15 de abril de 2018, 20h58

Equilíbrio furado ao minuto 90

Futebol

O Benfica teve boas chances de golo na primeira parte, mas não concretizou. O FC Porto reagiu no segundo tempo e, no único remate enquadrado com a baliza, marcou no derradeiro suspiro do clássico.

Duelo equilibrado no Estádio da Luz na 30.ª jornada da Liga NOS. O Benfica teve boas chances para se adiantar na etapa inicial, mas não conseguiu; o FC Porto respondeu na segunda parte e, no único remate enquadrado com a baliza, desfez a igualdade entre forças ao minuto 90 (0-1). Com este resultado, as águias seguem na luta, a dois pontos da liderança, com quatro jornadas pela frente.

O clássico arrancou com alguma ansiedade e muito nervo na zona intermediária, muito calor na disputa pela posse de bola, com o Benfica (privado de Jonas, que não recuperou) a criar as verdadeiras oportunidades de golo no primeiro tempo.

Ameaçador sempre que tinha uma nesga para aplicar a velocidade que o caracteriza, Rafa gerou desequilíbrios pela direita e, num desses lances, ao minuto 20, ficou com ângulo de remate reduzido, mas arriscou na mesma e acerta na parte exterior do poste mais próximo, ressaltando a bola para fora.

No flanco contrário, Cervi puxou para si os holofotes ao minuto 22: depois de fintar a organização defensiva do FC Porto, o argentino disparou com o pé canhoto, mas Casillas conseguiu opor-se e sacudir a bola, negando às águias o primeiro golo do desafio.

Antes de se esgotarem os 45 minutos iniciais, o Benfica voltou a acercar-se com muito perigo da baliza portista e dispôs de uma soberana ocasião de golo, a melhor até ao intervalo, com Pizzi a receber a bola de Raúl no meio da área adversária e a rematar para uma estirada de Casillas, que assim evitou o 1-0. Na resposta, Marega, na área dos encarnados, teve algum espaço para rematar, errando a direção da execução.

Com os adeptos sempre presentes no apoio à equipa benfiquista, a segunda parte teve uma história diferente para contar, num clássico sempre competitivo. O FC Porto conseguiu ser mais enérgico do que no primeiro tempo e teve mais bola no espaço ofensivo, ações insuficientes, porém, para quebrar a organização defensiva dos anfitriões.

O Benfica passou a atacar com Salvio pela direita (em vez de Rafa) a partir dos 66’. A toada de disputa em cada palmo de terreno manteve-se e, já com Samaris no meio-campo (saiu Cervi), a equipa procurou chegar-se à frente com uma fórmula diferente, caindo Zivkovic para a esquerda e cabendo a Pizzi o principal apoio ao avançado Raúl.

Nos derradeiros minutos, a troca de Pizzi por Seferovic configurou nova tentativa do Benfica para construir uma solução que desbloqueasse o resultado a seu favor. A equivalência entre as equipas seria desfeita, mas, após um par de ressaltos, pelo pé direito do portista Herrera, que num tiro de fora da área, no único remate enquadrado dos dragões em todo o jogo, acertou nas redes ao minuto 90.

Já em tempo de compensação, Zivkovic caiu na área do FC Porto no despique com Ricardo: reclamou-se infração do lateral (obstrução) para pontapé de penálti, mas o árbitro Artur Soares Dias não atendeu, mantendo a decisão depois de consultar o videoárbitro.

Texto: João Sanches

Fotos: Isabel Cutileiro, João Paulo Trindade e Tânia Paulo

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