14 de março de 2019, 23h59

Bruno Lage: “Exibição muito boa, sólida e consistente”

Futebol

O treinador do Benfica mostrou-se feliz com a prestação do coletivo e considerou que a passagem para os quartos de final foi justa e teve mérito.

No final do triunfo por 3-0 diante do Dínamo Zagreb na segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa, Bruno Lage analisou a exibição, explicou a gestão feita e as opções para o onze inicial, e garantiu que “o que interessa é recuperar bem” para o desafio de domingo, com o Moreirense.

Análise a uma passagem justa

“Não sofremos, fizemos uma exibição muito boa, sólida, consistente e em crescendo. Pena termos ido para os 120 minutos, mas tivemos sempre o jogo controlado e conseguimos ter várias oportunidades de golo. Acaba por ser um resultado justo e uma passagem com muito mérito.”

“Face à gestão feita no campeonato, sabíamos que o Dínamo [Zagreb] ia ser uma equipa muito idêntica.  Um 4x3x3 com forte pressão dos médios contra os nossos médios, a tentar bloquear as nossas saídas de bola. Desta vez jogámos muito por fora e tentámos criar movimentos e diagonais entre os defesas. Esse já tinha sido o plano na primeira mão e não tivemos sucesso. Queríamos ter uma circulação forte, com ataque à profundidade através de Jota e Rafa. A entrada de Jonas veio procurar o espaço com que jogamos de um corredor ao outro. Quando a equipa bascula, oferece espaço. Tomámos a decisão de trazer o Rafa, de novo, para o corredor, com o Jota a manter os movimentos, tal como o Pizzi no outro corredor e ter o Jonas entre linhas. São coisas que vemos antes e durante o jogo.”

Benfica-Dínamo Zagreb

Gestão a pensar no Campeonato Nacional

Jonas e Grimaldo eram os únicos jogadores que me preocupavam. Não lhes queria dar 90 minutos. Tínhamos essa situação estudada. Ao intervalo, e a precisar de ir atrás do resultado, tivemos a opção de trocar. Sabíamos que não iam jogar 90 minutos, mas sim 70 minutos, que é o tempo de treino que iam ter. Isso estava previsto, são questões estratégicas.”

Benfica-Dínamo Zagreb

Procura da profundidade como mote ofensivo

“É o que eu já tinha dito no último jogo: faltou-nos alguma profundidade. Jogámos contra uma defesa que por vezes fecha com dois médios e dá espaço ao lado desses médios. Aí, há situações para rematar e tínhamos de as aproveitar. São coisas que vamos observando. Umas vezes corre bem, outras não. O que é preciso salientar é que somos a mesma equipa que perdeu em Zagreb.”

“Temos feito esta caminhada jogo a jogo. Quando terminou o jogo da primeira mão, sentei-me perante os jornalistas e o que é que vocês disseram? Falta profundidade. Quais são os jogadores que nos dão profundidade? Rafa e Jota. Se o campeonato é a prioridade? Essa é uma questão de entendermos quem nos dá as melhores soluções. Rafa e Jota fizeram muita pressão sobre a bola na saída para o ataque, não deixando o adversário confortável a sair. Em termos defensivos fizeram esse trabalho e depois tínhamos de procurar a profundidade.”

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Sem preferências na Liga Europa e recuperar bem para domingo

“Não tenho preferências. O que interessa é recuperar bem, mas digo já que com a exibição em crescendo que fizemos e a chegar aos 120 minutos a correr como corremos, dá-nos mais força e prova que a equipa recupera mais rapidamente. Domingo, vamos apresentar-nos da melhor forma possível para fazer mais uma grande exibição, ao nível do que temos feito nos últimos dois meses e meio.”

“Jogamos com a mesma intensidade com que treinamos. Ver o Rafa a fazer os piques que fez, o Fejsa a jogar 120 minutos sem ter ritmo de jogo, leva-nos a crer que estamos no bom caminho. Estamos plenamente convictos de que a gestão que temos feito da equipa é a mais acertada.”

Texto: Marco Rebelo

Fotos: Isabel Cutileiro e João Paulo Trindade / SL Benfica

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