11 de julho de 2020, 13h17

Modalidades preparam regresso à competição

Modalidades

Equipas seniores podem voltar aos treinos sem restrições nos pavilhões a partir de 1 de agosto. Rui Lança, diretor das modalidades coletivas de pavilhão do SL Benfica, falou à BTV sobre a retoma e o que ainda falta definir e acautelar.

A notícia era desejada desde março, como admite Rui Lança, diretor das modalidades coletivas de pavilhão do SL Benfica, mas ainda há alguns pontos de interrogação para aplainar: as equipas seniores podem voltar aos treinos sem restrições nos recintos desportivos a partir de 1 de agosto.

A data do recomeço da competição, que está apontado para 22 de agosto (sem público), foi outra das importantes linhas de força para a retoma das modalidades que resultaram da reunião realizada na sexta-feira entre as Federações de Andebol, Basquetebol, Futebol (tutela o Futsal), Patinagem e Voleibol e os representantes da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e da Direção-Geral da Saúde. A decisão ainda carece, no entanto, de aprovação por parte do Conselho de Ministros, até ao final de julho, e da própria DGS.

Num primeiro comentário sobre as mais recentes resoluções, Rui Lança, entrevistado pela BTV, lembrou que ainda há alguns passos a dar até que tudo seja claro e definitivo.

"Há ainda um conjunto de 'ses' dos quais estamos dependentes para saber se vamos voltar. Claro que a notícia é positiva, mas falta a aprovação da Direção-Geral da Saúde e do Conselho de Ministros, e depois há um conjunto de informação que precisamos de saber para perceber como se vai realizar o regresso. Desde março que ansiávamos por esta notícia, que é poder começar a visualizar a retoma das modalidades, dos treinos... Vamos ter alguns desafios pelo caminho, porque não sabemos muito bem como vai evoluir a pandemia, mas esta notícia é sempre melhor do que a de adiar para setembro ou outubro algumas das decisões", reconheceu o diretor das modalidades coletivas de pavilhão do Sport Lisboa e Benfica.

Rui Lança, coordenador estratégico das modalidades seniores masculinas de Pavilhão

"A notícia é positiva, mas falta a aprovação da Direção-Geral da Saúde e do Conselho de Ministros"

Voltar aos treinos sem limitações nos pavilhões implicará a observação de várias normas sanitárias indicadas pela DGS, sendo certo que, por tudo o que se viveu e vive, será um novo tempo.

"Não sou médico, nem especialista, mas acredito que, psicologicamente, voltar sem restrições vai ser uma aprendizagem para todos. Perdemos um conjunto de hábitos que eram normais, como o toque, as risadas, o estarmos nas palestras todos juntos... Nem tudo se perdeu, mas também nem tudo se vai ganhar de um dia para o outro. Isto tem de ser faseado, porque este regresso não depende só de nós. Todo o nosso staff tem de ser alinhado em prol dos comportamentos padrão", destacou Rui Lança.

Por agora, dentro do que é possível estimar, o regresso às competições oficiais das modalidades do Clube está previsto para setembro, embora a retoma possa ser feita já a partir de 22 de agosto.

"Falta, por parte das federações, a confirmação dos quadros competitivos que tinham sido avançados (uns em maio, outros em junho), mas isto não é nenhuma cobrança. O que sumariza este processo desde março é que percebemos todos que ganhamos mais trabalhando em conjunto, primeiro no sentido de as federações defenderem o objetivo comum, que é a organização dos quadros competitivos, depois os próprios clubes falarem entre eles para se perceber como podemos usufruir daquilo de que todos gostamos, que é a competição e a organização de uma época desportiva. É importante perceber também como é que a competição pode decorrer sem grandes percalços, porque há coisas que dependem dos clubes e outras não", analisou Rui Lança.

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"Voltar sem restrições vai ser uma aprendizagem para todos. Tem de ser faseado"

Quanto à formação, a retoma da atividade poderá acontecer a partir de 1 de setembro, mas, também neste caso, ainda há um caminho para percorrer.

"A seguir à reunião [de sexta-feira], as Federações começaram a partilhar a boa notícia do regresso faseado. Há uma visualização do que pode acontecer. Temos de pensar exatamente o que ganhamos, e quais são os cuidados a ter, em voltar já a 1 de setembro. Há também uma série de parceiros com quem temos de falar, porque, como sucede com quase todos os clubes, a formação não se realiza apenas nas nossas instalações. Estamos também dependentes de um conjunto de parceiros. A análise tem de ser sistemática", considerou o diretor benfiquista.

O encontro das cinco Federações foi ainda aproveitado para abordar o futuro das modalidades, numa visão conjunta e de congregação de forças para um benefício comum.

"Esta era uma necessidade, mas que infelizmente apareceu devido a um acontecimento menos positivo. É verdade que o quadro competitivo e o calendário não podem esticar, mas o tema devia ser aprofundado. Para um clube como o Benfica e outros clubes com duas ou três modalidades, é impensável terem no mesmo fim de semana várias finais de Taças de Portugal, etc. Este acontecimento [pandemia de COVID-19] veio potenciar que as Federações devem estar juntas, porque, reunindo quase 200 mil atletas federados, ganham força quando, por exemplo, têm de falar com parceiros."

Texto: João Sanches

Fotos: SL Benfica

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