12 de maio de 2018, 13h53

Uma lição de maturidade e talento na despedida

Futebol

O Benfica B fechou a sua prestação na II Liga com uma vitória por 3-0 sobre o FC Porto B.

Um ponto final na II Liga com muita categoria e maturidade competitiva por parte do Benfica B, que venceu o FC Porto B por 3-0 no Caixa Futebol Campus.

Sempre ligada à corrente (tática, técnica e estrategicamente falando), a equipa de Hélder Cristóvão (que se despediu do comando técnico das águias) terminou o Campeonato na 13.ª posição, com 49 pontos somados, sendo o conjunto melhor pontuado no minicampeonato dos bês.

Primeira parte animada e discutida de igual para igual por duas equipas dispostas a dar o seu melhor nas quatro linhas, com o Benfica B a ser superior em momentos-chave do clássico e nas zonas do terreno onde tudo se resolve.

As estatísticas ao intervalo refletiam o sinal mais da equipa benfiquista no encontro, sendo esta superior no número de remates (7-3), cantos conquistados (4-1) e percentagem de posse de bola (52/48).

Pedro Amaral esteve muito perto do golo aos 16’, mas a bola rematada pelo lateral-esquerdo das águias embateu no ferro da baliza portista. Baró, na resposta dos azuis e brancos, também acertou no poste.  Porém, aos 24’, Ola John, regressado à competição com as cores benfiquistas, não desaproveitou a oportunidade criada por João Carvalho (com um passe a rasgar no corredor central) e, isolado perante Diogo Costa, foi certeiro na conclusão (1-0).

Mesmo no fim da etapa inicial, Simón Ramírez levou uma bolada na cara após cruzamento do ataque do FC Porto B a partir do lado esquerdo e o árbitro Hélder Malheiro, presumivelmente por indicação do assistente que estava do outro lado da ação, assinalou pontapé de penálti contra as águias. Na cobrança, Rui Moreira puxou a bola para um canto (adivinhado por Zlobin) e acertou no poste. Assim se remediou uma decisão desastrada da equipa de arbitragem.

Com energias recarregadas, o Benfica B entrou em força no segundo tempo e avançou para o 2-0 com a assinatura de Gedson. O médio progrediu com bola, rompeu pelo corredor central e, perto da grande área, chutou forte e colocado de pé esquerdo, não dando a mínima hipótese de defesa a Diogo Costa.

Cientes das melhores decisões para controlar os espaços, gerir o jogo e ainda espreitar, sempre que possível, um terceiro golo, os jogadores comandados por Hélder Cristóvão demonstraram assinalável maturidade competitiva. E alcançaram mesmo o 3-0 aos 90’, com Heriberto a concluir de pé esquerdo, num tiro de fora da área, um ataque rápido das águias.

Texto: João Sanches

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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