22 de outubro de 2018, 19h58

Rui Vitória: "Temos de ser muito completos"

Futebol

"Temos de ter cuidados, mas também temos de ter a nossa personalidade, a ambição e a responsabilidade que é fundamental para se disputar um jogo destes", afirmou o treinador do Benfica na conferência de Imprensa em que projetou o duelo com o Ajax, em Amesterdão, relativo à 3.ª jornada da Liga dos Campeões.

Rui Vitória, treinador do Benfica, identifica o Ajax, adversário na 3.ª jornada do Grupo E da Liga dos Campeões, como uma equipa "que joga de uma forma muito natural no seu processo ofensivo".

"Temos de ser muito completos nas diferentes fases do jogo. Vamos ter de defender em determinados momentos, como noutras alturas vamos criar problemas", anteviu Rui Vitória em conferência de Imprensa, em Amesterdão, onde às 20h00 de terça-feira, no Johan Cruijff Arena, se disputa o encontro.

De que Ajax está à espera neste jogo?

Temos a consciência de que o Ajax é uma equipa que tem uma dinâmica ofensiva com várias virtudes, mas não vamos alterar a nossa forma de trabalhar. Temos de olhar para o adversário, perceber essas dinâmicas e dar toda a informação aos nossos jogadores para estarem prontos. É um adversário forte do ponto de vista ofensivo, mas temos jogadores de qualidade, com uma vivência grande neste tipo de jogos na Liga dos Campeões.

Temos de ter cuidados, mas também temos de ter a nossa personalidade, a ambição e a responsabilidade que é fundamental para se disputar um jogo destes, em que o pormenor faz a diferença, em que a astúcia e a perspicácia também podem fazer toda a diferença. Qualidade de um lado, qualidade do outro, e depois estes pequenos duelos que se vão verificar no jogo e nos quais queremos ser superiores.

Treino Benfica Johan Cruijff Arena

Como é que o Benfica vai jogar, de uma forma mais contida ou a tentar dominar?

Vamos encontrar um Ajax com uma dinâmica ofensiva muito interessante e positiva. Temos essa noção e temos de ser fortes nos quatro momentos do jogo. Quando tivermos de estar organizados defensivamente, teremos de saber em que zonas vamos defender e de que forma vamos bloquear os espaços que a equipa do Ajax pretende. Quando tivermos a bola, e quando estivermos na organização, evitar perdê-la com facilidade e escolher os caminhos para desequilibrar a equipa contrária. Aí, sim, apostar também na nossa velocidade, porque é uma das armas que temos à frente quando ganhamos a bola.

Temos de ser muito concentrados nestes quatro momentos do jogo, associando-lhe ainda a importância das bolas paradas, onde temos de ser fortes. Temos de ser muito completos nas diferentes fases do jogo. Vamos ter de defender em determinados momentos, como noutras alturas vamos criar problemas à equipa do Ajax. Vamos ter um jogo interessantíssimo de seguir.

Como é que o Benfica terá mais possibilidades de vencer?

Temos de ser uma equipa muito concentrada. Teremos momentos em que vamos ser uma equipa que vai complicar a fase de construção do Ajax e outros em que vamos jogar um pouco mais baixo. Dessas duas formas podemos causar problemas. Vai ser determinante a forma mental de abordagem do jogo. A nossa identidade tem de ser colocada em campo. Há momentos em que vamos ter de defender, mas também vamos ter os nossos momentos para atacar. Temos de ser uma equipa forte nos vários momentos.

Rui Vitória

Um ponto neste jogo já seria bom?

Há um jogo para disputar, há três pontos. Não estamos a pensar em estratégias para levar daqui um pontinho. Quando não se ganha, evita-se perder, mas jogar com essa visão não o faço, porque a preocupação genérica dos meus jogadores é ofensiva, é ir à procura da vitória, de tentar ter bola quando não a tem. Esta filosofia não se coaduna com preocupações estratégicas que vão contra isso. Vamos à procura de ganhar o jogo, reconhecendo que do outro lado está uma equipa que joga de uma forma muito natural no seu processo ofensivo, até pela cultura do futebol holandês. Temos de saber contrariá-la.

UEFA CHAMPIONS LEAGUE

O Ajax tem muitos jogadores jovens, assim como o Benfica. Falando concretamente de Gedson, como está a ser o seu desenvolvimento? Não estará a ir demasiado rápido?

Com essas idades temos o Gedson, mas também o João Félix, que ainda é mais novo. Não está cá o Rúben, mas tem feito parte da estrutura da equipa. Ainda há poucos dias estreámos outro jovem, o Jota. Temos jogadores que já saíram e outros que aí virão que vão ter um futuro risonho no clube. Os jogadores da nossa formação, tal como acontece no Ajax, trabalham dentro da perspetiva de um desenvolvimento integral.

Um jogador com 18/19 já tem chegado com uma capacidade muito grande para desempenhar funções na alta competição. Depois, depende de uma série de aspetos: do enquadramento, da cultura, do próprio jogador. No caso do Gedson, está a fazer uma campanha muito positiva, uma evolução tremenda, mas temos vários jogadores dentro desse escalão etário e com essas qualidades noutras posições.

Texto: João Sanches

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica

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