30 de outubro de 2020, 00h13

A alegria de (ver) jogar com os dois pés no acelerador

Futebol

Com adeptos (em número limitado) nas bancadas do Estádio da Luz, o Benfica bateu o Standard Liège por 3-0 na 2.ª jornada do Grupo D da Liga Europa.

RESUMO DO JOGO

As portas do Estádio da Luz abriram-se aos adeptos, quase cinco mil (7,5% da lotação), e, com respeito pelas regras da DGS, a alegria, trajada de saudade, bailou entre as bancadas e o relvado, numa simbiose que a pandemia boicotava há oito meses. No topo do bolo, uma exibição autoritária e uma vitória por 3-0 sobre o Standard Liège na 2.ª jornada do Grupo D da Liga Europa.

Nas laterais, duas novidades no onze do Benfica: Diogo Gonçalves, à direita, e Nuno Tavares, à esquerda, estrearam-se como titulares nesta temporada. O esquerdino, além de rigoroso no cumprimento da tarefa de fechar o seu lado, esteve especialmente empreendedor no apoio ao ataque durante a etapa inicial, confundindo os adversários que lhe surgiram pelo caminho.

Dinâmica, sempre ligada à corrente, a equipa benfiquista desenhou várias ofensivas no relvado logo na madrugada do encontro, deixando o oponente belga em apuros, remetido à proteção da sua grande área e baliza.

Benfica-Standard Liège

Com Pedrinho e Everton sobre os flancos na primeira metade do desafio, o Benfica apostou em combinações rápidas, por zonas interiores e exteriores, para desmoronar a organização do Standard Liège. Dispondo de espaço, Pedrinho enquadrou o remate aos 15', mas a bola foi na direção do guarda-redes Bodart.

No minuto seguinte houve réplica, mas de Everton, pela esquerda, derivando uns metros para dentro e disparando para estirada do guardião do Liège. E ainda mais uma vaga, provocada por Waldschmidt, mas o remate do alemão também não fez a bola viajar com destino às redes.

Nuno Tavares

Com bola, o Benfica empurrava o adversário e só por mera infelicidade nos últimos metros é que não se adiantou no marcador nesta fase da partida. Sem bola, os comandados de Jorge Jesus pressionavam, não consentiam que o Standard tivesse ideias (nem espaços) para ultrapassar a teia benfiquista, que nesta noite teve Pizzi e Gabriel no eixo do meio-campo.

Pela direita, esticando o plano de ataque, Diogo Gonçalves acelerou, ao minuto 39, venceu o duelo e cruzou com perigo. O guarda-redes Bodart sacudiu o esférico, e este caiu à entrada da área, onde Pizzi, de primeira, arriscou o pontapé, falhando, porém, o alvo.

Benfica-Standard Liège

Com o resultado em branco, o Benfica voltou do intervalo com uma alteração no xadrez: saiu Pedrinho, entrou Rafa. Com os dois pés no acelerador, a equipa foi para cima do Standard, construiu, abriu fendas e, depois de um passe de Diogo Gonçalves a explorar a profundidade, Waldschmidt foi derrubado por Bokadi na área aos 48'. Penálti! Para a marca de onze metros avançou o camisola 21 Pizzi, que foi gélido na conversão e bateu o guardião Bodart (1-0 aos 49').

Controlo, domínio, circulação com propósito, ataques... o Benfica criava, procurava o segundo golo, mas este ainda tardou um bocado. Do outro lado, o Standard, em todo o desafio, só por uma vez importunou Odysseas, na sequência de um canto executado aos 59'. O guarda-redes internacional pela Grécia susteve o remate de Vanheusden.

Benfica-Standard Liège

Num remate cruzado, Darwin quis provocar novo motivo de festejos na Luz (63'), mas a grande oportunidade de golo surgiu logo a seguir, quando Nuno Tavares foi travado em falta por Fai na área belga (65'). Penálti! Quem assumiu a cobrança do castigo máximo, nesta circunstância, foi Waldschmidt. De pé esquerdo, o internacional alemão arrumou o assunto com muita classe, batendo Bodart (2-0 aos 66').

Sem perder tempo, pensando neste jogo, mas também no que vem a seguir, Jorge Jesus trocou Waldschmidt por Taarabt aos 68'. E aos 72' houve mais duas alterações: Gabriel e Darwin foram rendidos por Weigl e Seferovic.

O Benfica mantinha a intensidade, a atitude e a vontade de ampliar o resultado, o que aconteceu aos 76' numa finalização de bandeira com assinatura de Pizzi. Descaído para a esquerda, perto da quina da grande área, o camisola 21 das águias reagiu a um corte incompleto da defensiva belga e armou um remate em arco, colocando a bola junto ao poste do lado contrário. O 3-0, aos 76', foi um golaço!

Benfica-Standard Liège

Nova ordem de substituição na equipa do Benfica em cima do minuto 80: saiu Pizzi, entrou Gonçalo Ramos (19 anos), avançado formado no Clube que somou os primeiros minutos na época e se estreou na Liga Europa.

A cinco minutos do fim, a posse de bola (66%) era só mais um indicador que espelhava a notória e inquestionável supremacia da equipa benfiquista, que também pôde evidenciar a sua competência defensiva perante uma derradeira tentativa do Standard, nos instantes finais, de mitigar (sem sucesso) a diferença no marcador. Com este triunfo, o Benfica tem seis pontos e lidera o Grupo D, a par com o Rangers, que também venceu os primeiros dois jogos.

Na primeira linha da agenda das águias está agora a deslocação ao Estádio do Bessa para enfrentar o Boavista às 21h00 de segunda-feira, 2 de novembro, na 6.ª jornada da Liga NOS.

Texto: João Sanches

Fotos: Isabel Cutileiro e Tânia Paulo / SL Benfica

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