25 de fevereiro de 2019, 23h54

Maré cheia e melhor marca do século

Futebol

O Benfica bateu o Chaves por 4-0 na 23.ª jornada da Liga NOS – oitava vitória seguida – e chegou aos 64 golos neste período da competição.

Mais uma exibição cheia (de qualidade, de ataques, de remates e de golos) do Benfica, que bateu o Chaves por 4-0 na 23.ª jornada da Liga NOS e avança para o clássico no Dragão a um ponto de distância do primeiro lugar. O oitavo triunfo consecutivo constitui a melhor série das águias, facto a que se soma o melhor registo goleador no século XXI (64 golos em 23 rondas).

RESUMO DO JOGO

O Chaves juntou linhas e encolheu-se na metade defensiva, procurando tapar caminhos para a sua baliza com todas as unidades. A estratégia dos flavienses era aguentar atrás, tentar complicar as combinações ofensivas das águias e, numa ou noutra recuperação, desencadear contra-ataques perigosos como aquele em que, ao minuto 7, colocou Platiny a cabecear na área para defesa simples de Odysseas.

O Benfica sabia o que tinha de fazer para rasgar o plano do adversário e, de mangas arregaças e com ideias claras, lançou-se na missão que tinha de concretizar no relvado do Estádio da Luz. Rafa, num cabeceamento aos 7' após centro de Grimaldo na esquerda, ilustrou o primeiro ataque venenoso das águias.

[GOLO: 1-0] O lance que desbloqueou o resultado nasceu num passe fabuloso de Gabriel (que valeu por dez fintas), a variar o jogo da esquerda para a direita, solicitando Pizzi. O camisola 21 recebeu e depressa cruzou largo, para João Félix entrar na ação e passar para a entrada da área, onde um defensor do Chaves (Campi) tentou afastar, mas acertou num companheiro, ressaltando o esférico para a finalização de Rafa. O 27 dos encarnados apontou o seu oitavo golo na Liga NOS, 12.º na temporada, igualando o seu melhor registo da carreira.

O mais complicado estava feito... e o Benfica foi em busca de mais ataques, mais remates, mais oportunidades e mais golos. Rafa, aos 23', fora da área, ultrapassou um adversário e chutou com perigo, fazendo a bola passar perto do poste esquerdo. O mesmo Rafa tornou a estar na iminência de bisar quando estavam decorridos 28 minutos de jogo, finalizando por cima da barra depois de servido com perfeição por Grimaldo na esquerda (cruzamento).

Confiante, dinâmico e veloz, Rafa fintou na direita e correu a todo o vapor na direção da área do Chaves, cruzando para cabeceamento de João Félix, que viu António Filipe evitar o 2-0. Seferovic, na recarga, tocou para fora.

[GOLO: 2-0] O Benfica carregava e aumentou a vantagem de forma natural. Seferovic, aos 37', no corredor central, usou o pé esquerdo para esburacar a defensiva flaviense e soltar João Félix, que atirou de pé direito para defesa incompleta de António Filipe. Na recarga, o mesmo jovem avançado das águias chutou de pé canhoto, com força, para as redes.

[GOLO: 3-0] Próximo do intervalo (43'), Gabriel, descaído na esquerda, fez mais um passe fabuloso, na circunstância a explorar a movimentação de Seferovic, que escapou à vigilância dos centrais do Chaves e atirou de pé esquerdo pelo buraco da agulha, colocando a bola entre o primeiro poste e o guardião adversário. Seferovic é agora o melhor marcador da Liga NOS, isolado, com 15 golos faturados.

Na segunda parte do jogo, mais do mesmo do primeiro tempo, com o Benfica a carburar na frente e a criar ocasiões de golo. João Félix, aos 49', disparou por cima da barra, após cruzamento de Corchia na direita. Aos 53', por Pizzi, tentou o 4-0, dando sequência a mais um brilhante passe longo de Gabriel, mas António Filipe estirou-se e defendeu para canto.

O guardião do conjunto transmontano foi, de resto, o maior obstáculo das águias no segundo tempo. Aos 69' voou para suster um tiraço de Grimaldo que tinha escrito a palavra "golo". Jonas, entrado aos 72' (rendeu Rafa), fez um passe de morte para Pizzi aos 79', mas, novamente, António Filipe defendeu por instinto e sacudiu para canto o remate do 21 dos encarnados, que nesta noite capitaneou a equipa.

Pizzi saiu aos 81' para a entrada de Jota, mais um jovem formado no Clube que se estreou na principal competição do futebol português com o Manto Sagrado. A braçadeira de capitão transitou então para o braço esquerdo de Samaris, que nesta noite formou dupla de centrais com Rúben Dias, enquanto Florentino atuou como médio mais recuado. E aos 83' foi a jogo Zivkovic, por troca com Seferovic.

[GOLO: 4-0] Ao minuto 90, a bola entrou (enfim) de novo na baliza do Chaves, com Florentino a ler o jogo e a passar para João Félix, que, no meio, depressa soltou para diante na direção de Jonas, que rompeu e, perante António Filipe, encaminhou o esférico para as redes. O triunfo, mais do que justo e inatacável, estava sentenciado.

Texto: João Sanches

Fotos: Isabel Cutileiro e João Paulo Trindade / SL Benfica

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