Futebol

30 setembro 2021, 00h07

Festejos da equipa do Benfica

RESUMO DO JOGO

O orgulho Benfiquista veio ao de cima em mais uma noite gloriosa e histórica! Passaram 60 anos e o Benfica voltou a vencer o Barcelona, agora de forma clara por 3-0, fazendo jus aos pergaminhos centenários dos emblemas em confronto, que, em 1960/61, disputaram a final da Taça dos Campeões conquistada pelas águias. A noite de 29 de setembro de 2021, na 2.ª jornada do grupo E da Liga dos Campeões, fica marcada pela solidez de um coletivo imperial.

Jorge Jesus sublinhara na conferência de Imprensa de antevisão do encontro com o Barcelona que, entre as hostes encarnadas, ninguém "pretendia mudar a ideia de jogo" do líder da Liga Bwin e tal verificou-se. O técnico deu sinal disso mesmo no discurso e nas escolhas, mantendo o onze que vencera o Vitória de Guimarães na derradeira jornada da Liga, a 7.ª.

Darwin

A agressividade na pressão e na procura dos espaços foi a nota dominante desde os primeiros segundos e as águias colheram frutos disso mesmo bem cedo! Weigl colocou a bola na profundidade na zona de Eric García, solicitando a velocidade de Darwin, e este, cavalgando metros, ganhando posição, fez magia.

Pela esquerda da área, o internacional uruguaio puxou a bola para o pé direito, deu dois sopros de embalo, foi para cima de Eric García e disparou forte e rasteiro para o primeiro poste do impotente Ter Stegen (1-0). O entusiasmo dos adeptos encarnados foi instantâneo, dos jogadores também.

O Barcelona, que entrara com o propósito de pressionar o último reduto do Benfica, concretamente nos momentos de saída de bola, tentou reagir de imediato, mas antes do assédio catalão às redes de Odysseas foi Yaremchuck, aos 5', a obrigar Ter Stegen a uma defesa no relvado.

Lucas Veríssimo

Os créditos firmados de alguns dos comandados de Ronald Koeman vieram ao de cima. O acerto defensivo do Benfica ao colocar várias vezes os atacantes catalães em posição irregular, invalidando oportunidades de golo claras (como aos 11' em que Lucas Veríssimo evitou o golo de Luuk de Jong antes da posição irregular de Frenkie de Jong), foram um obstáculo de peso para os espanhóis, que, aos 12', por Frenkie de Jong, e, aos 18', por Pedri estiveram perto do empate.

Memphis Depay e Luuk de Jong, aos 27' e 30', voltaram a mostrar a qualidade existente na equipa da Catalunha, isto antes de um momento que poderia ter sido decisivo no desenrolar o encontro. Piqué, já amarelado, travou Rafa, o juiz Daniele Orsato deixou seguir e acabou por não exibir o segundo cartão amarelo e expulsar o internacional espanhol.

Valentino

Koeman, no banco de suplentes, percebeu que tal poderia acontecer em breve, em outro lance em que a velocidade dos dianteiros do Benfica expusesse o seu central, e tirou Piqué de campo aos 33'. Daí até ao intervalo, o equilíbrio das operações foi notório. O Benfica controlando a reação do Barcelona e pelo meio a lesão de Valentino, que deu o lugar a Gilberto aos 45'+1', já depois de Darwin ter disparado muito por cima aos 45'.

Se na primeira parte a reação do Barcelona ao golo de Darwin fora ameaçadora, esperava-se que no início do segundo tempo a pressão dos forasteiros se fizesse sentir. Não foi o caso. Os comandados de Jorge Jesus voltaram a assumir-se, a mostrar a sua dimensão europeia, e coletivamente foram subindo metros no terreno, pressionando o meio-campo contrário, sempre seguros pelo trio Lucas Veríssimo, Otamendi e Vertonghen.

Vertonghen

Otamendi, aos 48', disparou de longe para as mãos de Ter Stegen e Lucas Veríssimo, aos 49', cabeceou por cima... até que Darwin deu mais um dos seus sopros, acelerando sobre os defesas contrários e aproveitando um erro do guardião alemão para atirar ao poste. O lance aos 52', em que o camisola 9 atirou, a 35 metros da baliza, junto ao banco do Benfica para a baliza deserta, podia ter antecipado o que se viu mais tarde, após mais dois momentos de sofrimento.

Se aos 57' foi a defesa em linha encarnada a invalidar um lance em que Luuk de Jong atirou a bola ao poste da baliza de Odysseas, aos 67' foi Grimaldo a colocar-se na frente do remate de Sergi Roberto, ao segundo poste, evitando o empate.

Rafa Silva

Koeman tinha de ir atrás do resultado, após ter saído vergado em casa na 1.ª jornada do grupo E da Liga dos Campeões frente ao Bayern Munique, e puxou de Ansu Fati para o jogo aos 67'. A resposta foi dada por Rafa... com classe!

Uma combinação à entrada da área, sobre o lado esquerdo, entre João Mário e Yaremchuk, deixou o médio encarnado na cara de Ter Stegen, que defendeu o remate para a frente. Apareceu então como uma flecha Rafa, que, de trivela, atirou colocado para o fundo das redes catalãs, fazendo o 2-0.

O Barcelona acusou o golo e o Benfica sentiu a vitória próxima. Yaremchuk ainda rematou aos 71' com perigo para fora, e Jorge Jesus jogou no banco, colocando André Almeida no lugar do amarelado Grimaldo e Taarabt na vez de Yaremchuk, procurando consolidar os processos na zona intermediária, gerindo a posse de bola.

Darwin

As mudanças produzidas encaixaram na perfeição com o resultado fixado aos 79'. Sergiño Dest cortou com o braço direito um cabeceamento de Gilberto na área, Orsato consultou o VAR e assinalou a respetiva grande penalidade. Darwin enganou Ter Stegen e a Luz ficou ao rubro com o 3-0!

Pizzi por Rafa, Gonçalo Ramos por Darwin, aos 86', tornaram-se em momentos de gáudio e fervor dos apaixonados adeptos benfiquistas, que voltaram a vibrar com a expulsão de Eric García, por acumulação de cartões amarelos.

No final, três pontos conquistados, uma noite com uma exibição coletiva de alto nível e os Benfiquistas orgulhosos.

Camisola Principal Benfica

Texto: Rui Miguel Gomes
Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica
Última atualização: 30 de setembro de 2021

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