6 de julho de 2020, 17h13

Domingos Soares de Oliveira: "As nossas emissões tiveram sempre procura maior que a oferta"

Clube

O CEO do Benfica está confiante quanto ao sucesso do empréstimo obrigacionista recentemente lançado pela SAD. A subscrição ocorre até às 15h00 de 10 de julho.

Com um empréstimo obrigacionista da Benfica, SAD em curso – até dia 10 de julho – no valor de 35 milhões de euros e com uma taxa de juro bruta de quatro por cento, o CEO Domingos Soares de Oliveira concedeu uma entrevista ao "Jornal de Negócios" onde explicou o processo.

Apesar de o mundo estar assolado por uma pandemia, Domingos Soares de Oliveira não receia que o mercado se retraia, reiterando o que havia explanado na recente entrevista à BTV. Revelou que o limite de subscrição de 1500 euros pretende evitar "rentabilidades negativas" e detalhou a razão para a taxa de juro ser superior à da última emissão.

Receia alguma retração da procura pelas obrigações tendo em conta os resultados desportivos menos positivos?

Não temos esse receio. As emissões que tivemos ao longo dos últimos 16 anos foram feitas em ambientes diversos a nível desportivo e a procura foi sempre maior que a oferta, independentemente da posição que o Benfica ocupava na tabela classificativa.

Domingos Soares de Oliveira

Por que motivo decidiram estabelecer como limite mínimo de subscrição 300 obrigações (1500 euros) em vez das tradicionais 20 obrigações (100 euros)?

A razão para elevarmos o limite mínimo de subscrição prende-se com o custo de custódia das obrigações que, mesmo não sendo alto, é muitas vezes penalizador da rentabilidade líquida obtida pelos pequenos investidores, sobretudo quando, num processo sujeito a rateio, o número de obrigações obtidas é baixo.

A taxa de juro de quatro por cento é superior à da última emissão. Porquê?

Creio que todas as emissões de obrigações no retalho realizadas nos últimos anos tiveram taxas de juro superiores às da Benfica, SAD. A razão por que continuamos a apresentar taxas mais baixas que outros emitentes tem naturalmente a ver com a perceção de risco que o mercado tem sobre cada uma das emissões e cada um dos emitentes. Neste caso, a subida relativamente a 2019 é de apenas 0,25 pontos percentuais.

Não seria mais vantajoso a SAD financiar-se junto da banca?

Continuamos a trabalhar com a banca portuguesa, mas apenas em operações de montante baixo e só quando as condições que nos são oferecidas são suficientemente competitivas.

Fotos: Arquivo / SL Benfica

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