10 de fevereiro de 2018, 23h18

Canhotos com fogo nos pés

Futebol

Cervi (2) e Zivkovic marcaram os golos do triunfo do Benfica por 1-3 em casa do Portimonense. São já 18 os tiros certeiros em lances de bola parada, com os encarnados a dormirem na liderança, à condição, do campeonato.

O Benfica baixou no mapa de Portugal e teve de arregaçar as mangas para superar o Portimonense no Algarve. Vencendo por 1-3, com os golos a serem assinados pelos esquerdinos Cervi (2) e Zivkovic, a equipa encarnada dobra a 22.ª jornada da Liga NOS com 55 golos apontados (tem o melhor ataque) e 53 pontos somados, sendo líder do campeonato à condição.

Entrada decidida do Benfica no encontro, tratando de empurrar o adversário para trás, para cima da baliza defendida por Ricardo Ferreira. Colocando velocidade nas movimentações e na circulação de bola, as águias baralharam a defensiva do Portimonense. Aos 6’, depois de a bola passar pelos pés de Zivkovic, Jonas e Rafa, Cervi apareceu sobre a esquerda da área para tirar proveito de um corte incompleto de um defensor do conjunto algarvio e disparar cruzado para o interior da baliza. A pressão inicial rendia rapidamente o 0-1 ao Tetracampeão.

A vantagem madrugadora não diminuiu a vontade nem o ímpeto dos comandados de Rui Vitória, que, furando pela esquerda, entrando pelo meio ou rompendo pela direita, foram em busca de novo golo. Aos 22’, após recuperação de bola no eixo, Jonas avançou, aguentou e decidiu-se pelo remate, com o tiro a ser desviado pelas pernas de um adversário, que se esticara para evitar que o esférico entrasse novamente na baliza de Ricardo Ferreira.

Portimonense-Benfica

Aos 25’, depois de uma investida de André Almeida pela direita, o lateral cruzou rasteiro e atrasado na direção de Jonas, que, no entanto, não conseguiu enquadrar-se da melhor maneira para carimbar o 0-2. O esférico ainda viajou para esquerda, no desenvolvimento do ataque, surgindo Zivkovic a chutar de pé esquerdo para um corte in extremis, de carrinho, de um defensor da equipa de Portimão.

Nos últimos dez minutos da primeira parte, o Benfica concedeu algum espaço à entrada do seu meio campo defensivo e o Portimonense começou a aproveitar para explorar aquele que é um dos seus pontos fortes: o contra-ataque. Aos 42’, Ewerton conduziu um desses lances e concluiu-o com um remate que ainda esbarrou no corpo de Jardel, com a bola a ser depois encaixada por Varela.

A reação da equipa algarvia teve continuidade após o intervalo. Mais agressivos nos duelos e com linhas mais subidas, os jogadores orientados por Vítor Oliveira criaram mais dificuldades à defensiva do Benfica. Num lance de bola parada (canto à esquerda), Tabata levantou para a área e Rúben Fernandes cabeceou ao lado.

Portimonense-Benfica

A este susto e ao maior atrevimento do Portimonense, os encarnados responderam com uma clara oportunidade de golo criada por Rafa na direita e não aproveitada por André Almeida no interior da área: no momento do remate, o lateral-direito escorregou e o remate errou o alvo (56’).

Aos 63’, o azar entrou sem bater à porta e retirou Jonas do terreno de jogo. Com queixas num joelho, o goleador das águias foi rendido por Raúl (64’). No minuto seguinte, golo do Portimonense: de novo Tabata a bater um canto à esquerda e na circunstância foi Felipe Macedo quem se elevou mais alto na área e cabeceou sem hipótese de defesa para Varela. 1-1.

O único resultado que interessava ao Benfica era o triunfo e os Tetracampeões voltaram à carga, ligando os ataques e construindo ocasiões para faturar. O 1-2 podia ter acontecido aos 71’: Cervi serviu André Almeida na área, mas este, em posição central, chutou de pé direito para uma estirada difícil de Ricardo Ferreira, que à segunda, perante a sombra de Raúl, conseguiu amarrar a bola. Aos 73’, foi Cervi quem se soltou na direita para receber e disparar cruzado, falhando a baliza por pouco.

O golo surgiria de livre direto, aos 77’, executado de forma magistral por Cervi: descaído para a direita do ataque, o argentino bateu com o pé esquerdo e a bola viajou para as malhas, raspando ainda na parte interior do poste direito: 1-2.

Foi o 18.º golo do Benfica na corrente edição da Liga NOS no aproveitamento de uma bola parada, incluindo-se nesta contabilidade os cinco apontados de penálti.

Com Samaris (por Rafa, aos 81’) e Diogo Gonçalves (por Pizzi, aos 90’+3’), o Benfica refrescou-se, solidificou-se e ainda teve apetite para mais um golo, com Zivkovic a faturar aos 90’+5’, em lance de insistência do próprio, na sequência de um passe de Diogo Gonçalves a partir da direita. 1-3.

Pouco depois, o árbitro Carlos Xistra dava por terminado o encontro.

Texto: João Sanches

Fotos: Tânia Paulo / SL Benfica

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