Futebol

01 março 2021, 23h33

Jorge Jesus

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Na antevisão à partida, Jorge Jesus havia dito que o Benfica "precisava da vitória", e assim foi... As águias, que, segundo o treinador, "estão tranquilas" e começam a demonstrar sinais de recuperação, triunfaram diante do Rio Ave por 2-0, em jogo da 21.ª jornada da Liga NOS

Jorge Jesus teceu elogios à prestação dos seus atletas, desmistificou, novamente, a questão da titularidade na baliza encarnada e ainda deixou uma mensagem de agradecimento aos adeptos benfiquistas que estiveram no Benfica Campus e acarinharam o plantel antes da partida para o Estádio da Luz

Benfica-Rio Ave

Análise ao encontro

"Hoje [segunda-feira], tal como sempre, era importante ganhar. O significado desta vitória são mais três pontos. Para o grupo, as vitórias é que moralizam. A equipa vinha de um jogo da Liga Europa onde podia ter vencido a eliminatória. Sabe que está a respirar, que está a colocar a cabeça de fora e a melhorar de jogo para jogo. Sabíamos que esta equipa do Rio Ave é complicada. Tem uma posse de bola muito forte. Dentro do seu espaço defensivo tenta colocar o adversário em dificuldade e sabíamos que, se não fôssemos uma equipa pressionante, íamos ter dificuldades em parar o jogo do Rio Ave. Era importante ter um conforto mental no jogo e não ficarmos nervosos independentemente de não termos marcado na primeira parte. Na segunda parte, tudo mudou. Tivemos mais espaço, outro critério e mais facilidade para criar oportunidades de golo. As substituições também mexeram um pouco com o jogo e o futebol é isto. Fizemos dois golos, mas tivemos quatro ou cinco oportunidades, dentro da área, na cara do guarda-redes. Lembro-me de duas do Pizzi e duas do Seferovic… Fizemos uma segunda parte diferente por mérito da equipa. Tem mais pulmão. O jogo tornou-se mais fácil, e parabéns aos jogadores. Saímos deste jogo com uma vitória, e isso é importante, mas também saímos daqui moralizados."

"A equipa está tranquila, sabe o que passou, sabe que está a recuperar, mas também sabe que, não tendo vitórias, física e emocionalmente perde confiança. Os adeptos também perdem, mas o treinador não perde. O treinador não pode perder, se não fica tudo ao contrário. São estas vitórias que nos alimentam e dão confiança. Temos de pensar jogo a jogo, e na quinta-feira já temos um desafio muito importante pela frente. É uma meia-final da Taça de Portugal [2.ª mão]. Estamos em vantagem [1-3], mas ainda não ganhámos. Passámos o período em que a nossa intensidade era baixa e estamos a recuperar fisicamente. Colocamos mais intensidade no jogo e os atletas, individualmente, começam a jogar melhor."

Benfica-Rio Ave

Agradecimento aos adeptos

"Quero dar uma palavra aos nossos adeptos, agradecer-lhes. Quando saímos do Seixal tínhamos vários adeptos do Benfica a incentivar-nos e a acarinhar-nos. Neste momento, precisamos de carinho porque sabemos, na pontuação, aquilo que temos de recuperar. Os jogadores sentiram, quando saíram do Seixal, o carinho daquelas dezenas de adeptos. Para mim, foi ali que começámos a ganhar o jogo."

Benfica-Rio Ave

Tranquilidade do segundo golo

"O 2-0, apontado pelo Pizzi, deixou os jogadores mais tranquilos e mais aliviados. O Pizzi fez golo, aliás, ele tem golo. Falhou alguns, mas tem mérito porque está lá para finalizar. Não é esta vitória que nos retira da crise de maus resultados. Foi uma crise exibicional e pontual, mas sabemos o porquê de termos tido essa crise. Estamos melhores e treinamos com mais intensidade. Mesmo tendo jogado na quinta-feira, a equipa demonstrou alguma intensidade na segunda parte e fez a diferença, porém, não deixámos de estar com uma pontuação que nos obriga a estarmos desconfiados. Se não ganhássemos, moralmente não seria bom, nem para os jogadores, nem para os adeptos."

Benfica-Rio Ave

Dupla de centrais inédita

"Tivemos, mais uma vez, uma nova dupla de centrais. O Lucas Veríssimo nunca jogou com o Jardel, mas estiveram os dois muito bem. O Lucas Veríssimo esteve muito bem, aliás, toda a linha defensiva esteve bem e percebeu o jogo da equipa do Rio Ave. A frente de ataque do Rio Ave, composta pelo Rafael Camacho, o Carlos Mané e o Gelson Dala, não é fácil de parar. São jogadores com muita mobilidade."

Benfica-Rio Ave

Cansaço provocado pela cadência de jogos

"O Rafa não foi o jogador que costuma ser. Estava completamente fatigado. O Diogo Gonçalves estava a jogar bem, mas também estava fatigado. Começou-se a notar uma falta de intensidade quando tínhamos de recuperar a bola. Quando estamos a ganhar é tudo mais fácil, até nas substituições. Parabéns aos meus jogadores, estiveram bem."

Benfica-Rio Ave

Titularidade na baliza

"Quando mudo e escolho o jogador A ou o jogador B, essa situação funciona para qualquer uma das posições. Seja defesa-central, lateral ou guarda-redes. O Benfica tem três excelentes guarda-redes. O Odysseas e o Helton [Leite] foram infetados com a COVID-19 quase na mesma altura e depois tive a oportunidade de trabalhar com os dois, mais tempo, individualmente, e com os treinadores de guarda-redes. Senti que o Helton estava melhor e apostei na entrada dele. Em todos os jogos que esteve presente, esteve sempre bem. Sofreu três golos na Grécia contra o Arsenal, mas não tem culpa em nenhum deles. Em Faro tirou golos, hoje esteve muito bem nas duas primeiras finalizações do Rio Ave. Só pode jogar um guarda-redes. O Odysseas vai ter de esperar por uma oportunidade. Se não surgirem oportunidades para se trocar de guarda-redes, é bom sinal, é sinal que o Helton tem estado muito bem."

Benfica-Rio Ave

Todos são importantes

"Até à altura do jogo com o Arsenal estávamos a jogar a cada três dias. Por exemplo, hoje jogou o Adel [Taarabt] de princípio, porque já pensava que com o Estoril jogará o Pizzi de início. Além disso, comigo não há jogadores com direitos adquiridos na equipa. Nem com os novos, nem com os mais velhos, nem que estejam há 10 ou 15 anos no Clube. A única coisa importante são os interesses da equipa. Sou eu, como treinador, que tomo as decisões. Todos gostam de jogar. No Benfica, Sporting ou FC Porto, os jogadores têm mais dificuldade em jogar sempre porque a concorrência é maior. Isso acontece com o Pizzi e com os outros. Quem é que normalmente joga sempre ou quase sempre? É difícil dizer um. O Julian [Weigl] foi considerado o melhor em campo e teve muitos jogos sem atuar. Agora joga regularmente porque justifica."

Benfica-Rio Ave

Jogo a jogo, contas no fim

"Há muita coisa para conquistar. O mais importante na calendarização é o Campeonato Nacional. Depois, não há ordem, mas a Taça de Portugal vem, normalmente, como a segunda prioridade de todos os clubes. No Campeonato, a diferença para o primeiro classificado é grande [13 pontos], mas acreditamos. Para acreditarmos não temos de nos preocupar com o primeiro. Temos de nos preocupar em chegar ao segundo lugar [a três pontos]. Após chegarmos ao segundo temos de pensar se ainda dá para chegar ao primeiro. Vai ser um final de Campeonato muito intenso para todas as equipas e ainda há muito para conquistar. Poderemos estar na final da Taça de Portugal e queremos chegar ao segundo lugar para percebermos se podemos chegar ao primeiro. Também é verdade que na próxima época teremos duas equipas a entrar diretamente na Liga dos Campeões e uma a poder disputar a entrada na competição. Estamos dependentes de outros e temos de avançar jogo a jogo."

Packs Sagres x SL Benfica

Texto: Diogo Nascimento e Marco Rebelo
Fotos: Tânia Paulo e Isabel Cutileiro / SL Benfica
Última atualização: 1 de março de 2021

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