Clube

20 outubro 2017, 12h10

Janeiro de 2014. Mês difícil para os Benfiquistas! Falecia Eusébio da Silva Ferreira, figura maior do futebol português e do Clube. No dia 6 de janeiro, a urna que transportava o corpo do Pantera Negra passou pelo centro do relvado. Aqui começa a história de um dos mais sentidos momentos dos 14 anos do Estádio da Luz.

Depois de ter pernoitado em câmara-ardente na porta 1, seguiu para o relvado para que os adeptos homenageassem, uma última vez, Eusébio. A carrinha funerária deu a volta ao relvado sob uma salva de palmas incessante e com várias flores que voavam das bancadas e que preenchiam o seu exterior.

A urna coberta com a bandeira do Sport Lisboa e Benfica foi então transportada até ao centro do terreno. O momento era solene e de consternação. A tristeza caía no semblante de cada um, o outrora brilho nos olhos eram agora lágrimas que escorriam pela cara dos milhares de pessoas que fizeram questão de marcar presença nas bancadas.

E ali, naquele momento, surgiu em uníssono uma frase cantada, carregada de simbolismo, que ainda hoje faz parte do minuto 71 (idade do King na altura do falecimento) dos jogos realizados na Nova Catedral: “Tu és o nosso Rei, Eusébio! Descansa eternamente.”

Este emocionante momento encerrou dois dias carregados de emoção e de uma tristeza que assolou Portugal, que ultrapassou rivalidades e viajou pelos quatro cantos do mundo.

Os restos mortais de Eusébio da Silva Ferreira descansam no Panteão Nacional desde o dia 3 de julho de 2015, juntamente com outros nomes sonantes da história portuguesa.

Texto: Marco Rebelo

Última atualização: 23 de outubro de 2017

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