25 de novembro de 2017, 20h21

Rui Vitória: “A época é longa e temos capacidade para mais”

Futebol

O treinador do Benfica, em conferência de Imprensa, salientou que ainda há muito para jogar e conquistar na presente temporada.

O treinador da equipa de futebol do Benfica, Rui Vitória, lançou, em conferência de Imprensa, o jogo da 12.ª jornada da Liga NOS com o V. Setúbal. 

A perspetiva é ganhar, não com a preocupação de atingir a melhor série [de vitórias nas provas nacionais], mas porque queremos. O V. Setúbal joga um futebol positivo, mas esta é outra competição e vamos ver qual a abordagem que haverá por parte do adversário. A nossa ambição é conquistar os três pontos em nossa casa, apesar de saber que o jogo será difícil para nós, mas também o é sempre para quem visita a Luz”, afirmou.

À pergunta colocada pelo jornalista do “Record” na antevisão, o técnico aproveitou para desmentir a primeira página do diário desportivo deste sábado, garantindo não estar “chateado com a equipa médica do Benfica”. E prosseguiu falando da receção aos sadinos: “Os jogos a eliminar são diferentes, porque são decididos nesse dia. O V. Setúbal vem à Luz para jogar bem, para nos condicionar o jogo, para controlar a nossa organização. Da nossa parte, só pensamos numa coisa: ganhar! Independentemente da estratégia que usemos, temos de ganhar. Vamos preparar a equipa a pensar em vencer.”

O futebol praticado pelo Benfica tem sido muitas vezes criticado. Rui Vitória desvalorizou esse facto e recordou que a bola entrar na baliza muda tudo. 

“Cada um tem a sua opinião. Um golo altera a visão que temos sobre um jogo. Cada treinador quer aprimorar as coisas e melhorar o futebol. Há momentos em que não acontece. Sobre a qualidade… temos capacidade para fazer mais. A época é longa, uma maratona. Há jogos para serem jogados e outros para ganhar”, considerou. 

José Couceiro, treinador do V. Setúbal, levantou a questão de as arbitragens serem umas com as equipas ditas grandes e de forma diferente quando apitam as equipas mais modestas. 

“São duas questões muito distantes. Uma é a análise aos três grandes, outra é às restantes equipas. Tenho o máximo respeito pelas equipas mais pequenas porque foi lá que comecei. É uma discussão que não vale a pena. São realidades diferentes”, refutou.

RÚBEN DIAS AINDA NÃO É OPÇÃO E O GRUPO DE TRABALHO ALARGADO QUE PRECISA DE SER BEM GERIDO

A pouca utilização de Gabriel Barbosa foi um dos temas da conferência de Imprensa e Rui Vitória lembrou que tem um grupo de trabalho vasto. 

Temos um plantel alargado onde só podem jogar 11. Estamos a falar de um jogador que veio com a época a decorrer, há outros jogadores para a mesma posição… [Gabriel Barbosa] Tem vindo a trabalhar muito bem, já jogou em algumas partidas. Todos têm a sua oportunidade. Quantas carreiras não surgem em função da oportunidade? Gerir um plantel é também isto. O primeiro plano é o coletivo, o que é importante para o Benfica é ganhar”, disse. 

O defesa-central Rúben Dias sofreu uma apendicite aguda e ainda se encontra em recuperação, independentemente de já marcar presença no Caixa Futebol Campus. 

“O Rúben [Dias] voltou ao Seixal, mas não está a integrar os trabalhos, porque ainda está em recuperação da cirurgia. Nesta altura não está disponível”, revelou. 

LEVANTAR A CABEÇA E OLHAR PARA AS PROVAS INTERNAS COMO METAS A ATINGIR

O Benfica está fora da Liga dos Campeões, mas o treinador não acredita que isso afete o plantel até porque há competições a conquistar. 

“É evidente que não estamos satisfeitos, mas só não tem deceções quem não vive os momentos. Estamos tristes porque sabemos que temos capacidade para mais. A Liga dos Campeões já passou. Agora é colocar o foco nas que se seguem: Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga. Vamos olhar em frente, porque precisamos das competições internas para regressar à Champions”, sublinhou. 

Por estarem fora das competições europeias, as águias poderão tirar vantagem em relação aos principais opositores? Rui Vitória recorda as épocas anteriores do Benfica para discordar com essa visão.

“Não vejo a coisa assim, porque antes fomos longe nas competições europeias e fomos campeões nacionais. Isto não é linear. Não há uma receita para isto. Quantos mais jogos houver para jogar, melhor. Cada equipa tem a sua realidade”, observou. 


Texto: Marco Rebelo

Fotos: Tânia Paulo / SL Benfica

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