15 de fevereiro de 2020, 21h10

Desperdício saiu caro

Futebol

O Benfica teve volume ofensivo e várias hipóteses (algumas flagrantes) para faturar, mas acabou por ser batido pelo Braga (aproveitou um canto...) na 21.ª jornada da Liga NOS.

RESUMO DO JOGO

Num olhar global sobre o jogo, o Benfica exibiu solidez e saúde física para pressionar bem à frente, construiu ataques e criou oportunidades (algumas delas claríssimas) para marcar golos e vencer, mas o líder da Liga NOS acabou surpreendido pelo Braga (0-1) no Estádio da Luz na 21.ª jornada.

Coeso, organizado e pressionante sem bola, o Benfica condicionou e limitou a qualidade ofensiva do Braga ao longo de quase toda a primeira parte do encontro e foi a equipa que, em posse, mais chamou a festa do golo.

De uma ação defensiva de Rafa "em cima" do central David Carmo nasceu a primeira hipótese de golo no Estádio da Luz, que teve cerca de 60 mil espectadores nas bancadas. O camisola 27 ganhou o esférico, arrancou para a área, mas depois o remate fez a bola passar rente ao poste direito.

Evidenciando velocidade e energia nas ações com bola, o Benfica acercou-se da baliza arsenalista, com perigo, mas no último momento faltou sempre algum detalhe. A oportunidade mais flagrante que o Campeão teve para faturar no primeiro tempo foi desenhada no relvado da Catedral ao minuto 42.

Um magnífico passe de Ferro, a rasgar, fez o esférico viajar até à direita. Pizzi foi rápido a captar a bola e a cruzá-la para a finalização de Vinícius. Desta feita, porém, o melhor marcador do Campeonato não foi feliz na conclusão e, com tudo para assinar o 1-0, cabeceou sobre a trave. Uma enormíssima chance desaproveitada.

Na resposta, o Braga teve o momento mais ameaçador: no minuto 45, a bola pingou na área do Benfica após livre (de origem duvidosa...) à esquerda, Fransérgio ficou com a baliza à mercê, mas Odysseas foi brilhante na defesa. No canto consequente do lado esquerdo, o esférico foi levantado para o meio da área, e Palhinha, com folga para se elevar, saltou mais alto e anotou o 0-1 num cabeceamento, já em tempo de compensação (45'+1'). Uma bola parada fatal.

Taarabt

O Benfica regressou dos balneários com manifesta vontade e predisposição para alterar o resultado. E ao minuto 49 construiu nova excelente ocasião para colocar o esférico dentro da baliza minhota. Grimaldo, pela meia-esquerda, solicitou Vinícius, que rapidamente escapou a um dos centrais do Braga, invadiu a área pela esquerda e, com ângulo para atirar cruzado com sucesso, disparou e acertou em cheio no poste mais próximo. O empate, mais do que justificado nesta altura, era negado pelo ferro.

De um livre à esquerda, ao minuto 55, o conjunto benfiquista elaborou outra tentativa para fazer mexer as redes: Grimaldo cruzou e Vinícius cabeceou, mas a bola desviou-se do alvo.

O Benfica ia arriscando à frente e, no contragolpe, o Braga mostrava o seu potencial. Num remate na área aos 58' Fransérgio deu trabalho a Odysseas. Mas era o Campeão quem procurava multiplicar possibilidades para alvejar a baliza, e aos 59' dispôs de mais uma chance para marcar. Taarabt operou a recuperação de bola na intermediária, depois lançou Rafa na direita da área, onde o camisola 27 optou pelo passe em vez do remate cruzado, tentando assistir Vinícius. Um defensor do Braga interpôs-se in extremis e impediu o golo que parecia iminente.

Benfica-SC Braga

A primeira mexida tática na equipa benfiquista aconteceu ao minuto 62: saiu Cervi, entrou Seferovic. Novamente no centro de uma ação perigosa, Vinícius desmarcou-se na esquerda e cruzou justamente com o propósito de servir o parceiro suíço, mas Raúl Silva intercetou, em esforço e de forma atabalhoada, impelindo o esférico na direção da baliza. Matheus fez valer os reflexos e negou a igualdade às águias (67'). O guarda-redes brasileiro tornou a ser protagonista volvido apenas um minuto, estirando-se para suster a bola chutada pelo pé esquerdo de Pizzi, que empreendera um raide cortante pelo corredor central (68'). Era jogada para golo...

Vinícius (75') e Pizzi (76') agitaram as águas junto às redes arsenalistas, mas não havia maneira de a bola entrar na baliza bracarense. Subido, expondo-se em busca de um desfecho que lhe servisse, o Benfica teve de se haver com o contra-ataque do Braga: Ricardo Horta poderia ter marcou aos 77', mas Odysseas foi imperial e sacudiu a bola para canto (77').

Na reta final da partida Weigl e Tomás Tavares seriam rendidos por Chiquinho (79') e Dyego Sousa (86'). O Benfica tinha três avançados, mas, com esta estrutura, não foi tão contundente e incisivo como pretendia, e o Braga soube tapar caminhos e defender a vantagem.

Na próxima jornada (22.ª) as águias defrontam o Gil Vicente em Barcelos (24 de fevereiro, segunda-feira). Antes, no dia 20 (quinta-feira) a equipa comandada por Bruno Lage enfrenta o Shakhtar, na Ucrânia, na 1.ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa.

Texto: João Sanches

Fotos: Cátia Luís, David Martins e João Paulo Trindade / SL Benfica

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