Futebol

29 novembro 2025, 22h41

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Festejos do Benfica na Choupana

Num duelo de emoções à flor da relva, e da pele, foi preciso esperar até bem perto do apito final para se festejar no Estádio da Madeira. Em desvantagem desde o minuto 60, Prestianni (89') e Pavlidis (90'+5') assinaram os golos da reviravolta de um Benfica dominador e intenso (1-2). Triunfo difícil, mas justo, sobre o Nacional, no encontro da 12.ª jornada da Liga Betclic.

Mais um ciclo intenso a viver-se, com o Benfica, após as vitórias para a Taça de Portugal e para a Champions League, a deslocar-se à Pérola do Atlântico para enfrentar o Nacional, isto na antecâmara de mais uma decisiva ronda europeia (Nápoles) e do dérbi lisboeta, na Catedral.

José Mourinho tinha perspetivado um desafio complicado, é sempre assim na Madeira, desta vez as condições climatéricas não interferiram, mas houve de tudo um pouco e foi preciso sofrer até ao apito final.

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Com Trubin, Dedic, António Silva, Otamendi, Dahl, Barrenechea, Aursnes, Rodrigo Rêgo, Barreiro, Sudakov e Pavlidis no onze inicial, foi um Benfica sólido, organizado, a dominar e a produzir aquele que se apresentou a jogo!

Entrada incisiva das águias, com Barreiro, aos 6' e aos 10', a dar o mote. Primeiro, após toque de Pavlidis, a rematar para defesa de Kaique; depois, à entrada da área, a rematar em arco para um voo do guardião insular a dizer "não".

Sudakov, aos 14', disparou por cima; Dedic, aos 18', rematou ao lado... e as oportunidades sucediam-se! Do outro lado, um Nacional encostado às cordas, com muitas dificuldades em sair, perante um Benfica mandão.

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Aos 26', foi a vez de Aursnes tentar a sorte, Pavlidis ainda tentou desviar o esférico para o fundo das redes, mas chegou tarde. Três minutos volvidos, grande cabeceamento do internacional grego, contudo, Kaique, atento, afastou. Só dava Benfica na Choupana...

Minuto 33, mais um ataque dos encarnados, Sudakov acreditou, rematou forte de fora da área, mas, mais uma vez, Kaique negou os intentos.

Antes do apito para o intervalo, gritou-se golo, contudo, o lance foi prontamente invalidado. Erro na defesa insular, grande confusão na área, a bola sobrou para Pavlidis, que introduziu o esférico na baliza, mas foi assinalada posição irregular ao camisola 14 das águias.

Contas feitas, tempo de recolher ao intervalo com o teimoso nulo a manter-se, após uma 1.ª parte de grande qualidade do Benfica, a pecar na eficácia. Injusto, muito injusto!

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Reatar e, tudo na mesma na Choupana! Família Benfiquista em apoio à equipa, muito Benfica em campo e, aos 49', lance polémico, com Barreiro, sem bola, a ser empurrado na grande área. Penálti que ficou por assinalar, como, aliás, vincou o míster José Mourinho na conferência de imprensa pós-jogo.

E, finalmente, Trubin foi chamado ao serviço! Minuto 53, e Jesús Ramírez, à entrada da área, disparou colocado, para enorme voo do guardião encarnado a negar o golo. Do outro lado, mais uma grande oportunidade. Dahl trabalhou, cruzou rasteiro para Barreiro, contudo, em posição privilegiada na área, o remate não saiu.

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José Mourinho mexeu no xadrez, Prestianni entrou, aos 58', para o lugar de Rodrigo Rêgo, e sem que nada o previsse, contra a corrente do jogo, o Nacional chegou à vantagem. Com precisamente uma hora de jogo, Alan Nuñez recuperou a bola à direita do ataque, colocou-a em Paulinho Bóia, na área, e este serviu Jesús Ramírez ao segundo poste, o qual finalizou para o 1-0. Injusto e ingrato!

Em desvantagem, o Benfica não esmoreceu, bem pelo contrário, e carregou, carregou, carregou... incansavelmente!

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Aos 63', grande remate de Pavlidis, para grande defesa de Kaique; no mesmo minuto, Aursnes tentou a sorte, mas o remate saiu ligeiramente ao lado; aos 69' (já com Ivanovic em campo – entrou, aos 64', para o lugar de Barrenechea), novamente Aursnes a rematar colocado, mas o esférico saiu ao lado; aos 76', cabeceamento espetacular de António Silva, a rasar a trave... e a redondinha teimava em não entrar!

Minuto 76 e a última mexida no figurino encarnado, com Schjelderup a saltar do banco para o lugar de Barreiro... e os frutos do muito trabalho produzido estavam prestes a chegar.

Na direita, Dedic ofereceu a Prestianni, o internacional argentino encarou a baliza, galgou vários metros, acreditou e, já na área, de ângulo muito apertado, disparou de forma indefensável para o fundo das redes. A festa foi rápida, tudo empatado aos 89', isto porque ainda havia trabalho a fazer... e assim foi!

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Já em tempo de compensação, Schjelderup e Otamendi trabalharam na esquerda, juventude e maturidade em sinergia, a bola chegou a Pavlidis, que, de primeira, à ponta de lança, levou a bola a beijar o fundo das malhas... estava concretizada a reviravolta, 1-2, e agora, sim, a loucura nas bancadas e a festa encarnada fez-se sentir. E de que maneira!

Num jogo emocionante, com um pouco de tudo, o apito final, e a respetiva conquista dos 3 pontos, não chegaria sem antes se apanhar um susto. É que aos (90'+10'), à entrada da área, Léo Santos rematou e a defesa de Trubin foi apertada.

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O Benfica traz da Madeira mais 3 pontos na bagagem, justos e meritórios, num jogo complicado, muito difícil, mas que, face ao volume produzido, à postura, à personalidade e ao domínio, com e sem bola, não merecem contestação. Sabor bom, doce, a justiça!

E segue-se o dérbi! Benfica e Sporting medem forças no Estádio da Luz, na próxima sexta-feira, 5 de dezembro. O encontro, da 13.ª jornada da Liga Betclic, tem apito inicial agendado para as 20h15. A janela seguinte a reabrir-se será a da Champions... mas "un día a la vez".

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Texto: Sónia Antunes
Fotos: Cátia Luís / SL Benfica
Última atualização: 29 de novembro de 2025

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