19 de agosto de 2017, 13h15

Festival de talento e oportunidades

Futebol

Um empate em Famalicão do Benfica B que não reflecte a qualidade da exibição.

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Se o talento fosse líquido, o relvado do Famalicão acabaria o jogo com o Benfica B, completamente alagado. A equipa de Hélder Cristovão é uma soma incrível de jovens talentos de grande potencial que batem, descaradamente, à porta da equipa principal. Incrível, de facto, a qualidade amontoada nesta equipa que junta alguns dos maiores talentos formados e desenvolvidos no Caixa Futebol Campus e alguns outros pesquisados e contratados em vários outros clubes.

Sendo o objectivo da equipa B, servir de campo de recrutamento do plantel principal, parece evidente que muitos destes jovens talentos estarão, mais tarde ou mais cedo, em regime de prontidão para escalar ao topo das suas imberbes carreiras.

Em Famalicão, o Benfica B mostrou a sua melhor versão. Futebol combinativo, muita criatividade no ataque, um meio-campo operativo e com aquela agressividade que distingue as boas equipas e uma defesa muito segura e pouco condicionada pela velocidade dos atacantes do Famalicão.

Oportunidades de golo, futebol variado, grande diversidade na forma como atacava a baliza famalicense, dois laterais muito ofensivos e galopantes, médios criteriosos e organizados e um ataque que combina a exclência criativa de João Filipe com a codícia de Alan Júnior e Heriberto.

Um festival de opções atacantes, que começam na forma como a equipa prepara as suas jogadas de ataque, muitas delas, começando numa sublime nascente de ideias, que dá pelo nome de Florentino.

Neste jogo, em Famalicão, esta equipa teve tudo. Talento, ambição, criatividade e obstinação. Só não teve golo. Oportunidades foram muitas. Uma memorável exibição do guarda-redes brasileiro, Leo Rodrigues, impôs-se ao ataque benfiquista. Hipóteses em cima de hipóteses, num cerco interminável à baliza famalicense.

Ainda não foi desta que o Benfica B alcançou a sua primeira vitória na Segunda Liga. Mas com o talento que existe, essas vitórias vão multiplicar-se. E o mais importante, o crescimento destes jogadores, vai, igualmente forjar-se nas dificuldades. E, claro, na sumptuosa qualidade individual de muitos destes jovens talentos.

Texto: José Marinho

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