Casas Benfica

10 setembro 2021, 13h43

"Pelas Casas do Benfica", da BTV, em Montemor-o-Velho

REPORTAGEM BTV

A Casa Benfica Montemor-o-Velho tem o sonho de ser "o Seixal da canoagem". A embaixada n.º 171 do Clube aposta fortemente na formação da modalidade, e os seus pupilos treinam com um colega muito especial...

Formar futuros atletas do Benfica, fortificar o desporto olímpico e dar vida à canoagem são alguns dos objetivos da Casa Benfica Montemor-o-Velho. O treinador da modalidade da embaixada, João Amaral, explicou o que diferencia o braço armado do Clube dos restantes locais para a prática do desporto, à BTV, em mais um episódio virtual do programa "Pelas Casas do Benfica", que contou com um convidado surpresa.

"Nós vivemos num meio em que em qualquer terra há o futebol amador. A canoagem é uma modalidade que requer rendimento e é de alta competição, mas nós temos aquilo que chamamos de 'Estádio da Luz da canoagem'. Não há melhor no país, nem na Península Ibérica", começou por revelar João Amaral.

Casa Benfica Montemor-o-Velho

"Há poucas pistas no mundo iguais à nossa. Só precisamos de atletas, de treinar e de desenvolver a canoagem ao mais alto nível. Temos 20 atletas federados, doze em competição e os restantes em lazer. No verão é fácil arranjar miúdos que queiram praticar a modalidade", acrescentou.

Um projeto paulatino, com elevados custos inerentes à modalidade, que arrancou em 2019 e abrandou repentinamente devido à pandemia de COVID-19.

"É uma modalidade mais cara, mais difícil de gerir, tem havido um investimento anual que ronda os milhares de euros, e não se torna fácil, para nós, despender dessa verba. A própria gestão da Casa Benfica vai-nos facilitando a aquisição de marcações, porque não será apenas pela mensalidade dos atletas, que é um valor um bocado irrisório, que contornamos a situação. Até gostaríamos que fosse grátis. Futuramente poder-se-á pensar no assunto, mas tem de se consolidar toda a gestão da Casa. Os caiaques não são materiais acessíveis, e vai muito para além disso. Estes últimos anos têm sido algo difíceis", assentou Carlos Cunha, vice-presidente de canoagem da Casa Benfica.

Casa Benfica Montemor-o-Velho

Pela exigência física que a modalidade apresenta, a dificuldade de manutenção torna-se ainda maior. Mas o sonho persiste...

"Nem sempre é fácil captarmos atletas. Somos capazes de conquistar vinte, e ao fim do ano só temos quatro ou cinco. É uma modalidade dura, treina-se ao ar livre, faça chuva ou faça sol e é um ambiente agressivo. A nível dos seniores é mais fácil. Gostávamos de fazer do nosso clube o 'Seixal da canoagem' para formarmos os miúdos, e eles, um dia, serem atletas do Benfica", idealizou o vice-presidente.

E como o tema é a canoagem, ninguém melhor do que o medalhado olímpico e benfiquista Fernando Pimenta para treinar com os atletas da Casa Benfica Montemor-o-Velho e para se juntar a esta conversa...

"É sempre bom ver os mais novos com o emblema do Benfica. Claro que gostamos de ver e sentir que eles olham para nós como referências. Das primeiras coisas que me perguntam é como conseguem obter patrocínios. Também me pedem conselhos sobre o que tive de fazer para estar aqui, alimentação, e é muito por aí", referiu Fernando Pimenta, em tom descontraído.

Casa Benfica Montemor-o-Velho

"Eu tenho a sorte de estar no Projeto Olímpico e de ter apoio, mas por cá não há muita motivação e apoio para os mais novos olharem para o desporto de forma profissional. É sempre bom ter as Casas do Benfica a apoiar as nossas modalidades e a incentivar a prática ao desporto. A Casa de Montemor tem tentado fazer isso da melhor forma e evoluir aos poucos, e nós, atletas do Clube, sentimos o apoio em todos os sítios onde vamos", reconheceu o canoísta.

Canoagem à parte, esta Casa Benfica tem uma história bem interessante, que remota a 2009, ano em que a nova sede da embaixada foi construída, e transcende o clubismo.

"Os sócios procuram um ambiente saudável e 'à Benfica', mas também aparecem por cá adeptos de outros clubes. São sempre bem recebidos e até nos ajudaram na construção deste edifício", começou por desvendar o presidente da Casa, Pedro Oliveira.

Casa Benfica Montemor-o-Velho

"Quando fizemos as obras da sede tivemos benfiquistas, mas também sportinguistas e portistas a ajudar-nos. Esta construção foi iniciada em 2009, do zero, e terminámos as obras em 2012. A entreajuda por parte dos nossos amigos de outros clubes foi logo ao início. Ajudaram-nos a assentar tijolos", detalhou.

No âmbito das modalidades, e numa ótica futura, a Casa Benfica Montemor-o-Velho continuará a apostar na canoagem e no futsal, com a ambição de ter um pavilhão próprio e de dinamizar a vila. Aos sócios, o presidente garante "conforto e um horário alargado" sempre que visitarem a embaixada encarnada.

Texto: Rafaela Certã Alves
Fotos: SL Benfica
Última atualização: 10 de setembro de 2021

Utilizamos cookies para enriquecer a sua experiência de navegação.
Ao continuar a navegar no nosso site está a concordar com a nossa política de utilização de cookies.

Aceitar