caía o pano na final da prova-rainha, no encerramento oficial da época 2020/21 no futebol português.

Texto: João Sanches
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica
Última atualização: 23 de maio de 2021

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