SAD

19 outubro 2017, 19h01

Porta-voz da equipa de advogados do Benfica, João Correia pronunciou-se sobre as operações de recolha de informação nas instalações do Estádio da Luz por elementos da equipa de investigação da Polícia Judiciária, na quinta-feira, no âmbito do designado caso dos emails.

“Até que enfim… Até que enfim que cá vieram”, exclamou o causídico, em declarações à BTV, a respeito da diligência da PJ.

“Perante as insinuações, as sugestões que eram feitas relativamente a factos fraudulentos praticados pelo Benfica, queríamos avidamente que o único meio para destruir – repito, destruir – essas acusações fosse o que se passou aqui hoje”, enquadrou o jurista.

João Correia

“Queríamos que a Polícia Judiciária viesse ao Benfica para verificar em pormenor se era verdadeiro ou falso tudo aquilo que nos é imputado”, reforçou João Correia.

“Este é o único meio possível e estávamos desejosos que isto acontecesse”, salientou. A “celeridade nas investigações” é ponto de honra para o Benfica, conforme o responsável jurídico reiterou. “Esta era a única forma e o único veículo para destruir as sistemáticas ofensas ao Benfica”, disse o advogado.

“Estamos cansados – e eu falo até como cidadão – de verificar que a cada semana se anuncia a prática de crimes na semana seguinte”, lamentou.

“Isto é único, não conheço nenhum país civilizado onde isto seja possível. E tudo continua na paz do senhor. Estamos cansados e a minha expressão é 'até que enfim' que a Polícia Judiciária tomou, e bem, o encargo de vir aqui apurar, através dos elementos que constam das nossas instalações, se existe um qualquer indício da prática de um crime de corrupção ou de influência perversa nos resultados desportivos”, assinalou João Correia.

“Oxalá que agora concluam rapidamente e de forma muito rigorosa e definitiva se há ou não há qualquer corrupção desportiva por parte do Benfica. Se se verificar que existe, então que o Benfica seja punido”, afirmou.

João Correia

“Se se verificar que afinal [o caso dos emails] não passou de uma sistemática, dirigida e dolosa campanha contra o Benfica, eu tenho muito pena mas alguém terá de ser fortemente castigado”, advertiu.

 

“O BENFICA NÃO FOI CONSTITUÍDO ARGUÍDO”

João Correia informou ainda que o Benfica “não foi constituído arguido” no âmbito do processo em curso e debruçou-se sobre uma questão que continua pendente e que diz respeito à violação do sistema informático do Benfica, cujos autores materiais continuam por apurar e identificar. “Essa é outra face desta moeda, porque o sistema informático do Benfica foi invadido e isso é crime, mas não há resultado desse crime”, lembrou o porta-voz da equipa de advogados do Benfica.

“Os emails do Benfica, verdadeiros ou falsos, são propalados como sendo próprios do Benfica e na hipótese de o ser é claramente uma violação de correspondência”, situou. “Até agora não aconteceu nada. A pretexto dos emails são sistematicamente emitidas injúrias, difamações, imputações de crimes ao Benfica, que como pessoa coletiva é gravemente ofendida”, disse o advogado.

“E até agora não aconteceu nada. E já fizemos participações criminais disso tudo, já apresentámos solicitações a todas as instâncias de investigação criminal em Portugal e até agora nada”, insistiu João Correia.

“Das duas, uma: ou há a construção de um lastro investigatório que permite depois agir com mais cautela contra os autores dos crimes, ou há algum desleixo investigatório. Eu aposto mais na primeira hipótese”, esclareceu o jurista.

Na sequência da diligência realizada na quinta-feira, o assessor jurídico da Benfica, SAD forneceu informações aos investigadores. Tendo assumido esse papel no processo, e por ser advogado de profissão, Paulo Gonçalves foi, por uma questão jurídica, constituído arguido conforme determinam as exigências do estatuto da Ordem dos Advogados, que, pela circunstância específica, teve um elemento no Estádio da Luz a acompanhar a demanda.

 

Texto: João Sanches

Última atualização: 28 de fevereiro de 2018

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