17 de dezembro de 2017, 22h27

Tetracampeão à solta

Futebol

Grande noite do Benfica em Tondela: mandou no jogo do princípio ao fim e construiu uma goleada (1-5) assente na capacidade criativa e eficácia, reforçando a confiança na luta pelo Pentacampeonato.

O Benfica alcançou a vitória mais dilatada fora de portas na corrente edição da Liga NOS, impondo-se ao Tondela por 1-5, na 15.ª jornada. Com três golos na primeira parte (Pizzi duas vezes e Salvio) e dois na segunda (Jonas a dobrar), o Tetracampeão não deu a mínima hipótese ao adversário da Beira Alta, fortalecendo-se para o muito que falta disputar na corrida pelo desejado Pentacampeonato.

Sem perda de tempo e dispensando cerimónias de visitante, o Benfica pegou logo no jogo e aos 3’ já dispunha do primeiro pontapé de canto a favor sobre a esquerda do ataque. Foi, no entanto, de bola corrida que a equipa de Rui Vitória se colocou na dianteira do marcador.

Aos 17’, Krovinovic organizou o ataque pelo meio e depois deu largura à iniciativa, alongando a jogada para os pés de André Almeida. Em apoio ofensivo, o lateral-direito cruzou com boa conta para a zona do segundo poste, onde Pizzi estava livre de marcação, pronto para receber a bola e enquadrar o remate de pé direito, não dando hipóteses ao guarda-redes Cláudio Ramos: 0-1.

Controlando as ações de forma quase absoluta em todas as zonas do terreno de jogo, o Benfica aprofundou a diferença no resultado aos 26', em consequência de uma combinação rápida sobre a esquerda do ataque, corredor onde Cervi, Grimaldo e Pizzi adornaram a ofensiva, cabendo ao lateral espanhol a tarefa de executar o cruzamento para a entrada imparável de Salvio, que, de cabeça, “antecipando-se” a Jonas, assinou o 0-2.

Com uma atuação segura, o Tetracampeão esteve sempre mais perto do 0-3 do que o Tondela do 1-2, mas as primeiras tentativas para alargar a diferença não foram bem-sucedidas, com Jonas, por duas vezes, a não ser capaz de terminar da melhor forma ataques perigosos.

A fechar o primeiro tempo, já em período de compensação (45’+1’), o Benfica elaborou, com mestria, mais um ataque arrebatador: a bola passou pelos pés de Jonas (corredor central), Cervi (na esquerda) e Salvio (no interior da área), ficando, depois de um passe de morte do camisola 18, à mercê de Pizzi, que disparou de pé direito e festejou mais um golo de águia ao peito.

Um ponto final de classe em 45 minutos muito bem conseguidos pelo Benfica, que não deu a mínima chance de reação aos tondelenses.

Inconformado com a superioridade benfiquista, o treinador do Tondela reviu o posicionamento das peças e mexeu na equipa no reatamento: Helliardo foi a primeira aposta de Pepa, que deixou Claude Gonçalves nos balneários.

Num par de lances, a equipa da casa esperneou, forçando bolas nas costas da defensiva do Benfica, oportunidades para Bruno Varela mostrar que estava em campo e neutralizar as potenciais ameaças.

Aos 60’, as águias vincaram o ascendente e deram ainda maior expressão à sua predominância no relvado, apontando o 0-4 no aproveitamento de um lance estudado, de laboratório. Canto à direita batido por Grimaldo, com o espanhol a colocar a bola milimetricamente no coração da área, onde era suposto que Jonas aparecesse (e apareceu mesmo!) depois de iludir a vigilância, concluindo a jogada com um remate colocado de pé direito.

Uma perda de bola do Benfica (passe de Krovinovic que Jardel, sobre o eixo, não conseguiu alcançar) originou o contragolpe e o desequilíbrio que redundaria em castigo para o Tetracampeão, isto é, em golo para o Tondela: aos 75', Tyler, na recarga a defesa de Bruno Varela a um primeiro remate de Helliardo, reduziu para 1-4.

Mas o Benfica continuava confiante, expondo criatividade e à-vontade na construção de lances nos últimos metros. Foi com naturalidade que alargou para 1-5. Aos 78’, numa segunda vaga após canto batido na direita, a bola foi colocada por Salvio em Pizzi, que fugiu na direita da área e tocou suavemente de pé direito para a entrada implacável de Jonas, já a pisar a linha de pequena área, celebrando mais um golo de pé direito.

O desnível no resultado espelhava o que se passara em campo e os últimos minutos foram… para aquecer, numa noite fria, com a temperatura a bater nos dois graus centígrados.

Texto: João Sanches

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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