Clube

26 janeiro 2022, 23h20

Toni fez parte parte do painel que, com o autor Afonso de Melo, apresentou a obra

Assinalou-se na terça-feira, 25 de janeiro, o 80.º aniversário do nascimento do eterno Eusébio da Silva Ferreira. Para contar a história, Afonso de Melo, em parceria com a Editora Âncora, escreveu um livro sobre "o lusitano mais famoso do Planeta", que marcou "uma era indelével no futebol português". O relançamento da obra foi oficializado nesta quarta-feira, e muitos foram os rostos que marcaram presença no camarote presidencial do Estádio da Luz.

Saudade! Palavra tão nossa, tão portuguesa, foi aquela que mais se ouviu neste início de noite de quarta-feira, 26 de janeiro, no camarote presidencial do Estádio da Luz. Eusébio, o Rei, o Pantera Negra foi mais uma vez evocado, numa cerimónia que teve como objetivo a apresentação do livro de Afonso de Melo, no qual se recorda a vida de uma lenda eterna no momento em que se configuram os 80 anos do seu nascimento.

Livro Eusébio, relançamento

A efeméride foi registada com toda a circunstância que se lhe impunha, reunindo no espaço eleito o Presidente Rui Costa, elementos dos órgãos sociais, glórias do Clube, rostos emblemáticos e, obviamente o autor do livro, Afonso de Melo, ele que confessou que este foi "um trabalho que requereu muita pesquisa". Sandra, uma das filhas de Eusébio, também participou no momento através de uma videochamada, recordando o pai de forma emotiva e saudosa.

A obra recorda vários dos muitos momentos altos da vida e carreira de Eusébio, datas inesquecíveis, fotos únicas, ao que acresce a prosa do autor e uma recolha do muito que se escreveu e se continua a escrever sobre a glória encarnada na Imprensa estrangeira. Uma obra completa, apesar de "não ser fácil escrever um livro sobre Eusébio", isto por a riqueza ser tanta que "não é fácil decidir o que ficar de fora", pode ler-se na sinopse.

Livro Eusébio, relançamento

Resumo: "Eusébio escreveu-se a si próprio"

"Eusébio da Silva Ferreira. Há nomes que marcam pessoas, décadas, eras. Talvez a Europa não fosse o que é hoje se Napoleão tivesse tido outro nome qualquer. Eusébio, com esse toque sonoro de E aberto, com esse fascínio tão português de alguém que chega de longe, de Moçambique, de Lourenço Marques, do bairro da Mafalala, e se torna, num instante, o lusitano mais famoso do Planeta, marca uma era indelével no futebol português.

Aos 15 anos jogava na equipa d'Os Brasileiros, descalço, debaixo dos coqueiros e das palmeiras, fugindo dos gritos da mãe, D. Elisa, esquecendo as horas do almoço e do jantar, correndo na liberdade de um tempo que não volta. Foi n'Os Brasileiros que começou a marcar golos. Continuou, pela vida fora, a marcar golos: no Benfica, na Seleção Nacional, na Seleção da Europa, na Seleção do Mundo, em equipas americanas, mexicanas, no Beira-Mar, no U. Tomar e na Seita do Olho Vivo no final da carreira.

Um dia, os ingleses chamaram-lhe Pantera Negra. Talvez nenhuma outra alcunha lhe tenha assentado tão bem. Vejam as fotos: os seus movimentos plásticos, elegantes, intuitivos. Uma Pantera Negra que persegue a bola e à qual a bola não foge nunca.

Eusébio: talvez não seja um nome e sim um adjetivo. Não é fácil escrever um livro sobre Eusébio. Não é fácil decidir o que ficar de fora. Ou, se calhar, é fácil escrever um livro sobre Eusébio: Eusébio escreveu-se a si próprio."

Texto: Redação
Fotos: Victoria Ribeiro / SL Benfica
Última atualização: 27 de janeiro de 2022

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