12 de outubro de 2017, 20h41

Nova Catedral: e tudo começou com um mega show...

Futebol

É uma data incontornável para os Benfiquistas: a 25 de outubro de 2003 foi inaugurado o novo Estádio da Luz. Acompanhe-nos numa viagem de 14 dias que atravessa 14 momentos de 14 anos.

25 de outubro de 2003 é um dos dias de maior orgulho para um adepto do Benfica. Numa jornada carregada de Mística e de Benfiquismo inaugurou-se o novo Estádio da Luz. Erguia-se uma Nova Catedral do futebol!

Uma autêntica romaria que teve início à tarde e que se prolongou noite fora. Era o primeiro dia do resto da vida do Estádio do Sport Lisboa e Benfica, recinto que viria a albergar a final do Euro 2004.

Construído em tempo recorde (pouco mais de dois anos), a inauguração foi feita com toda a pompa e circunstância. Um espetáculo de luz, cor e som encheu o espaço e coloriu os céus de Lisboa. Cada um dos 65 400 Benfiquistas nas bancadas estava emocionado, feliz e com sentimento de dever cumprido.

O tiro de partida teve início com pirotecnia em tons de encarnado, ao mesmo tempo que no relvado se acendiam 1 000 160 milhões de luzes, correspondentes ao número de minutos que o estádio demorou a ser construído.

Os adeptos puderam, ainda, assistir a uma retrospetiva da história do novo estádio, com imagens da assembleia geral que aprovou a sua construção, passando pelos primeiros trabalhos, a destruição do antigo estádio, terminando no dia da inauguração.

Antes do jogo com o Nacional de Montevideu, o Hino de Portugal foi cantado a plenos pulmões, com o simbolismo de o pontapé de saída ter sido dado pelo saudoso Eusébio.

A equipa, liderada à altura por José Antonio Camacho, pisou o relvado da nova casa pela primeira vez às 21h45. Estava dado o mote para o primeiro de muitos triunfos que se seguiriam. O Benfica entrou a “todo o gás” e marcou aos sete minutos, por Nuno Gomes. Os uruguaios empataram quatro minutos depois, mas só dava vermelho.

Até ao intervalo foi um somatório de oportunidades desperdiçadas e o resultado era 1-1 ao intervalo. Tirado a papel químico, Nuno Gomes bisou no reatamento, aos 47’. O espanhol ao leme das águias revolucionou a equipa, deu a oportunidade a todos os jogadores de participarem na festa, mas, ainda assim, o ritmo e a fome de golos não diminuíram.

Não houve mais festejos, mas como diria Jorge Perestrelo: “É disto que o meu povo gosta.”

Começa aqui, com a recordação deste momento, uma viagem de 14 dias pelos 14 anos do novo Estádio da Luz...

 

FICHA DE JOGO

Árbitro: Pedro Proença.

BENFICA: Moreira; Miguel, Hélder (c), Argel, Ricardo Rocha; Petit, Tiago, Giovanni, Simão; Nuno Gomes e Sokota.

Jogaram ainda: Bossio, Armando, Cristiano, Fernando Aguiar, Andersson, Roger, João Pereira, Carlitos, Alex e Fehér.

Golos: Nuno Gomes (7’ e 47’).

Disciplina: amarelo a Petit (38’).

Treinador: José Antonio Camacho.

NACIONAL DE MONTEVIDEU: Bava; Benoit, Machado, Curbelo, Wesley; Eguren, Scotti, Albin, Coelho; Mello e Ferreira.

Jogaram ainda: Viera, Leites, Valdez, Sosa, Guerrero e Guglielmone.

Golo: Mello (11’).

Disciplina: amarelo a Coelho (52’), Mello (52’ e 54’); Vermelho a Mello (54’).

Treinador: Daniel Carreño.

 

Texto: Marco Rebelo

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