Presidentes

33 nomes que marcam a nossa história

Aqui fazemos o retrato geral dos 33 presidentes que o Sport Lisboa e Benfica teve ao longo da sua história.

São 33 nomes, nem sempre consensuais, de 33 homens que, ajudados por muitos outros, fizeram do Benfica o maior clube português e um dos maiores clubes mundiais.
Desde Januário Barreto, passando por Ferreira Bogalho, até ao atual presidente Luís Filipe Vieira, este espaço contém uma pequena biografia de todos os presidentes da história do Benfica, bem como os principais feitos, as principais obras, os títulos ganhos e as dificuldades vividas por cada um deles.

Presidência com o mandato mais longo

Esta gerência criou a estabilidade associativa, financeira e desportiva que permitiu regressar às conquistas no futebol.

Com prática na gestão da SAD e fundamental na construção do estádio, superou-se a caótica situação financeira. Regressou-se aos títulos no futebol e às finais europeias e, pela primeira vez, o Benfica foi tetracampeão. As modalidades voltaram às conquistas nacionais e internacionais. Com visão empresarial e benemérita, o Benfica passou a ser o Clube com mais sócios no mundo e a usufruir de votação eletrónica, suporte da descentralização democrática. Foram construídos dois pavilhões e a piscina, e inaugurados o Centro de Estágio (2006) e o Museu (2013), sonho finalmente concretizado. Foi Águia de Ouro (2006).


Decisão na construção do Estádio

Permitiu com dignidade conseguir a união “necessária e suficiente” para seguir em frente.

Com experiência em gerências anteriores, Manuel Vilarinho teve um mandato de reposição da credibilidade do Clube, durante o qual resolveu os inúmeros problemas criados durante as duas gestões anteriores. A Benfica Futebol SAD foi reformulada, ficando maioritariamente pertença do Clube. Histórica foi a decisão de avançar para a construção de um novo estádio, em 28 de setembro de 2001, que veio a ser edificado num tempo recorde e inaugurado em 25 de outubro de 2003. Manuel Vilarinho saiu com a gratidão dos benfiquistas, sendo-lhe atribuída a Águia de Ouro em 2004.


Tempo conturbado, inadequado e imponderado

Um mandato marcado por muita polémica e em que as realizações foram escassas, perante expectativas elevadas aquando da eleição.

Uma gerência que lançou o Clube num dos períodos mais turbulentos da sua existência. Sem qualquer título no futebol, momentos positivos são a oportunidade concedida a José Mourinho, que se estreou no Benfica como treinador (setembro de 2000), e a vitória coletiva e individual, pelo ciclista David Plaza, na Volta a Portugal (1999). Em 2000, constituiu a SAD para o futebol. Terminada a gerência, os processos judiciais em que esteve envolvido e condenado, alguns deles com graves prejuízos para o Clube, resultaram na expulsão de associado, na Assembleia Geral, em 13 de maio de 2005.


Dois mandatos no tempo de um

Uma gerência onde se processaram inúmeras iniciativas, tomadas várias medidas mas com poucos resultados práticos.

A gerência iniciou-se, no futebol, com o título de campeão nacional (1994) e uma campanha de admissão de sócios coroada de êxito (entraram mais de 48 mil, ultrapassando os cem mil) para ajudar a debelar as dificuldades financeiras. Eleito para uma gerência de três anos, o mandato terminou em junho de 1996 devido à ausência de títulos no futebol. Convocaram-se eleições e foi reeleito para o triénio, de 1996 a 1999, que terminaria abruptamente em 1997. Com o futebol a piorar, a incapacidade em gerar receitas e a SAD para o futebol sem aprovação, decidiu-se convocar eleições antecipadas.


Mandato reduzido por problemas financeiros

Uma gerência marcada pela instabilidade provocada pelos acontecimentos do verão de 1993 que não permitiu a conclusão do mandato trienal.

Vice-presidente no segundo mandato de João Santos, ao qual prestou decisivo apoio financeiro, teve a gerência interrompida: prevista para findar em meados de 1995, terminou com a antecipação das eleições. No final de 1993, em Assembleia Geral, demitiu-se na sequência das dificuldades financeiras no verão desse ano. Realizou muitos e relevantes préstimos, desde a oferta anónima da pista de atletismo (1974) ao suporte financeiro para aquisição de futebolistas e à aposta no ecletismo. O futebol conquistou a Taça de Portugal (1993). Foi “Águia de Ouro” (1973).


Regresso às grandes finais europeias

Foram cinco épocas com excelentes resultados desportivos no futebol – duas finais europeias em três temporadas – e nas modalidades desportivas.

Numa gerência repartida por dois mandatos, o último bienal e o primeiro trienal, o futebol disputou a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1988 e 1990. No primeiro mandato, o futebol conquistou, em simultâneo, o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal (1986/87), regressando aos triunfos no campeonato nacional, em 1989 e 1991. Reforçou-se o ecletismo, com títulos de campeão nacional e conquistas da Taça de Portugal em várias modalidades, do andebol ao xadrez, destacando-se a natação, que conseguiu, em Portugal, o seu melhor período de sempre.


Fecho do Terceiro Anel para 120 mil espectadores

Um mandato de expansão Benfiquista, conseguindo-se aumentar a lotação do Estádio para 120 mil pessoas.

Antes de ser presidente, teve intensa atividade associativa, em comissões ligadas ao património. O Estádio, com o fecho do terceiro anel (1985), passou a ser o maior da Europa e o terceiro maior do Mundo (120 mil lugares). Sob o comando do treinador sueco Eriksson, o futebol sagrou-se bicampeão nacional (1983 e 1984) e voltou ao topo da Europa, disputando em 1983 a final da Taça UEFA. Foi durante a sua gerência que se obtiveram inovadoras fontes de receita, como a publicidade nas camisolas da equipa de futebol (1984/85). Foi “Águia de Ouro” (1984).


Diplomacia e desportivismo

A gerência fenomenal de Borges Coutinho foi um marco no dirigismo, porque soube antecipar o futuro.

Personalidade afável, persuasivo e diplomata, para além da importância que teve no dirigismo desportivo português, no Clube soube conseguir consensos, validar propostas e obter unidade entre as várias sensibilidades que existiam. O futebol consolidou nestes anos a hegemonia nacional: sete títulos nacionais (invicto, em 1972/73) e três Taças de Portugal. Em 1969, o Benfica ficou na posse plena dos terrenos junto ao Estádio, para construir três campos de futebol (com dois relvados), uma pista sintética de atletismo e oito campos de ténis. Foi “Águia de Ouro” (1973).


Fim da tradição de “só com portugueses”

A fraca prestação europeia do futebol Benfiquista marcou negativamente (mais uma vez…) um mandato que se iniciou ambicioso.

A primeira gerência, com o futebol a sagrar-se campeão nacional (1967), foi marcada por dificuldades financeiras devido à eliminação prematura nas competições europeias. Dez anos depois, regressou à presidência. Na segunda gerência inaugurou-se a piscina (1978), comprou-se a Secretaria (1981) e construiu-se o Pavilhão n.º 2, inaugurado em 1982. Em 1978, a proposta para a contratação de futebolistas estrangeiros foi aprovada em Assembleia Geral. O futebol voltou a sagrar-se campeão nacional (1981). Foram comemoradas, em 1979, as Bodas de Diamante. Foi Águia de Ouro (1980).


Marcado pelo regresso de Béla Guttmann

Um mandato marcado pelo equívoco do regresso ao Benfica do treinador Bicampeão Europeu em 1961 e 1962.

O regresso do treinador bicampeão europeu em 1961 e 1962 foi a grande aposta. Eleito em 8 de maio de 1965, apenas em 31 de maio tomou posse, para permitir que a gerência anterior terminasse o mandato com duas realizações: inauguração do Pavilhão (15 de maio) e final europeia (27 de maio). Em 1965/66, os resultados desportivos aquém das expectativas, apesar do investimento, refletiram-se nas contas, não conseguindo estabilidade financeira. Oriundo de uma família de Alpiarça de dedicados Benfiquistas, que muito deram ao Clube, foi Sócio Benemérito, em 1966.


Duas finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus

Foram tempos de grandes realizações, num mandato que tornou ainda maior um Clube já tão glorioso.

Na sua primeira gerência foi inaugurado o pavilhão, situado no interior do Estádio, e o futebol disputou a quarta final da Taça dos Campeões Europeus em cinco anos, defrontando o Inter em… Milão. Uma final perdida, por 0-1, com o defesa-central Germano, aos 57 minutos, como guarda-redes improvisado, com a equipa reduzida a dez jogadores. Na segunda gerência, o futebol foi, em 1968, pela quinta vez em oito anos a uma final europeia, tendo perdido em Londres, com o campeão inglês, no prolongamento. Foi Sócio Benemérito (1959) e Águia de Ouro (1965).


Gerência de continuidade

A grande consagração com o Bicampeonato Europeu, facto ainda inédito em Portugal.

Vice-presidente na Direção anterior, sucedeu a Maurício Vieira de Brito, sagrando-se bicampeão europeu, em 1962. Foram os anos dourados da história do Clube: a equipa de futebol era disputada a peso de ouro para jogar no estrangeiro, correndo o Mundo. O Benfica tinha grandes receitas europeias e a possibilidade de contratar os melhores jogadores portugueses. Depois de deixar a presidência, e mesmo sem ocupar qualquer cargo diretivo, foi sempre de uma grande dedicação, tendo feito parte de várias comissões, ao longo de quatro décadas. Foi distinguido com a Águia de Ouro, em 1992.


Fundamental nas conquistas europeias

Foram os anos dourados do desporto Benfiquista (e português) com a valorização do Estádio e a conquista do campeonato europeu.

Foi quem, provavelmente, mais financiou o Clube, não só durante a sua gerência mas também depois de se retirar. No futebol, em 1961, conquistou a primeira Taça dos Campeões Europeus e em 1962 foi decisivo na segunda. Contratou-se o treinador Béla Guttmann (1959) e Eusébio (1960). Sagrou-se bicampeão nacional (1960 e 1961). Foi responsável pela requalificação do Estádio: iluminação (1958) e construção da primeira fase do Terceiro Anel (em 1960, com 75 mil lugares), obras suportadas na sua capacidade financeira. Foi eleito Sócio Benemérito (1958) e Águia de Ouro (1960).


O “Homem do Estádio”

Foram cinco anos sempre a um nível elevado permitindo modernizar o Clube lançando-o rumo à excelência

“Águia de Ouro” desde 1938, chegou à presidência com um objetivo: construir o Estádio. As obras iniciaram-se em 14 de junho de 1953 e foi inaugurado em 1 de dezembro de 1954, com dois anéis e 35 mil lugares. Nessa “Epopeia do Estádio”, galvanizou os adeptos para a sua viabilização. Conquistou por duas vezes, campeonato e Taça de Portugal na mesma época. O número de sócios, mais que duplicou, entre 1951 (16.534) e 1956 (36.839). Nas Bodas de Ouro (1954), com o treinador Otto Glória, profissionalizou o futebol, contratou excelentes futebolistas e criou o Lar do Jogador.


Primeiro triunfo europeu: Taça Latina

Alguma estabilidade associativa permitiu o regresso aos títulos nacionais e a vitória na Taça Latina, primeira conquista europeia de um clube português.

Antigo governador civil de Lisboa, foi na sua gerência que o futebol, em 1949/50, para além de regressar ao título de campeão nacional, conseguiu a primeira grande proeza internacional, ao triunfar na Taça Latina. A edificação daquele que ficaria conhecido por Estádio da Luz estava na ordem do dia. Sucederam-se reuniões e Assembleias Gerais para preparar a sua construção, constituíram-se várias comissões e entregou-se na Câmara Municipal de Lisboa, em 1951, o projeto completo do novo campo, da autoria do arquiteto João Simões, antigo futebolista.


Faleceu na presidência da Direcção

Quando havia condições para pacificar o Clube, o infortúnio atingiu o Benfica, com o falecimento do presidente da Direção.

Presidente da Assembleia Geral em 1946/47, foi decisivo para a serenidade do Clube após as eleições anteriores, em 1946. Continuou com as diligências para a construção do futuro estádio, cada vez mais urgente devido à escassa lotação do Campo Grande. Com 15 mil sócios, não eram admitidos mais! Engenheiro militar e ativo na política desde a queda da Monarquia, foi ministro na I República (três décadas antes), chegando a Chefe do Governo após o assassinato de Sidónio Pais. Foi reeleito em 30 de janeiro de 1948, mas não terminou o mandato, pois faleceu em 15 de dezembro.


Presidente nos três Órgãos Sociais

Um conjunto de excelentes dirigentes deu brilhantismo ao trabalho iniciado nas gerências anteriores.

Médico, antigo futebolista, foi presidente da Assembleia Geral de 1935 a 1939. O início da gerência foi difícil, pela expropriação das Amoreiras e construção das bancadas no Campo Grande. Sem recinto para treinar e jogar, o futebol viveu época conturbada, com as finanças a agravarem-se. Mas, o Campo Grande seria inaugurado em 1941. O futebol, em 1942 e 1943, sagrou-se bicampeão nacional e o número de sócios aumentou de 4.805 (em 1940) para 12.453 (em 1944). Em 1942, saiu o n.º 1 do jornal “O Benfica”. Em 1951/52 presidiu ao Conselho Fiscal, tornando-se o único a dirigir os três Órgãos.


Um notável e eloquente orador

Um mandato onde sobressaiu a figura de Ribeiro da Costa, emérito orador e de uma dedicação extrema ao seu clube de eleição – um exemplo para todos nós!

Capitão do exército, antigo futebolista foi vice-presidente da Assembleia Geral entre 1935 e 1938. Iniciou-se o bilhar (1938) e voleibol (1939). A forma combativa como defendia o Clube (era um grande orador) trouxe-lhe problemas na hierarquia desportiva, agravado com a oposição de importantes figuras do regime político. Isso levou-o a perceber a incompatibilidade com a presidência da Direção. Exerceria outros cargos, entre estes, presidente da Assembleia Geral, nos mandatos seguintes. Chegou, em 1986, a sócio n.º 1 e, em 1991, foi Águia de Ouro.


Sonhar com grandiosidade - Estádio e Piscina

A eleição de Vasco Ribeiro significou uma profunda mudança na escolha do perfil para presidente da Direção.

Na sua gerência venceu-se o Campeonato de Portugal, na primeira final com “Dérbi de Lisboa” (V 2-1), num recorde de assistência no País (30 mil pessoas), e conquistou-se a segunda edição da I Liga, sagrando-se pela primeira vez campeão nacional. Em 1934, arrendou-se a secretaria na rua Jardim do Regedor, onde se instalou a Sala das Taças, com 350 troféus, uma novidade no desporto. Em 1935, ultrapassou-se os 5 mil sócios. Sonhava-se, então, com a transformação do campo das Amoreiras num grandioso Estádio, com uma Piscina nos terrenos anexos.


Operário, eloquente e diligente

Uma gerência marcada pela acção do presidente da Direção, Manuel da Conceição Afonso, humilde operário linotipista da Imprensa Nacional, mas com uma grandeza de propósitos que o colocam na galeria dos inconfundíveis.

Tipógrafo de palavra fácil, exerceu inúmeros cargos durante três décadas, sendo presidente em três períodos distintos. No primeiro, conquistou-se um inédito bicampeonato de Portugal (1930 e 1931), regressou-se, em 1932/33 ao título de campeão de Lisboa e iniciou-se o andebol (1932), jogado com onze atletas. Na segunda presidência, completou-se o primeiro “tri” nacional (1936-1938). Na última gerência, eleita para “resolver o problema do Estádio”, um dos atos mais importantes foi a visita, em 1946, ao ministro das Obras Públicas, onde ficou decidido o regresso a Benfica.


Mudanças profundas no futebol

Uma grande gerência, com dirigentes de irrepreensível Benfiquismo, responsáveis pela elevação do Clube a um estatuto de grandeza cívica e instituição de referência, na sociedade portuguesa.

Nos três mandatos iniciais, teve Ribeiro dos Reis como Capitão-Geral, num período com carência de vitórias no futebol (apesar das valorosas conquistas nas categorias inferiores). Com a situação financeira do Clube a melhorar foi construído, junto ao estádio das Amoreiras, um campo para uma nova modalidade, o basquetebol (1927). Surge, também, o ténis de mesa (1928). Com a mudança na política de aquisição de futebolistas, conquistou-se em 1930, pela primeira vez, o Campeonato de Portugal. Em 1929, era o presidente, quando o maior clube português comemorou as Bodas de Prata.


Brilhantismo, longevidade e um estádio

Uma gerência marcada pelo extraordinário presidente da Direção, Bento Mântua, que foi eleito para oito mandatos.

Chegou à presidência num momento difícil, suportando quase todas as dívidas. Dramaturgo, benemérito (desenvolvendo a patinagem, o hóquei em patins e de campo, bem como o râguebi) teve uma longa gerência. Em 1917, o futebol estreou-se no campo das traseiras da sede, pois o senhorio de Sete Rios exigia uma renda incomportável. Em 1925, inaugurou-se o campo das Amoreiras, propriedade do Clube (finalmente, após 21 anos de arrendamentos em espaços diferenciados na cidade), com entusiasmo dos sócios, que ultrapassaram o milhar, em 1921 e eram já mais de três mil, em 1925.


Um conjunto de dirigentes em desagregação

Um mandato incompleto marcado pelo facto de alguns dos dirigentes eleitos não terem a cultura democrática que está na essência (origem e desenvolvimento) do Benfica

Os três meses iniciais, enquanto presidente, não foram pacíficos, em grande parte devido aos efeitos nocivos da I Guerra Mundial, com instabilidade política e social no País, originando uma grave crise de receitas que afetaram as finanças. O mal-estar existente no seio do Clube culminou com a desagregação da Direção. Um grupo de associados liderado por Cosme Damião conseguiu um empréstimo para saldar as dívidas mais urgentes, resolvendo, em parte, a situação. O futebol sagrou-se campeão de Lisboa, título que, entre 1911/12 e 1917/18, só não ganhou em 1914/15.


Um pioneiro sempre ao dispor do Clube

Num mandato curto mas intenso, 83 dias que mudaram para sempre o perfil social do Benfica

Escritor consagrado, foi um desportista eclético, no futebol (desde 1905), atletismo (primeiro praticante), tiro e esgrima. Em 1908, foi “Sócio Benemérito”. Foi eleito, em 1916, para um mandato cujo objetivo era ultimar a integração do Desportos de Benfica, ficando o Clube, até 1981, com uma magnífica Sede, em Benfica, com campo para futebol, rinque de patinagem, campos de ténis e carreira de tiro. Regressou à presidência em 1945, quase 30 anos depois. Em 1944/45, o futebol sagrou-se campeão nacional e comprou-se a Sede, que estava alugada desde 1916!


Campeoníssimo no futebol

O Dr. José Antunes dos Santos Júnior foi o timoneiro de mais uma gerência brilhante com reflexos nos anos seguintes.

Na sua gerência, após a vice-presidência da Assembleia Geral nos dois mandatos anteriores, o futebol sagrou-se, pela segunda vez, em 1915/16, campeão de Lisboa nas quatro categorias, sendo a terceira vez que conquistou todos os títulos (em 1909/10 só havia três categorias). Organizaram-se jogos internacionais no campo de Sete Rios e melhoraram-se as infraestruturas do ténis e natação, surgindo o polo aquático. Em 1916, Cosme Damião, aos 30 anos (e 11 como futebolista), despediu-se de jogador, continuando como Capitão-Geral, misto de dirigente e treinador.


Mandato de transição

Um mandato curto face aos Estatutos aprovados, não restringiu os nossos dirigentes de conseguirem grandiosas realizações.

Foi de curta duração esta gerência, com os Estatutos, elaborados por Alberto Lima (vice-presidente) e Félix Bermudes e aprovados em Assembleia Geral em 1912, a fazerem coincidir os mandatos com os anos civis, pelo que houve eleições no final de 1912. Durante a curta gerência, trocou-se o periférico bairro de Benfica pelo centro da cidade, na Baixa Pombalina, inaugurando então a Sede em pleno Rossio, de forma a tornar-se mais acessível aos associados, pois o clube há muito que extravasara os limites de Benfica e Belém (onde continuava a ser muito popular).


Grandiosas realizações e conquistas inéditas

Uma gerência que colocou o Dr. Alberto Lima pela primeira vez como presidente, após eleições intercalares realizadas apenas para a Direção do Clube.

Teve um primeiro mandato de oito meses, após o qual foi vice-presidente. Regressou à presidência numa gerência em que estreou uma sede, na Baixa (Rua Garrett), iniciando-se a ginástica (1913); fundou “O Sport Lisboa”, primeiro jornal de um clube; inaugurou o campo de Sete Rios, onde se iniciaram a natação e o ténis. O futebol obteve o primeiro “tri” no Regional de Lisboa (1912, 1913 e 1914), com a proeza (única) de ter ganho as quatro categorias em 1914, com Cosme Damião, médio-centro e capitão da 1.ª categoria, como treinador e dirigente.


Gerência relâmpago

Uma Direção deficientemente composta resultou na sua desagregação e consequente necessidade de eleições intercalares.

O seu mandato foi o mais curto da história do Benfica, tendo durado menos de quatro meses (105 dias), período após o qual solicitou a realização de novas eleições. As razões para essa decisão prenderam-se, principalmente, com a impossibilidade de quatro dos sete elementos da Direção corresponderem às necessidades do Clube e também pelo facto de o próprio presidente, por afazeres profissionais, ter de se ausentar de Lisboa com muita frequência. Neste conturbado período, Cosme Damião, eleito vogal da Direção, foi quem mais se destacou, revelando-se como um verdadeiro pilar do Clube.


Primeiros títulos oficiais no futebol

A ação deste mandato de 416 dias vai muito para além deste escasso período de tempo, pois teve reflexos nos anos seguintes.

Foi vice-presidente no mandato anterior. Em 1910, o futebol sagrou-se pela primeira vez campeão de Lisboa e nas três categorias existentes (1.ª, 2.ª e 3.ª), com Cosme Damião como homem-forte do futebol. Desenvolveu-se o atletismo e ciclismo, respetivamente, com Francisco Lázaro e Alberto Albuquerque. Fundou, mais tarde, o Desportos de Benfica (1913) – que se integrou, três anos depois, no Sport Lisboa e Benfica. Voltou à Direção, como vice-presidente, em 1916, e seria vice-presidente e presidente do Conselho Fiscal, de 1919 a 1924. Foi “Sócio Benemérito” (1908).


Presidente da junção entre dois clubes

Foi nesta gerência que se realizou a junção entre o Sport Clube de Benfica e o Grupo Sport Lisboa, consolidando-se desportiva e financeiramente o Sport Lisboa e Benfica.

Presidente do Grupo Sport Benfica (em fevereiro de 1908, Sport Clube de Benfica), tornou-se presidente do Sport Lisboa e Benfica aquando da junção do Sport Clube de Benfica com o Grupo Sport Lisboa, em 13 de setembro de 1908. Uma aglutinação de dois emblemas, que nunca foram rivais no campo desportivo: o primeiro dedicava-se principalmente ao atletismo e ciclismo e o segundo ao futebol. Durante a gerência, estimulou iniciativas sociais e desportivas, ultrapassou problemas financeiros e debateu-se com a procura de um campo, já que o dono do campo da Feiteira exigia uma renda exorbitante.


Figura de prestígio à procura de soluções

Para dar "dimensão social" foi eleito o Dr. Januário Barreto, uma figura de prestígio na sociedade lisbonense, mantendo-se os anteriores dirigentes da primeira Direção.

Em 1906, o Sport Lisboa alcançara posição de destaque, sendo considerado pela imprensa como o melhor grupo de futebolistas portugueses. Mas faltavam infraestruturas. Aquando da eleição da primeira Direção, em 22 de novembro de 1906, permaneceram os três membros da Comissão Administrativa, sendo eleito presidente Januário Barreto – figura grata no desporto, prestigiado conhecedor das regras do futebol, árbitro e médico. Durante a sua gerência, o Clube conquistou os dois primeiros troféus, no Torneio Inter-Clubes do Internacional (CIF), em 2.ª e 3.ª categorias.


Ecléctico, empreendedor e organizado

Os dirigentes de Benfica eram figuras com prestígio na sociedade local, exercendo profissões de destaque. O nosso 3.º presidente, major Faria Leal, chegou mesmo a sócio n.º 1 do SLB.

Em Benfica, fundou-se a 26 de julho de 1906, o Grupo Sport Benfica. O clube dedicava-se ao ciclismo e atletismo, possuindo um bom campo de jogos e excelentes dirigentes. Em 12 de agosto de 1906, foi designado presidente da Direção, sendo confirmado no cargo a 18 de novembro de 1906, em Assembleia Geral. Foi eleito “Sócio Benemérito” (1909). O caráter eclético do clube, bem como a sua organização, atraíram inúmeros associados, entre eles, sócios do Grupo Sport Lisboa, como Cosme Damião, fundador do Sport Lisboa, que foi o associado n.º 81 do Grupo Sport Benfica.


Fundador, presidente e futebolista

Ficará para sempre ligado à fundação do "Glorioso" bem como à sua organização e desenvolvimento, dando os primeiros passos com segurança e sustentabilidade, rumo à grandeza que todos nós conhecemos, e mesmo os nossos adversários reconhecem.

Irmão mais velho dos três que criaram o Clube, foi escolhido entre os 24 fundadores reunidos em 28 de fevereiro de 1904, numa dependência da Farmácia Franco, em Belém, para presidir a uma Comissão Administrativa de três dirigentes que orientaram nos primeiros anos o Grupo Sport Lisboa (depois de 1908, Sport Lisboa e Benfica). Fez parte da equipa de futebol que realizou aquele que é considerado o primeiro jogo do Sport Lisboa, com o Grupo do Campo de Ourique, em 1 de janeiro de 1905 (vitória por 1-0), no Campo das Terras do Desembargador, às Salésias, em Belém.

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