23 de setembro de 2017, 22h55

Uma bofetada de categoria (veja o resumo)

Futebol

Com força, qualidade e o apoio dos seus adeptos, o Benfica venceu o P. Ferreira por 2-0. E mais golos ficaram por marcar…

Mandão, com ritmo forte, confiança e categoria na elaboração de jogadas, o Benfica, que neste sábado à noite teve Júlio César na baliza e Fejsa na posição mais defensiva do meio-campo, despachou o Paços de Ferreira por 2-0. Com um golo em cada parte – e o primeiro, de Cervi, foi de grande beleza –, os encarnados arrecadaram três pontos na sétima jornada da Liga NOS, mas a verdade é que dispuseram de variadas chances para aplicar uma bofetada de mão-cheia.

Puxando a bola para si e acelerando combinações pelos flancos, mas sem nunca desprezar os espaços interiores, o Benfica, sempre incentivado pela sua massa adepta, foi para cima do Paços de Ferreira logo nos primeiros minutos de jogo. O guardião Mário Felgueiras e os seus parceiros da defensiva pacense sentiram o impacto do apetite da equipa das águias, sempre de olhos postos na baliza.

O primeiro golo da noite esteve para ter como pai o pé esquerdo de Grimaldo. Na cobrança de um livre direto, um pouco descaído para a direita, o lateral do Benfica atirou com força e colocação, mas a bola foi devolvida pelo poste direito, com Mário Felgueiras estacado perto da linha de baliza, impotente (9').

Variando o jogo, sempre com o intuito de provocar brechas que desequilibrassem a organização defensiva dos castores, os comandados de Rui Vitória continuaram a pisar perto do alvo, com um objetivo declarado.

Ao minuto 17 foi Jonas quem viu um remate para golo, já no interior da área após lance rápido na direita, ser “defendido” pelo mesmo ferro que já frustrara Grimaldo.

Sem desanimar, o Benfica porfiou e alcançou o golo: Zivkovic agitou pela direita, após solicitação de Pizzi, e depois descobriu Cervi à entrada da área pacense. Na passada, o argentino disparou com força e precisão e bateu Mário Felgueiras, que bem se estirou (20').

A vencer, o Benfica manteve a toada de ataque e o reforço do resultado poderia ter acontecido ao 27’ num cruzamento-remate de Seferovic a partir da esquerda que espirrou na barra. Pese o esforço posterior dos encarnados, o intervalo chegou com apenas 1-0 no marcador.

Encolhido pela pressão do Benfica até ao descanso, o Paços estendeu-se no arranque da segunda parte. Num pontapé de canto executado por Xavier na esquerda, Rui Correia elevou-se na área e desviou a bola na direção da parte superior da barra da baliza encarnada. Um susto que, todavia, não atemorizou o anfitrião.

Decidido, o conjunto da Luz continuou a apontar apenas numa direção. Jonas, aos 55’, ficou a dever um golo a si próprio, consentindo que Mário Felgueiras se opusesse a um tiro em posição privilegiada, à entrada da pequena área.

O ajuste de contas não tardaria: aos 61’, no desenvolvimento de um canto batido por Pizzi à esquerda, Seferovic atacou a bola de cabeça, mas foi Jonas quem recolheu e, numa nesga, trabalhou com os pés para cavar a diferença: 2-0.

Já com Raúl em campo – rendeu Seferovic aos 69’ –, o Benfica, mesmo gerindo o jogo e o resultado – quarta-feira há partida de Liga dos Campeões em Basileia –, continuou a rondar as redes de Mário Felguerias. O próprio mexicano teve uma boa chance para assinar o 3-0, tal como Diogo Gonçalves – um defesa fez de guarda-redes quase em cima da linha de baliza – e ainda Zivkovic, tudo no mesmo lance (87’)!

 

Texto: João Sanches

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