27 de abril de 2019, 14h49

🎥 Bruno Lage: "Olhar para aquilo que é nosso e vencer"

Futebol

"Temos de fazer o nosso trabalho", enfatizou o treinador do Benfica na antevisão da primeira das quatro finais que faltam jogar na Liga NOS, na luta pela conquista do título.

A determinação do Benfica para o jogo com o Braga, a primeira das quatro finais que faltam na luta pela reconquista do título de campeão nacional, é "máxima".

"Temos de fazer o nosso trabalho", salientou o treinador, Bruno Lage, em conferência de Imprensa no Caixa Futebol Campus, na antevisão do encontro da 31.ª jornada da Liga NOS, que se disputa às 17h30 de domingo no Estádio Municipal de Braga.

Como preparou este desafio com o Braga, sabendo também desde a noite de sexta-feira que, vencendo no Minho, o Benfica fica isolado na liderança do Campeonato, depois do empate do FC Porto em Vila do Conde?

O jogo foi preparado da mesma forma que os outros. É verdade que tivemos mais algum tempo para treinar aquilo que é nosso, a nossa forma de jogar, recuperar coisas que se perdem quando se está a jogar consecutivamente e pudemos olhar com mais tempo para uma equipa que andou durante muito tempo a lutar pelo título. O Braga apresenta um futebol alegre, dinâmico. Tem um coletivo muito forte, sob uma orientação fantástica do Abel, que fez um trabalho notável nesta época. O Braga joga em equipa, tem várias dinâmicas. Nós jogávamos de uma forma semelhante quando estávamos na equipa B, um pouco assimétrico. Tem um jogo interior e uma ligação por trás muito interessantes, além de um conjunto de pontas de lança que são capazes de fazer coisas diferentes. Temos de estar no nosso melhor nível, preparados para tudo isso; colocar em prática o nosso jogo, tudo o que temos de bom com bola para criar as oportunidades que temos vindo a criar, marcar os nossos golos e conquistar os três pontos. Neste momento estamos em segundo lugar. A nossa intenção, independentemente do resultado do nosso adversário na luta pelo título, é vencer. São finais, entendemos isso a seguir ao desafio com o FC Porto. Tem de ser jogo a jogo, final a final, e é com esse espírito que temos de entrar em campo. Olhar para aquilo que é nosso, para o nosso jogo e conquistar os três pontos.

Bruno Lage

O Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, disse durante esta semana que Bruno Lage será o treinador do Benfica na próxima época, independentemente de a equipa ganhar este Campeonato. Que impacto têm estas palavras nesta fase decisiva da época?

O Presidente fê-lo publicamente, mas eu nunca senti essa necessidade a partir do momento em que renovei por quatro anos e meio na equipa A. Quando se faz uma renovação destas, a intenção é de continuar. Fico feliz por ele continuar satisfeito com o meu trabalho, mas para mim não muda nada, porque o que fizemos há dois meses foi com esse sentido e significado.

As nomeações dos árbitros foram feitas antes do dia do jogo pela primeira vez nesta temporada. É positivo ou gera mais polémica?

Vou-lhe ser honesto: isso passa-me tudo ao lado. Por vezes vou para os jogos e nem sei quem é o árbitro... O mais importante é as pessoas estarem tranquilas, cada um fazer o seu melhor. Soube disso há três minutos quando o Ricardo me informou que a publicação tinha sido feita, porque a minha atenção é sempre orientada para aquilo que é o meu trabalho.

A escorregadela do FC Porto notou-se no comportamento dos jogadores no treino deste sábado?

Nem falámos do jogo com o FC Porto. Senti a mesma alegria e determinação na preparação do jogo. Facto: o FC Porto neste momento é líder, tem um ponto de vantagem... Nós temos de fazer o nosso trabalho!

Bruno Lage

O empate 2-2 do FC Porto em casa do Rio Ave serve também de aviso para o grau de dificuldade associado a estas quatro finais da Liga NOS? Ou seja, o Benfica não pode, nem por cinco minutos, desviar as atenções do jogo?

Isso é o que ambos os treinadores têm tido há cerca de dois meses. O que aconteceu agora ao FC Porto aconteceu-nos com o Belenenses. Vencíamos por dois golos e de repente aconteceram coisas que são futebol... Na altura tínhamos uma vantagem de dois pontos e deixámo-la fugir. Amanhã [domingo] temos a nossa oportunidade de continuar nesta senda de finais. Essa é que é a nossa motivação. Ganhar jogos dá muito trabalho e é muito difícil, particularmente o que se segue, que é contra uma grande equipa. Temos de estar focados no que podemos controlar, que é o próximo jogo. Vamos defrontar um adversário muito difícil, que lutou pelo título, que tem uma boa organização e dinâmica. Nós também somos uma boa equipa e é com essa determinação que vamos para o jogo, para ganhar e voltar ao primeiro lugar do Campeonato.

O resultado do FC Porto aumenta a exigência dos adeptos para o Benfica se sagrar campeão nacional?

A nossa intenção e responsabilidade de vencer os jogos têm sido máximas desde que aqui chegámos, quando estávamos a sete pontos do primeiro lugar. Se os adeptos olham para nós com a exigência de termos de conquistar o título, é bom sinal. É sinal de que estamos a fazer bem o nosso trabalho, com um campeonato à imagem do que é o percurso do Benfica, mas isso não nos dá mais pressão nem responsabilidade, porque essas tem sido máximas desde janeiro.

Jhonder Cádiz, avançado do V. Setúbal, está a ser apontado como possível contratação do Benfica. É um nome que lhe agrada?

Apenas dizer que é um bom jogador. Quando defrontámos o V. Setúbal disse que se trata de um jogador muito forte a atacar a profundidade e muito intenso a defender.

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Texto: João Sanches

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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