29 de agosto de 2018, 22h14

Ora Toumba!

Futebol

O Benfica ganhou por 1-4 onde ninguém vencia desde 31 de maio de 2017, deixou para trás o PAOK e apurou-se pela nona época seguida para a fase de grupos da Liga dos Campeões. 

O Benfica impôs-se na batalha de Salonica, venceu o PAOK por 1-4 na segunda mão do play-off da Liga dos Campeões e está pela nona época consecutiva na fase de grupos da prova de clubes mais importante da Europa. As águias triunfaram no Estádio Toumba onde nenhuma equipa ousara ganhar desde 31 de maio de 2017!

O PAOK tentou surpreender o Benfica nos minutos iniciais da partida e arriscou uma entrada a todo o gás, pressionando à frente, muito perto da baliza guardada por Odysseas. A estratégia tinha uma dupla pretensão: condicionar a primeira zona de saída das águias para o ataque e, ao mesmo, conquistar ou recuperar rapidamente a posse de bola.

PAOK-Benfica

A equipa grega conseguiu mesmo colocar-se na frente (13'), mas no desenvolvimento de um lance de bola parada, com uma combinação rápida a resultar num passe de rutura para El Kaddouri, que, na esquerda da área, endossou a bola para o lado contrário, onde Prijovic, sobre o segundo poste, apenas teve de empurrar para as redes (1-0).

Os encarnados não tremeram. Havia ainda muito jogo pela frente. Com experiência e cabeça, os jogadores começaram a desfiar o futebol que têm exibido no começo desta temporada e as oportunidades de golo foram consequência natural e óbvia. Porém, foi igualmente num lance de laboratório que o Benfica colocou a primeira bola no interior da baliza do vice-campeão grego: Pizzi bateu um canto à direita (20') e Jardel levou a melhor no duelo aéreo com Fernando Varela, cabeceando imparável para o 1-1.

PAOK-Benfica

O Benfica ia impondo os seus argumentos e qualidade. Léo Matos tentou neutralizar um passe longo de Rúben Dias e atrasou a bola à procura do seu guarda-redes. A precisão não foi a melhor e o esférico ia escapar pela linha de fundo. Não fugiu porque Paschalakis não o permitiu, mas o certo é que o guardião também não conseguiu segurar o esférico; este ficou ao alcance de Cervi, que não renunciara ao lance, e o camisola 11 das águias foi imediatamente travado em falta pelo keeper do PAOK. Penálti! Na cobrança do castigo, Salvio atirou para a esquerda (26') e enganou o guardião (1-2).

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O comando do jogo saltava em definitivo para as mãos dos jogadores de Rui Vitória. E o 1-3 não demorou muito a ser uma realidade, depois das tentativas de Grimaldo, Cervi e Seferovic.

Aos 39', Grimaldo e Cervi costuraram o lance pela esquerda, pertencendo o cruzamento ao argentino, com conta, peso e medida para o remate de pé direito de Pizzi no coração da área (1-3).

PAOK-Benfica

A segunda parte começou com o Benfica a ser ameaçador no ataque: Seferovic (aposta certeira de Rui Vitória na composição do onze titular) descaiu para a esquerda e disparou com perigo, mas Crespo conseguiu cortar para canto. Pizzi executou para o centro da área e Jardel foi amarrado por Fernando Varela (48'). O alemão Felix Brych estava atento: penálti! Salvio regressou à marca dos 11 metros e atirou para o 1-4 aos 49'.

O PAOK estava amassado e ferido pela competência e eficácia do Benfica, que já no encontro da primeira mão tinha sido muito superior e criara uma série de oportunidades de golo, embora só tivesse concretizado uma. A equipa de Razvan Lucescu ainda tentou reagir, lutar pela honra, mas o melhor que conseguiu foi um cabeceamento de Prijovic à barra (51').

Com organização defensiva e sendo racional na circulação de bola, o Benfica controlou o jogo e a vantagem; geriu, soube sofrer, teve um Odysseas sempre ligado à corrente na proteção das redes, nunca deixou de se chegar à frente e triunfou com brilhantismo em Salonica.

Texto: João Sanches

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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