2 de março de 2019, 23h26

Magníficos no voo para a liderança!

Futebol

Um espetacular, bravo e organizado Benfica virou o resultado no Estádio do Dragão (1-2) e ultrapassou o FC Porto no primeiro lugar da Liga NOS. 

O Benfica entrou no clássico a um ponto do primeiro lugar, foi magnífico na forma como deu a volta ao resultado e ao FC Porto no Estádio do Dragão (1-2) e regressou da 24.ª jornada no comando da Liga NOS, com dois pontos à maior e clara vantagem (ganhou em casa e fora) no confronto direto com o rival. São agora nove as vitórias seguidas que dão corpo à melhor série do conjunto orientado por Bruno Lage.

RESUMO DO JOGO

Sem temores, sabendo ao que ia o que pretendia alcançar nesta deslocação ao Estádio do Dragão, a equipa do Benfica, montada em 4x4x2, ganhou o primeiro canto do clássico aos 9', como resultado de uma tentativa de perfuração de André Almeida e João Félix, combinados na direita.

A bater o minuto 15, Pizzi infiltrou-se na área portista pelo lado esquerdo e, no mano a mano com Manafá, foi bloqueado em falta pelo lateral-direito, que puxou a camisola do 21 das águias e impediu-o de prosseguir a marcha, depois de um pequeno toque na bola com o qual desenquadrou o oponente. O árbitro Jorge Sousa mandou o jogo seguir e o lance não mereceria revisão.

[1-0] O ataque seguinte pertenceu aos dragões, que conquistaram uma falta (Brahimi foi travado por Rúben Dias) perto da quina esquerda da grande área encarnada. Adrián López posicionou-se para bater, rematou, acertou na barreira e ainda foi capaz de armar a recarga de pé direito (18').

A bola sobrevoou a linha benfiquista, Pepe, em posição aparentemente irregular, agachou-se e Odysseas não conseguiu evitar o golo. A jogada foi revista pelo videoárbitro, e Jorge Sousa, que não recebeu recomendação para visionar o sucedido, teve ordem para validar o 1-0.

Aos 22' a igualdade esteve para ser restabelecida num raide de Pizzi, mas o tiro do internacional português, já no interior da área, esbarrou nas pernas de Casillas. Uma clara oportunidade de golo!

[1-1] Não aconteceu neste ataque, aconteceu no culminar de outra ação ofensiva dos encarnados: aos 26', a pressão alta surtiu efeito, o Benfica apossou-se do esférico e, na esquerda, Seferovic cruzou para o remate certeiro de João Félix no coração da área azul e branca (1-1).

Os portistas tentaram replicar, mas o Benfica deu troco e foi a equipa que mais perto esteve de desempatar o clássico: Seferovic, aos 45', escapou na esquerda, entrou na área e rematou com força, à figura, porém, de Iker Casillas.

[1-2] O Benfica estava focado na reviravolta e foi atrás dela com bravura e discernimento depois do período de descanso. Aos 51', Rafa conduziu um ataque a alta velocidade e depois serviu João Félix, que cruzou e ganhou um canto. As águias estavam de olho nas redes e chegaram lá aos 52' num remate de Rafa, fora da área, após combinação curta com Pizzi, que teve papel decisivo na forma como temporizou e colocou o companheiro na carreira de tiro.

O camisola 27 disparou e a bola entrou junto ao poste esquerdo, sem chances para Casillas, fazendo assim o seu 13.º golo na temporada (um recorde pessoal em toda a carreira), o nono na corrente edição do Campeonato.

Por baixo no resultado e com a liderança a escapar-lhe, o FC Porto procurou contrariar o Benfica, que tornaria a ameaçar a baliza dos dragões num livre lateral batido por Pizzi na direita e cabeceamento de raspão de Rúben Dias na área, para fora.

A organização da equipa benfiquista superiorizava-se, com enorme entreajuda, e sobrepunha-se às ações de ataque dos portistas. Gedson foi o primeiro a saltar do banco para refrescar a equipa (substituiu Pizzi aos 71')... e o Benfica rondou o 1-3 aos 76' em mais uma jogada de Rafa, que quase replicava a finalização que lhe permitiu apontar o 1-2.

Logo a seguir, no entanto, Jorge Sousa apitou uma falta de Gabriel sobre Otávio e depois, em face do desentendimento entre os jogadores, resolveu dar dois amarelos ao médio do Benfica, pela infração e pelo comportamento sucedâneo, reduzindo as águias a 10 unidades (77'). Otávio, na circunstância, viu apenas um cartão amarelo.

Igual a si próprio, organizado e sereno, o Benfica aguentou o esforço final do FC Porto, que teve o seu melhor em dois remates do central Felipe (um para excelente defesa de Odysseas, outro a fazer com que a bola raspasse na parte superior do travessão, após canto batido à direita). Corchia (por Rafa aos 88') e Cervi (por João Félix aos 90'+2') também foram a jogo e ajudaram em campo ao sucesso neste clássico.

Texto: João Sanches

Fotos: Liga Portugal

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