7 de outubro de 2017, 16h04

Expulsão e grande-penalidade decisivos no dérbi

Futsal

Expulsão de Roncaglio e grande-penalidade não assinalada a favor do Benfica foram determinantes.

A expulsão do experiente guarda-redes do Benfica, Diego Roncaglio, a meio do segundo tempo, viria a ser o elemento definitivamente desequilibrador de mais um dérbi (5-2). Numa altura em que o Benfica tinha conseguido reduzir distâncias no marcador e empurrava o Sporting para os limites defensivos da sua quadra, uma falha e um contra-ataque conduzido por Deo, acabou com a expulsão de Roncaglio e com o Sporting a beneficiar de uma temporária vantagem númerica e com isso a aproveitar para regressar a uma vantagem de dois golos.

Além deste incidente, poucos minutos depois, uma evidente grande-penalidade cometida sobre Tiago Brito, não foi assinalada e o jogo ainda se tornou mais definido, apesar do pundonor e qualidade do plantel benfiquista, que não se rendeu ao infortúnio próprio e aos erros alheios, nomeadamente da equipa de arbitragem que fez vista grossa num lance que poderia assegurar ao Benfica uma nova hipótese de recuperação.

Antes disso, um grande jogo, bem disputado, rijo e tacticamente ousado. O Benfica a entrar no jogo, de forma auspiciosa e a assegurar uma vantagem inicial, com o primeiro golo do esplêndido Robinho, mas, depois a permitir, uma enérgica reação do Sporting, que lhe valeu dois golos e consequente reviravolta no marcador.

Ao intervalo, esse resultado (2-1) favorável ao Sporting, aparentemente não seria motivo para intimidar os jogadores do Benfica. Pelo contrário, devia espicaçá-los. Foi o que aconteceu e os primeiros minutos do segundo tempo evidenciaram uma equipa ousada e destemida. Assumiu o risco, adiantou Roncaglio e passou a jogar com o guarda-redes avançado.

Criou problemas ao Sporting, acantonou-o na sua quadra, mas uma perda de bola, fortuita, permitiu um novo golo aos sportinguistas, aproveitando o adiantamento de Roncaglio. Logo a seguir, o Benfica não desmobilizou, acreditou nesse perfil de jogo, manteve o arrojo e foi rapidamente premiado, com o segundo golo de Robinho, relançando o Benfica e as suas possibilidades. Que, aliás, se iam confirmando, à medida que André Sousa se ia impondo na baliza sportinguista.

Todavia, num ápice, tudo mudou. Primeiro, um mau passe de Roncaglio, obrigou o guarda-redes do Benfica a derrubar Deo, quando este se encaminhava para a baliza indefesa, sendo expulso e oferecendo ao Sporting uma vantagem numérica que viria a aproveitar para voltar a marcar. Depois, a grande-penalidade não assinalada, por evidente e grosseira falta cometida por André Sousa sobre Tiago Brito e que devia ter proporcionado ao Benfica uma nova oportunidade de reaproximação no marcador mas que a equipa de arbitragem não considerou, utilizando um critério diferente do que tinha anteriormente utilizado na expulsão de Diego Roncaglio.

O resto do jogo seria assinalado pelas tentativas constantes do Benfica, de se reaproximar no marcador, pela exibição sumptuosa de André Sousa, na baliza do Sporting e por um resultado final (5-2) que mente em relação aquilo que é a qualidade das duas equipas.

Texto: José Marinho

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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