12 de fevereiro de 2018, 19h41

Impossível virar as costas ou fechar os olhos

Clube

Rúben Dias e Ferro acompanharam a Comunidade Vida e Paz e levaram comida, agasalhos e muitos sorrisos aos sem-abrigo em Lisboa.

Rúben Dias e Ferro vestiram o fato de voluntários e estiveram no terreno com a Comunidade Vida e Paz, uma instituição que todos os dias – com a ajuda de 600 voluntários - distribui refeições a centenas de sem-abrigo em Lisboa.

A onda de frio que se faz sentir em toda a Europa obrigou à ativação de planos de contingência para a proteção de quem vive nas ruas. Os plantéis das equipas principal e B do Benfica, representados por Rúben Dias e Francisco Ferreira (Ferro), foram sensíveis aos apelos e entregaram – por iniciativa própria e com a colaboração da Fundação Benfica – 200 mantas e sacos-cama à Comunidade Vida e Paz.

Rúben Dias

No Rossio, em Santa Apolónia, no Saldanha, um pouco por toda a cidade de Lisboa, centenas de pessoas fazem de cartões camas e improvisam um sítio para dormir. Com chuva e a temperatura a descer, torna-se ainda mais difícil viver sem um teto. Os jogadores do Benfica estiveram na linha da frente da ação da Comunidade Vida e Paz e viram, diretamente e olhos nos olhos, os rostos de histórias de vida – muitas delas dramáticas – que não os deixaram indiferentes.

“É um pequeno gesto para nós, mas um grande gesto para quem ajudamos”, resumiu Rúben Dias, numa reportagem levada a cabo pela BTV.

O defesa-central da equipa principal confessou que viveu “uma experiência muito boa”, uma realidade diferente que reforçou a ideia de que “a questão é ajudar e não julgar”.

“Sem dúvida alguma que me sensibilizou mais e me deixou também mais disposto a fazer passar a mensagem. Fazer com que as outras pessoas reconheçam que isto pode ser importante”, prosseguiu o defesa-central formado no Benfica.

Uma realidade partilhada com Francisco Ferreira, o representante da equipa B do Benfica.

“Realmente as pessoas só têm noção do que se passa quando estão cá. Acredito que algumas pessoas possam olhar de lado ou pensar coisas menos boas dos sem-abrigo, mas nós, que estivemos em campo, conhecemos as pessoas e isso fez-nos perceber que quem está na rua são pessoas como todos nós”, lembrou.

“É importante, muitas vezes, não só pela comida ou pela manta que damos, mas para criar laços e para as pessoas perceberem que não são invisíveis. Estão aqui e sabemos que estão cá, fazem parte da nossa comunidade e não podemos virar as costas ou fechar os olhos”, alertou.

No final, um agradecimento especial (e merecido) à Comunidade Vida e Paz, que todos os dias leva às ruas de Lisboa 55 equipas divididas por cinco circuitos, dispostas a “aquecer” a noite de quem vive na rua.

“Só tenho coisas boas a dizer. Trataram-nos muito bem e ajudam muito a estabelecer o contacto, são pessoas que querem ajudar”, finalizou Rúben Dias.

Texto: Filipa Fernandes Garcia

Fotos: Arquivo / SL Benfica 

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