9 de março de 2018, 20h18

Rui Vitória: “Persistentes e coletivamente fortes”

Futebol

O treinador do Benfica anteviu o jogo com o Desportivo das Aves da 26.ª jornada da Liga NOS. Para vencer, deixou a receita.

Às 18h15 de sábado, no Estádio da Luz, Benfica e CD Aves disputam a 26.ª ronda da Liga NOS. O treinador do Benfica, Rui Vitória, lançou o desafio, começando por abordar que nomes poderão aparecer no lugar de Pizzi, ausente por castigo.

“O Pizzi tem vindo a jogar e não joga neste sábado. Entraremos com 11, de certeza. Samaris, Keaton Parks ou João Carvalho podem entrar para essa posição. São tudo soluções válidas. O que interessa mais é a nossa equipa e o seu desempenho ser bom”, referiu.

A conferência de Imprensa foi rica em temas colaterais. Num deles, o técnico sublinhou que o Benfica, quando trabalha na “caixa forte” do Seixal só pensa no jogo que se segue.

“Somos pessoas e temos noção de que estamos a viver uma perfeita ebulição há muito tempo no futebol português. A nossa vantagem é a preparação para as dificuldades que se colocam no caminho e os meus jogadores estão preparados. Há algo que nos favorece, que é o Caixa Futebol Campus, que para nós é a nossa ‘Caixa Forte Campus’. O nosso foco está no que temos de fazer para vencer o próximo adversário, que é o Aves. Estamos preparados e prontos. Se há equipa que tem dado resposta em relação a isso é a nossa”, apontou.

Rui Vitória

Rapidamente, Rui Vitória fez questão de centrar a antevisão no jogo com os avenses.

“Estamos a falar do Aves, que é o jogo mais importante. Perguntem-me sobre o Aves. O resto é acessório. Não preciso de blindar nenhuma equipa, os meus jogadores sabem o que têm a fazer. Sabemos estar em todos os momentos das competições”, frisou.

Já sobre o Desportivo das Aves, o treinador das águias analisou o adversário, comentando se a possibilidade de este ter trocado várias vezes de técnico ao longo da época pode dificultar o trabalho do Benfica no jogo.

“É uma realidade. Tem mudado de treinador e isso não agrada aos treinadores. O José Mota trabalha com esta equipa há algum tempo. Está a melhorar o desempenho, os resultados e vem causar problemas. O Aves tem jogadores de qualidade. Reforçou-se com jogadores experimentados. Sai com critério para o contra-ataque, tem jogadores rápidos na frente, tem um meio-campo forte e pode causar problemas. É uma equipa rigorosa a defender e na marcação. Vai colocar-nos dificuldades e obrigar a ter paciência. Temos de ser persistentes e coletivamente fortes. Temos de ser uma equipa boa, porque o Aves está a recuperar e confiante. Vamos jogar no nosso estádio, com 60 mil adeptos e não é fácil a qualquer equipa vir aqui jogar. O Aves tem jogadores bons na frente”, elogiou em jeito de alerta.

João Félix e o excelente desempenho que o jovem está a ter ao serviço dos Juniores foi objeto de pergunta e resposta.

“A pior coisa que se pode fazer é começar a individualizar em jovens que são projetos de jogador. Há uma lista de jogadores que é observada e alguns já foram chamados. Isso faz parte de um processo de trabalhar de cada uma das equipas e depois há um processo transversal em que percebemos que os jogadores precisam, aqui e ali, de um estímulo. O João [Félix] é um dos bons jogadores que o Benfica tem, o futuro está assegurado, no meu ponto de vista”, afirmou.

Sobre a possibilidade de o caso E-Toupeira poder colocar em causa os títulos conquistados pelo Benfica nas últimas épocas, Rui Vitória foi assertivo: “Quando se ganham títulos da forma como ganhámos, com vitórias e resultados, é o trabalho de muitas pessoas, com muito mérito. Ninguém ganha títulos, provas e tem recordes sem o esforço de muita gente. O que foi conquistado foi com muito sofrimento, trabalho e união, e esse é o maior trunfo que temos.”

Texto: Marco Rebelo

Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

 

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