1 de fevereiro de 2019, 17h11

"Húngaros no futebol português"

Clube

Uma exposição sobre vários jogadores da Hungria que passaram por Portugal, no Museu Nacional do Desporto.

O Museu Nacional do Desporto abriu portas a uma exposição sobre a passagem por Portugal de vários húngaros ligados ao futebol, onde há grandes nomes ligados à história do Benfica.

Ao serviço do Benfica conquistou duas Taças dos Clubes Campeões Europeus. Béla Guttmann é parte incontornável da história do Clube da Luz e no ano em que faria 120 anos foi um dos maiores homenageados na exposição sobre os húngaros no futebol português.

Um grupo do qual também faz parte o saudoso Miklós Fehér, que com a camisola do Benfica perdeu a vida em campo há 15 anos.

Húngaros no futebol português

“Há duas personalidades importantes cujos aniversários celebramos: Béla Guttman, o 120.º aniversário, e Miklós Féher, o aniversário dos 15 anos da sua morte. Existem muitas personalidades húngaras no futebol português e por isso criámos uma exposição muito bonita no Museu do Desporto, na Hungria, e estamos muito felizes por este museu querer também juntar-se à nossa exposição que está agora mais rica e significativa. Na minha ótica o Benfica é o clube de topo em Portugal”, considerou Klára Breur (na foto acima), embaixadora da Hungria em Portugal, em declarações à BTV.

Húngaros no futebol português

“Os treinadores e os atletas húngaros tiveram um papel de destaque na história do Benfica, sobretudo na primeira fase dessa história, e tentámos mostrar este aspeto da história em comum”, explicou o autor da exposição, Lazos Szabó (na foto acima).

Foram vários os húngaros que marcaram o futebol português ao longo dos anos, caso de Lajos Baróti, que, para além dos títulos, deixou na descendência a paixão pelo Benfica.

Húngaros no futebol português

“É obviamente uma grande honra e privilégio ter sido convocado com a minha mulher para estarmos aqui, pela embaixadora Breuer da Hungria. O meu avô teve uma carreira internacional muito entusiasmante e sólida. Ele treinou na América do Sul, depois na Áustria, mas acho que o auge da carreira dele foi definitivamente aqui em Lisboa, em Portugal com o Benfica. Teve dois anos muito bons”, enfatizou Jànos Vàlzi (na foto acima), neto de Lajos Baróti.

“É uma equipa que apoiei sempre por causa dos laços familiares e contactos. Se eu tivesse de escolher o clube favorito, seria definitivamente o Benfica. Tento segui-lo no Campeonato, nas presenças internacionais e sucessos e espero que dentro de pouco tempo o Benfica possa voltar a ter um título europeu de futebol”, reforçou.

Varandas Fernandes

Depois da inauguração da exposição, a embaixada da Hungria abriu portas a um jantar de homenagem. O vice-presidente Varandas Fernandes esteve presente e deixou elogios à cultura e ao povo húngaro.

Na sua maioria penso que os húngaros gostam muito do Sport Lisboa e Benfica, assim como muita gente espalhada pelo mundo. É um gosto estarmos aqui em representação do Sport Lisboa e Benfica, uma instituição universal, com grande sentido de solidariedade, amizade e humanismo”, afirmou Varandas Fernandes.

“É uma recordação triste, é certo. No dia 25 de janeiro de 2004 faleceu um grande atleta húngaro, que era nosso atleta, o Miklós Féher, e recordamo-lo regularmente todos os anos, pois ele também simboliza um pouco daquilo que é o Benfica, um clube universal, que sabe acolher as pessoas. É um grande clube do mundo”, vincou.

Varandas Fernandes também recordou o treinador Béla Guttman e as suas conquistas pelo Benfica.

“Um treinador magnífico que toda a gente se recorda, Béla Guttman, que de 1959 a 1964 foi treinador do Benfica, ganhou duas Ligas dos Campeões, que na altura era a Taça dos Clubes Campeões Europeus, e de quem se diz que nos rogou uma pequena praga, que a partir daí nunca mais ninguém viria a ganhar, dentro do Benfica, uma Liga dos Campeões. Mas eu acho que vai ser desfeito esse mito, tenho uma fé enorme que depois da nossa visita à embaixada da Hungria, com gente tão boa a receber-nos, vamos conseguir conquistar esse objetivo a médio prazo. Nós temos o trabalho, damos o empenho, o esforço e fazemos todos um sacrífico enorme para que o Clube seja cada vez melhor, garantiu.

Texto: Márcia Dores

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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