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Boxe
A 36.ª edição do Showfight teve um vincado cunho encarnado e coroou pugilistas benfiquistas.
21 novembro 2024, 00h19
Pedro Manuel "La Pantera Negra" Gomes revalidou o Campeonato Intercontinental IBA
A somar às características luzes brancas sobre forro negro nas paredes e no teto, a sala foi apetrechada de um ringue, o qual foi rodeado de dezenas de mesas cobertas com toalhas brancas, que habitavam também em todas as bancadas e no habitual palco do espaço.
Contudo, ainda antes de as mesmas serem ocupadas pelo público, foram disputados cinco duelos amadores, durante a tarde, nos quais as águias Dinis Chornovil, Ilia Ramskyi, Cedrick, Adriel Moura e Simão Araújo puderam competir contra atletas da Team Target Renegade, Vitória Nobre Arte e Academia 21.
Embora à porta fechada, estes combates contaram desde logo com os comentários de André Fialho e Yorgan de Castro (lutadores de artes marciais mistas com histórico no UFC) na transmissão da BTV, à semelhança dos que viriam a realizar-se à noite.
UMA GALA DE MUITO BENFIQUISMO
Os espectadores começaram a entrar no Casino Estoril por volta das 19h30. Entre as cerca de 580 pessoas presentes no evento, contaram-se numerosas figuras do universo benfiquista. João Vítor Oliveira, Reynier Mena e Roger Iribarne, da equipa masculina de atletismo do Clube, não faltaram à gala. Representantes das modalidades de pavilhão encarnadas, Miguel Campos e Valter Neves, respetivamente, coordenador e team manager da equipa masculina de hóquei em patins, também marcaram presença.
"A curiosidade traz-me ao Showfight, uma vez que só via pela televisão, nunca tive a oportunidade de ver ao vivo. Esta curiosidade de poder estar num evento destes ao vivo, ver também numa primeira instância os combatentes e tudo o mais", assumiu o team manager, em declarações prestadas aos meios do Clube.
Valter Neves considerou que o facto de o Benfica dinamizar este tipo de eventos "mostra uma vez mais o seu ecletismo, por um lado, porque é mais uma modalidade em que o Benfica está bem representado, e também a capacidade de organizar um evento como este, num espaço fantástico, que é o Casino Estoril, numa modalidade que, a nível mundial, tem um grande impacto".
Mais familiarizado com o boxe, Eliseu – um dos vários antigos jogadores de futebol encarnados no salão, entre os quais Isaías ou Álvaro Magalhães – mostrou-se satisfeito por voltar a um espetáculo desta ordem: "É sempre um privilégio assistir a este desporto, que também admiro e gosto muito, por isso estou cá hoje." O ex-futebolista enalteceu que "é de elogiar muito, mais uma vez", o contributo do Clube para a realização do Showfight, uma vez que "não é fácil, só está à altura de um clube grande como o Benfica", e foi "graças ao Benfica" que se verificou uma extensa "moldura humana" na gala.
Foram vários os elementos dos órgãos sociais das águias que estiveram no espetáculo, desde logo o presidente, Rui Costa, acompanhado pelo treinador da equipa principal masculina de futebol, Bruno Lage, mas também vice-presidentes como Jaime Antunes, Fernando Tavares, Manuel de Brito, Rui do Passo e José Gandarez, e também José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral.
"Já tinha estado no ano passado num Showfight, no Coliseu dos Recreios. Foi a primeira vez que tive a oportunidade de assistir ao vivo a um espetáculo deste tipo. Gostei muito, e, quando recebi o convite, não podia deixar de dizer 'presente' outra vez, e cá estou com muito gosto", partilhou Rui do Passo.
O vice-presidente relevou ainda o papel do Clube na concretização da gala: "O Benfica, como entidade com toda a notoriedade e conhecimento que tem, associar-se a este evento é sempre um motivo de satisfação tanto para os organizadores como para nós. Para o Benfica, é uma excelente oportunidade de se associar a um evento único e muito interessante. Para os organizadores, acho que também ficam muito satisfeitos de ver o Benfica estar associado."
APERITIVOS COMPETITIVOS
Com a maior parte dos espectadores já instalados, os pequenos e elegantes candeeiros vermelhos dispostos sobre cada mesa, que funcionavam como única fonte de luz para o público durante os combates, contrastavam com os holofotes apontados à arena, que a iluminavam plenamente, atraindo todas as atenções para a ação entre as cordas.
Assim, o primeiro combate da noite, em -71 kg, arrancou às 20h35, opondo Miguel Marinho (Vitória Nobre Arte) a Gustavo Rocha (João Faleiro Boxing Club), seguido de um duelo entre Carlos Silva (Associação de Boxe Paulo Seco) e Jorge Silva (João Faleiro Boxing Club), na mesma categoria, tendo Gustavo Rocha e Carlos Silva levado a melhor.
Expectante e compenetrado, o público observou os primeiros confrontos em silêncio – sendo possível ouvir os golpes dos atletas, bem como as instruções dos treinadores –, interrompido apenas no final de cada assalto, com aplausos para os lutadores.
O primeiro pugilista do Benfica a entrar em ação foi Juan Silva, enfrentando Danilson Pina, da Team Target Renegade, por volta das 21h15 (-67 kg). A vitória acabou por cair para a equipa do Pinhal Novo, por TKO (technical knockout) na 1.ª ronda, todavia, os espectadores não deixaram de aplaudir o benfiquista.
Posteriormente, num combate de cinco assaltos de dois minutos (até então, haviam tido a duração de três rondas de três minutos) em -75 kg, a águia Elizandro Alves mediu forças com Ademilson Tavares, da Associação de Boxe Paulo Seco.
Num embate aguerrido e nivelado, o público vibrou com os acontecimentos, particularmente quando o benfiquista derrubou o seu adversário. Este ainda viria a recuperar e resistir as cinco rondas, mas o triunfo foi mesmo para o atleta encarnado, por decisão unânime.
Já de medalha ao peito, Elizandro Alves apresentou-se "muito feliz por esta vitória", a qual considerou "muito dura", contra "um adversário muito duro também". "Agradeço ao público, a todos os que me têm estado a apoiar. É a primeira vez que estou a combater no Casino Estoril, graças ao mestre Paulo Magalhães. Faz tudo por mim, agradeço-lhe", afirmou também.
CONQUISTAS PARA A LUZ
Após um intervalo, às 22h15, deu-se início à disputa do primeiro título: o Campeonato Internacional IBA (International Boxing Association), que colocou o ucraniano Oleksandr Solomennikov, do Benfica, e o venezuelano Maikol Beaumont frente a frente, na categoria -57 kg.
Na sequência da escuta dos hinos de ambas as nações, o sino tocou, e começou um duelo extremamente técnico, com os dois lutadores muito calculistas nos seus movimentos. A tensão no ar era palpável, estando os espectadores novamente calados, embora sempre reativos aos melhores golpes. Mais veloz e preciso, ao fim de 10 rondas de três minutos, Oleksandr Solomennikov venceu por decisão unânime, recebendo prontamente o cinto alusivo ao título, para grande aplauso do salão. Tendo-se revelado satisfeito com o evento e por representar o Glorioso, a águia dedicou a vitória à Ucrânia, apelando à paz no seu país natal.
Depois de novo intervalo, chegava a altura da maior atração da noite: a defesa do Campeonato Intercontinental IBA, por parte do benfiquista Pedro Manuel "La Pantera Negra" Gomes, contra o venezuelano Antonio Guzman, em -57 kg. Com mais de meio milhar de pessoas de pé, ouviu-se o hino nacional, seguido do hino da Venezuela, e, às 23h40, principiou a primeira de 10 intensas rondas. No confronto mais barulhento da gala, o público mostrou-se ativo, apoiando Pedro Manuel Gomes e celebrando cada ataque bem-sucedido. Guiada por Paulo Magalhães, bastante interventivo no canto vermelho – onde esteve em todos os combates das águias –, "La Pantera Negra" superiorizou-se ao oponente, triunfando igualmente por decisão unânime e recebendo o 'seu' cinto das mãos de José Pereira da Costa (presidente da Mesa da Assembleia Geral do Clube), sendo posteriormente felicitado pelo presidente, Rui Costa, em momentos de enorme festa encarnada.
"Foi um cenário belo, fantástico. Muita gente conhecida aqui presente, sinto-me muito lisonjeado com a presença dessas pessoas. Foi um combate duro, o adversário vinha preparado. No final de tudo, é o espetáculo do boxe, e espero que as pessoas tenham gostado de assistir ao tipo de boxe que pratico, que penso que é atrativo para as massas. Não consigo descrever a quantidade de alegria que sinto por estar aqui, neste salão", expressou o benfiquista. Já focado no que aí vem, Pedro Manuel Gomes apontou como metas "subir no ranking mundial a n.º 1" e "conseguir o primeiro título europeu para Portugal", deixando ainda uma dedicatória especial: "Eu queria dedicar esta renovação de título à minha família, à minha falecida mãe, aos meus irmãos, a todos os meus amigos que me apoiam e estão sempre ao meu lado nas fases boas e menos boas, e ao nosso mestre Paulo Magalhães, pela organização e pelo seu esforço para que se desse todo este cenário."
Foi justamente Paulo Magalhães que, num bonito gesto de desportivismo no final da derradeira luta, incentivou os espectadores a aplaudirem Antonio Guzman, que assim o fizeram.
"Deu muito trabalho, mas, quando se faz com amor e dedicação, e com este público magnífico, não chamamos a isto trabalho, chamamos paixão, um dever pela modalidade e pelos atletas. É exatamente isto que vemos, não há trabalho quando fazemos o que gostamos e nos sentimos realizados. Foram combates muito duros. Foram dois títulos do mundo, atletas do mais alto nível, equilibrados, onde um golpe podia fazer a diferença. Foi um grande espetáculo, onde toda a gente sai contente", avaliou o treinador e promotor. De olhos postos no futuro, Paulo Magalhães assegurou que a 37.ª edição do Showfight "já está a ser pensada": "Em breve, vamos dizer onde vai ser. Fizemos no Coliseu dos Recreios, agora no Casino Estoril, quem sabe se a próxima vai ser onde costumávamos fazer, nos pavilhões, no Estádio do Benfica, que é a nossa casa? Também temos todo o gosto em voltar a jogar lá. Obrigado a todos os Benfiquistas!"
21 novembro 2024
As imagens do Showfight 2024
Texto: Simão Vitorino
Fotos: Victória Ribeiro / SL Benfica
Última atualização: 22 de novembro de 2024