7 de outubro de 2018, 20h39

Inquebráveis, à Benfica!

Futebol

Nem uma decisão de arbitragem incompreensível (expulsão de Lema aos 83') parou ou bloqueou a equipa de Rui Vitória, que tinha uma missão para concretizar no clássico da 7.ª jornada e foi exemplar nessa empreitada, triunfando por 1-0 na receção ao FC Porto.

O clássico da 7.ª jornada da Liga NOS terminou com uma verdadeira vitória à Benfica! Contra tudo, contra todos e pelo Manto Sagrado que vestem, os jogadores foram irrepreensíveis no cumprimento do plano tático desenhado por Rui Vitória e, com muita segurança e qualidade, arrancaram os três pontos em questão no relvado do Estádio da Luz (1-0).

Uma decisão difícil de engolir do árbitro Fábio Veríssimo conduziu à expulsão de Lema (83'), mas esse vermelho (por acumulação de cartões amarelos) deu ainda mais força e coesão às águias nos minutos finais do desafio para guardar o golo de Seferovic, isto numa Catedral a ferver com o apoio de cerca de 60 mil Benfiquistas, também eles fundamentais neste triunfo que relança o Benfica para a liderança da competição.

O primeiro tempo do clássico foi corrido e intenso, com muita discussão de bola na zona intermediária, escasseando, todavia, as oportunidades de golo.

Numa rápida e eficaz combinação ofensiva, Seferovic, aos 24’, libertou-se na esquerda e armou o cruzamento que tinha Salvio como destinatário, mas Casillas interpôs-se, mergulhou e congelou a bola nas luvas.

SL Benfica-FC Porto

A meia hora de jogo foi atingida com o Benfica por cima na posse de bola (52%), confirmando-se pelo ângulo estatístico a maior vontade do anfitrião de desamarrar o resultado no Estádio da Luz, onde os portistas abusavam das faltas (Otávio foi o reincidente-mor), cometendo 14 contra apenas sete das águias até ao intervalo.

Na reentrada, o Benfica deu nova mostra de energia e reforçou o propósito de ir atrás do resultado que lhe interessava. Depois de o portista Sérgio Conceição trocar o amarelado Otávio por Sérgio Oliveira (52'), Rui Vitória adicionou gasolina ao tanque da sua equipa ao lançar Rafa por Cervi (58'). A equipa ganhava frescura e velocidade nas transições. Aos 60', Gabriel, num tiro de fora da área, viu Casillas voar e negar o primeiro golo do clássico.

Benfica-FC Porto

Aos 62', numa insistência de Gabriel pelo corredor central, com um passe alto, Pizzi movimentou-se para chegar primeiro e, com um cabeceamento preciso, desmarcou Seferovic entre os centrais portistas, com o camisola 14 a esticar a perna e a chutar de pé direito para o interior da baliza dos dragões, de nada lhes valendo a saída de Casillas (1-0).

Em vantagem, o Benfica controlava o rumo do encontro e, sempre bravo e com um comportamento tático exemplar, não autorizava espaços nem chances para o adversário retaliar. Alfa Semedo substituiu Pizzi aos 78'... e aos 83' o árbitro Fábio Veríssimo resolveu mostrar o segundo cartão amarelo a Lema depois de um lance entre o central e André Pereira. Um exagero da parte de quem tudo permitiu a Otávio no primeiro tempo... que só no arranque da etapa complementar foi amarelado.

O certo é que o Benfica ficou reduzido a dez unidades, baixando Alfa Semedo para central. Unida, competente e amparada por um ruidoso e vibrante 12.º jogador nas bancadas, a equipa de Rui Vitória soube proteger a baliza de Odysseas até ao fim do clássico, numa missão onde Samaris, chamado à cena aos 90'+1' (rendeu Seferovic), também colaborou, destacando-se ainda a fibra e a raça de Rúben Dias, André Almeida e Fejsa num coletivo corajoso e decidido.

Texto: João Sanches

Fotos: Isabel Cutileiro e João Paulo Trindade / SL Benfica

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