27 de outubro de 2018, 23h43

Rui Vitória: “Tentámos chegar ao golo de várias formas”

Futebol

O treinador do Benfica lamentou a falta de eficácia de uma equipa que tudo fez para evitar o primeiro desaire da temporada na Liga NOS.

No final do desafio com o Belenenses, Rui Vitória analisou o desaire por 2-0 e sublinhou que apenas faltou a bola transpor a linha. Para o técnico, “a equipa trabalhou e batalhou” e que nada tem a apontar aos jogadores. Sexta-feira, há embate com o Moreirense na Luz e o Benfica já olha em frente.

Ineficácia que se pagou caro

“Com tanta bola para golo e não se marcar, é evidente que se paga a este nível. Tivemos suficientes oportunidades para fazer golo, mas a bola não entrou. Começou com o penálti, que é uma boa oportunidade. Depois, a equipa criou variadíssimas oportunidades através de vários jogadores, mas a bola não entrou. A falta de eficácia ditou o resultado. A equipa trabalhou, batalhou… Este resultado foi 2-0, mas tivemos quatro ou cinco bolas para golo.”

Belenenses-Benfica

À procura do golo desde o primeiro minuto

“Desde o início que fomos à procura do golo, mas a bola, quase que por magia, não passava a linha. Contra isso não há muito a dizer. Perdemos três pontos. O adversário aproveitou um ou dois erros que cometemos. Só nos faltou que a bola transpusesse a linha. Antes do penálti já tínhamos tido oportunidades para marcar. Acabou por haver ineficácia a atacar.”

Belenenses-Benfica

Todos os jogos são importantes

“Todos os jogos são importantes. Tínhamos essa consciência, como temos em relação aos que já jogámos e os que faltam jogar. Faz parte da nossa essência e não mudamos isso. Tivemos várias oportunidades que, em condições normais, a bola teria entrado.”

Belenenses-Benfica

Equipa que quer e merece ganhar

“O Benfiquista quer ganhar, o Benfica quer ganhar porque é um Clube ganhador. Esta equipa quer e merece muito ganhar. Temos um jogo na sexta-feira e não vale a pena antecipar. Primeiro, temos de assumir esta derrota, depois preparar o jogo de sexta-feira. Há que saber conviver com o insucesso.”

Belenenses-Benfica

Usar os três corredores para chegar ao golo

“Sou treinador de futebol há muitos anos. Sabemos como funcionam as massas e é natural que, perante um resultado menos bom, as coisas sejam assim. Por outro lado, não tenho nada a apontar aos jogadores a não ser que, de facto, faltou empurrar as bolas para lá da linha de golo. Tentámos de várias formas: bola parada, bolas fora da área, pelos corredores… Mais do que isto não era possível para fazer golos. Mas percebo os adeptos, pois é algo natural nestas alturas.”

Belenenses-Benfica

Muitos pontos em disputa numa “luta dura”

“Foram três pontos que queríamos conquistar e não conseguimos. Vai ser uma luta dura até ao fim do campeonato. A tristeza que temos é grande, mas não muda a convicção e o trabalho de uma equipa. Se eu visse que a equipa não tivesse oportunidades de golo, não criasse situações para golo, não fosse proativa ou dinâmica, acharia pior. Isso não aconteceu. Todas as outras equipas também vão perder pontos. Viver com o sucesso é mais fácil. Quando não se tem sucesso, neste caso momentâneo, também se vê quem está presente e é solidário. Eu e os jogadores já estamos a pensar no futuro.”

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Mexidas na equipa: as explicações de Rui Vitória

“Numa primeira fase, o Pizzi estava presente; saiu o Salvio e metemos dois homens no corredor central. Antes do golo do Belenenses tivemos uma série de oportunidades. No início da segunda parte, tivemos bolas para virar o resultado. Tentámos de uma maneira na primeira parte. Depois fizemos a terceira substituição em que colocámos o Seferovic a vir de fora para dentro no corredor esquerdo, apostando no jogo direto. Por mais que possamos dizer que devia haver discernimento, os jogadores são humanos, veem o relógio a passar e nem sempre é fácil pensar da melhor maneira. Fizeram o que o jogo pedia. Construímos uma série de lances, tivemos remates dentro da grande área, dentro da pequena área.”

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Perceber o lado do adepto

“Os adeptos manifestaram-se e têm todo o direito. Sou treinador há vários anos, decidi por esta profissão e estou aqui de cabeça erguida, a olhar para a frente. Esta é a minha forma de pensar, seja aqui, seja em qualquer clube, seja em qualquer divisão. Sou um chefe de família, um pai honrado e boa pessoa, tenho princípios. Enfrento tudo de frente. Percebo as angústias, mas também sei qual é o meu valor.”

Texto: Marco Rebelo

Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

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