Futebol

11 fevereiro 2020, 14h04

Benfica Campus

Descrito como uma das "fábricas de jogadores mais eficientes da Europa", o Benfica Campus sobe a primeiro plano numa reportagem do prestigiado "Wall Street Journal" (WSJ).

"Liderado por academias de jovens como a do Benfica, Portugal, um país de 10 milhões de pessoas, não perde talento", salienta aquela publicação norte-americana.

"Na essência, esta é uma escola de futebol", resume Pedro Marques, diretor do Benfica Campus. "Ensinamos as letras, as palavras e as frases, e esperamos que eles escrevam alguns poemas no futuro", sintetiza o responsável pela supervisão de todo o desenvolvimento dos jovens jogadores.

No Benfica, conta o WSJ, "essa educação tem várias formas". "Para os miúdos mais promissores, é um colégio interno – 89 deles moram aqui a tempo inteiro, frequentam aulas pela manhã e treinam à tarde. O número de candidatos, no entanto, é muito maior", acrescenta.

"Após cerca de oito anos de trabalho, o mais importante é dar oportunidades a alguns dos nossos jovens na equipa principal", refere o treinador do Benfica, Bruno Lage.

O Benfica Campus, "na essência, existe para criar valor", enfatiza Pedro Marques. "O que pode significar criar jogadores para a equipa principal – o que, inversamente, significa não ter de gastar dinheiro em contratações", realça o WSJ.

Presidente e Caixa Futebol Campus

"Na época passada, os jogadores formados no Clube representaram quase 30% dos minutos e formaram a espinha dorsal da equipa vencedora do Campeonato 2018-19", sublinha a publicação.

A missão de descobrir promessas e potenciais talentos é sensível e especial. "No Benfica, esse trabalho é feito por quase 200 pessoas", pormenoriza o WSJ.

"Alguns deles são pagos, outros são informadores, outros são apenas adeptos que ficam felizes por ir ao domingo de manhã, à chuva, assistir a um jogo de menores de 10 ou 12 anos para descobrir quem tem o maior potencial", explica Pedro Marques.

"Para além da sua academia no Seixal, o Benfica tem a funcionar cinco centros regionais, num país menor que Ohio, para possibilitar a jovens promissores poderem treinar mais perto de casa – foi assim encontrou o jovem Bernardo Silva", recorda o WSJ.

Vários jogadores formados no Clube competem na presente edição da liga dos Campeões, recorda o WSJ, destacando nomes como João Félix (Atlético Madrid) – "dispensado pelo FC Porto, tornou-se uma estrela na academia do Benfica" –, Ederson, Bernardo Silva e João Cancelo (Manchester City).

"O Seixal é tão prestigiado que Madonna mudou-se para perto, em 2018, para apoiar o seu filho, nascido no Malawi, durante o tempo que esteve na academia", assinala a reportagem.

Fotos: SL Benfica

Última atualização: 11 de fevereiro de 2020

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