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Num jogo cheio de peripécias e rodeado de um ambiente hostil, na Turquia, a equipa do Benfica acabou a empatar um jogo em que marcou mais golos que o adversário. Só lido.
13 janeiro 2023, 10h36
Antalya Konyaalti BSK-Benfica, jogo da 1.ª mão dos oitavos de final da EHF European Cup Women
O mais bizarro é que um desses empates, no último fim de semana, na Turquia, terminou com a equipa do Benfica a marcar mais um golo que o adversário.
Como assim? Foi quase impercetível, mas o impensável aconteceu. No início do jogo, numa jogada de ataque da equipa turca, o Antalya visava um novo empate, desta vez a quatro golos, o que não viria a concretizar, atirando ao poste da baliza defendida por Ana Ursu. De forma natural, o jogo recomeça com uma reposição de baliza, mas, incrivelmente, o marcador iludiu tudo e todos, averbando um golo-fantasma à equipa turca.
Um engano terrível, não detetado pela mesa e gerando a confusão no pavilhão, além daquela com que os vulcânicos adeptos turcos tentavam desestabilizar a jovem equipa benfiquista. Mesmo sem a bola ter entrado na baliza do Benfica, o marcador assinalava um empate que não existiu, e a partir daí foi enganadoramente validado esse resultado.
As imagens televisivas são claras, mas o erro nunca foi corrigido, e o jogo decorreu até ao fim sempre com esta mancha a pairar acima das jogadoras benfiquistas, momentaneamente impreparadas para enfrentar um adversário que nenhum scouting pode prever e identificar.
Mesmo assim, liderada por uma sumptuosa exibição de Viktoria Borshenko, a equipa orientada por João Alexandre Florêncio não se desuniu, agarrou-se à possibilidade de continuar a fazer história e arrancou para uma "vitória-empate" (35-35) que deixou nas suas mãos a hipótese de garantir o apuramento, no Pavilhão da Luz, para os quartos de final da EHF European Cup.
DELEGADO IRREDUTÍVEL
Se o incrível aconteceu foi porque a autoridade da EHF no pavilhão, um delegado vindo da Bulgária, permitiu que acontecesse. A verdade é que, logo a seguir à reposição de bola, por parte da guarda-redes benfiquista, um dos elementos turcos presentes na mesa assinalou indevidamente o golo-fantasma no marcador, o que suscitou imediata e intempestiva reação da team manager do Benfica e de vários outros elementos da comitiva.
Rapidamente o delegado búlgaro foi alertado para a anomalia e para uma aberração desportiva que a autoridade máxima em campo não podia tolerar. Inexplicavelmente, os apelos benfiquistas não foram escutados, com a alegação de que nada de anormal se tinha passado.
Logo a seguir, uma perda de bola no ataque, por parte do Benfica, resulta em contra-ataque e golo do Antalya, com o marcador a assinalar uma vantagem inexistente para a equipa turca. Novo protesto junto do delegado da EHF, mas rapidamente se percebeu que seria mais fácil aos elementos do Benfica escalar o Machu Pichu do que contornar a estranha irredutibilidade do responsável da entidade que organiza a competição.
Mesmo sem a bola ter entrado na baliza do Benfica, o marcador assinalava um empate que não existiu
Sempre com um visível enfado, o delegado da EHF foi rechaçando os protestos da comitiva benfiquista, mesmo após o fim do jogo, quando foi confrontado com as imagens, claras e reveladoras, da transmissão. Com as imagens a correr diante dos olhos, foi incapaz de reconhecer o erro, perante a incredulidade e a revolta dos responsáveis benfiquistas.
Uma revolta que se estendeu ao balneário, culminando um estendal de acontecimentos que, desde que a equipa do Benfica chegou ao hotel, no dia anterior ao jogo, testou a resistência mental da comitiva e primordialmente das jogadoras. Manobras de bastidores que fazem parte de uma documentada exposição do Benfica à EHF, que causaram indignação e provocaram uma sensação de que tudo foi feito, dentro e fora do campo, para que a equipa do Benfica quebrasse animicamente.
BORSHENKO COMO ALVO
As contrariedades, porém, não começaram no dia do jogo. Na noite anterior, o avião que levou a equipa benfiquista aterrou num pequeno aeroporto doméstico, com condições muito frugais e que obrigaram as jogadoras a uma cansativa espera de uma hora, ao frio e em pé, pelo autocarro que as transportaria ao hotel.
Num enredo cada vez mais denso e a fazer lembrar um filme de espionagem de terceira categoria, a comitiva do Benfica deparou-se, no hotel, com uma nova bizarria. A jogadora mais titulada, mais experiente e internacionalmente reconhecida, Viktoria Borshenko, foi colocada num quarto, juntamente com Alina Molkova, distante de todos os outros quartos.
Uma distribuição que causou estranheza, mas que, devido ao adiantado da hora e da necessidade de a equipa descansar, foi tolerada. O pior seria relatado pelas duas atletas, no dia seguinte, ao pequeno-almoço.
Ao lado do quarto onde pernoitaram Viktoria e Alina, foi colocado um indivíduo, cuja identidade ficou por apurar, que estragou o descanso das atletas, com barulhos contínuos, densas fumaradas e outros expedientes que não permitissem o descanso das jogadoras do Benfica, apesar das suas tentativas para que o misterioso locatário do quarto ao lado pudesse, finalmente, permitir-lhes o repouso de que necessitavam.
Um expediente raro e desconcertante, que responsabiliza a unidade hoteleira pelo sucedido, mas que faz suspeitar que a intenção era criar agitação em torno da comitiva do Benfica, com vários episódios indignos de uma competição europeia e que foram aumentando a capacidade de resistência de uma equipa jovem, mas indomável.
MANOBRAS DE BASTIDORES
Inacreditavelmente, os acontecimentos sucederam-se, piorando de aspeto e de consequências, à medida que a comitiva benfiquista se foi deparando com as peripécias que se amontoavam desde a chegada da equipa à Turquia.
Desde a reunião das equipas com o delegado da EHF, preparatória do jogo, onde ficou estipulado que apenas o nome de 14 jogadoras constaria no marcador eletrónico do pavilhão, até às deploráveis condições do piso onde decorreria o jogo, no dia do treino de adaptação.
Um piso cheio de resina e irregularidades que apresentava imensos riscos para a segurança das atletas e que seria relativamente atapetado para o jogo, embora se mantivessem alguns perigosos relevos e ainda vestígios de resina.
A situação levou ao caricato, durante o jogo, de uma atleta benfiquista ter tropeçado num autocolante agarrado ao piso e cuja saliência impediu a jogadora de completar um movimento de recuperação defensiva, enquanto as restantes colegas de equipa tentavam alisar, de novo, o autocolante.
Inacreditavelmente, os acontecimentos sucederam-se, piorando de aspeto e de consequências
Nada que os responsáveis benfiquistas não tivessem previsto na reunião preparatória com o delegado da EHF, a tal em que fora, também, estipulado que apenas o nome de 14 atletas de cada clube constaria no marcador eletrónico do pavilhão. O problema é que mais uma surpresa estava guardada, porque, à chegada ao pavilhão para realizar o jogo, a comitiva benfiquista foi informada de que o número permitido pelo marcador era de apenas doze jogadoras por equipa.
E, desde logo, foi tomada uma decisão sem que alguém do Benfica tivesse sido consultado. As jogadoras cujo nome ficaria de fora do marcador eletrónico foram as que usaram o número maior. Foram os casos de Alina Molkova e do reforço recentemente adicionado ao plantel, a brasileira Ana Bolzan.
Este expediente trouxe alguns constrangimentos, já que eventuais suspensões destas jogadoras teriam de ser anotadas manualmente, e, com a demora em fazer essas anotações, a equipa do Benfica chegou a ter, em alguns momentos, apenas quatro jogadoras em campo.
INFERNO DA LUZ
Perante isto, resta à equipa do Benfica fazer uma nova demonstração de superação, às 15h00 de domingo, 15 de janeiro, frente a uma equipa toda ela profissional e constituída por jogadoras com muita experiência internacional.
Para este jogo, decisivo, aguarda-se uma enchente, no Pavilhão n.º 2 da Luz, para vitaminar a equipa benfiquista, empurrando-a para um resultado em que consiga, de novo, marcar mais golos que o adversário, mas que desta vez seja homologado como vitória.
Artigo publicado no jornal O Benfica
Texto: José Marinho
Fotos: Antalya Konyaalti BSK e SL Benfica / Arquivo
Última atualização: 21 de março de 2024