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19 setembro 2017, 17h44

A SAD do Benfica registou o melhor desempenho de sempre na história do Clube no exercício 2016/2017, com um resultado líquido que ultrapassa os 44,5 milhões de euros.

Este é o quarto exercício consecutivo em que a Sociedade apresenta lucros. “O resultado líquido ultrapassa os 44,5 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 118,4% face ao exercício transato, no qual já tinha atingido resultados positivos no valor de 20,4 milhões de euros”, pode ler-se no Relatório e Contas enviado esta terça-feira à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).

O ativo ascende a 506,1 milhões de euros, valores históricos que ultrapassam, pela primeira vez, a barreira dos 500 milhões de euros, um facto inédito no panorama do futebol português.

Quanto ao passivo (438,3 milhões de euros), regista-se um decréscimo que ultrapassa os 17,1 milhões de euros, “o que corresponde a uma variação de 3,8%, sendo essencialmente justificado pela diminuição do passivo remunerado, designadamente dos empréstimos obtidos".

"De realçar que o passivo corrente apresenta uma diminuição de 122 milhões de euros, dado que os compromissos com os empréstimos obtidos foram reestruturados e passaram para o passivo não corrente", lê-se na referida nota enviada à CMVM.

A Sociedade chama ainda a atenção para o facto de, “à exceção do primeiro exercício (2000/2001), no qual a Benfica SAD ainda apresentava um rácio do capital próprio vs capital social de 50,9%, a Sociedade nunca esteve em condições de cumprir o estipulado no artigo 35º do CSC, dado que desde a sua constituição a Benfica SAD teve de assumir a responsabilidade de várias contingências de gestões passadas e teve de efetuar importantes investimentos que permitissem recuperar a credibilidade e a capacidade competitiva do Benfica”.

“Esta meta alcançada no final do exercício tem um maior significado para o Grupo Benfica, sendo demonstrativa da tendência de recuperação a que se tem vindo a assistir nos últimos anos”, lê-se no Relatório e Contas do Clube.

"No âmbito desta restruturação, a dívida bancária regista uma forte redução pelo segundo ano consecutivo, no montante de 88,9 milhões de euros (2015/2016: 49,7 milhões de euros), tendo sido parcialmente compensada pelo incremento do valor dos empréstimos obrigacionistas por subscrição pública em 59,3 milhões de euros", é também salientado no documento.

Já os resultados operacionais (incluindo transações de direitos de atletas) “atingem os 62,9 milhões de euros, o que significa uma melhoria de 65,5% face ao período homólogo”.

“Os rendimentos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) ascendem a 128,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 1,7% face ao período homólogo, sendo este crescimento principalmente justificado pelo aumento das receitas decorrentes do contrato celebrado com a NOS, que entrou em vigor no presente exercício”.

As transferências de jogadores como jogadores Gonçalo Guedes, Hélder Costa, Ederson e Victor Lindelof renderem ao Clube mais de 123 milhões de euros, “o que significa uma melhoria de 50,2% face ao período transato.”

De realçar ainda os capitais próprios consolidados da Benfica SAD, que “apresentam um saldo de 67,7 milhões de euros” e os capitais próprios individuais que “ascendem a 70,3 milhões de euros”. Em ambos os casos “superam os 57,5 milhões de euros, que corresponde a 50% do capital social da Sociedade”, explica o documento.

RESUMO ECONÓMICO E FINANCEIRO CONSOLIDADO DA SAD 

  • Resultado líquido: +44,537 M€ (+118,4%)
  • Resultado operacional: +62,9 M€ (+65,5%)
  • Rendimentos operacionais (sem transações com atletas): 128,2 M€ (+1,7%)
  • Rendimentos totais: 253,5 M€ (+19,7%)
  • Ativo: 506,1 M€ (+6,2, aumento de 29,7 M€)
  • Passivo: 438,3 M€ (-3,8%, diminuição de 17,1 M€)
  • Capital próprio: 67,7 M€ (melhoria de 46,8 M€)

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica 

Última atualização: 20 de setembro de 2017

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