26 de julho de 2018, 03h51

A ganhar corpo

Futebol

O Benfica venceu o Borússia Dortmund por 3-4 no desempate por penáltis, depois do 2-2 ao fim dos 90 minutos no primeiro jogo das águias nesta edição da International Champions Cup.

O Benfica estreou-se na International Champions Cup da pré-época 2018/19 com uma vitória nos penáltis sobre o Borússia Dortmund (3-4), após o 2-2 no tempo regulamentar. O desafio foi disputado no Estádio Heinz Field, nos Estados Unidos, ao início da madrugada em Portugal continental, ainda noite de quarta-feira em Pitsburgo (menos cinco horas).

Início de jogo forte e prometedor por parte do Benfica, com boa circulação de bola e, quando sem ela nos pés, muito pressionante na frente, asfixiando as tentativas de construção do Dortmund à saída da sua grande área.

A partir de cruzamentos, tanto na execução de cantos como no desenvolvimento de ataques pelos flancos, a equipa benfiquista provocou calafrios à defensiva da equipa alemã, mas só aos 16 minutos enquadrou um remate, numa ação de Zivkovic, que chutou à figura do guarda-redes Hitz.

O Dortmund reagiu, soltou-se da malha benfiquista e, aos 20’, após combinação pela esquerda, inaugurou o marcador por intermédio de Philipp, num desvio já na pequena área (1-0). O mesmo jogador apontou o 2-0 num lance muito duvidoso, com as águias a reclamarem posição irregular do atacante do Borússia (22’). Num ápice, a equipa alemã arquitetou uma vantagem de dois golos que aquilo que produzira não justificava.

Pizzi

A equipa encarnada recompôs-se e retomou a sua ideia de jogo. Aos 30’, Gedson, agressivo na pressão, deixou Pizzi em boa posição para visar a baliza e assinar o 2-1, mas a bola espirrou no corpo de um defensor e viajou para lá da linha de fundo. O resultado não se alteraria até ao intervalo, bafejando o conjunto germânico.

No reatamento, o Benfica surgiu transfigurado na linha da frente, com Salvio, Cervi e Ferreyra a renderem Zivkovic, Rafa e Castillo. Tal como no primeiro tempo, os comandados de Rui Vitória foram acutilantes e limitaram os espaços com pressão alta, obrigando muitas vezes o Dortmund a simplesmente chutar a bola para a frente.

Em posse, com Pizzi no comando na jogada e no passe de rutura, André Almeida soltou-se pela direita nas costas da defensiva do Dortmund e, aos 51', num remate cruzado, assinou o 2-1.

Imperturbável, o Benfica continuou alinhado com o propósito de assumir a iniciativa de jogo e, com critério, foi ligando lances de ataque em busca de novo golo. Aos 66’, cinco trocas de uma assentada: Rúben Dias, Grimaldo, Fejsa, Gedson e Pizzi foram rendidos por Conti, Yuri Ribeiro, Alfa Semedo, Samaris e Jonas.

Alfa Semedo 

Pouco depois, Alfa Semedo recebeu um passe curto de Ferreyra e, num lance de insistência e perseverança pelo eixo do terreno (69'), rompeu a linha defensiva e atirou de pé direito para o interior da baliza (2-2).

A parte final do desafio foi discutida e rija (Pieper devia ter sido expulso por entrada violenta sobre Cervi), a bola andou perto das duas balizas e Alfa Semedo, num golpe de cabeça, até podia ter bisado no desenvolvimento de um livre batido à direita.

A partida terminou 2-2, mas, de acordo com os regulamentos da prova, tinha de haver um vencedor e foi encontrado na marcação de penáltis. De bola parada, o Benfica venceu por 3-4: Samaris falhou (acertou na barra), mas Lema, Jonas, Ferreyra e Salvio foram certeiros e contaram com a prestação e influência do guarda-redes Svilar, que parou um remate dos 11 metros e viu outro ser negado pelo poste.

A equipa benfiquista amealhou assim dois pontos na ICC e o Dortmund apenas um (os três pontos são atribuídos apenas a quem vence no tempo regulamentar).

Texto: João Sanches

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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