9 de junho de 2019, 22h12

Portugal celebra conquista da Liga das Nações

Futebol

Rúben Dias (melhor em campo!) e Rafa contribuíram no sucesso da Seleção Nacional, que ganhou à Holanda na final da competição com um golo combinado por ex-benfiquistas formados no Caixa Futebol Campus.

Portugal é o grande vencedor da primeira edição da Liga das Nações! Com Rúben Dias inultrapassável na defesa (foi o melhor em campo!) e Rafa a dar velocidade e explosão ao ataque (a partir dos 75'), a equipa das Quinas bateu a Holanda por 1-0, num golo combinado por ex-benfiquistas formados no Caixa Futebol Campus.

Uma queda de Bernardo Silva na grande área da Holanda, estavam decorridos apenas quatro minutos de jogo no Estádio do Dragão, deixou o público a reclamar pontapé de penálti a favor de Portugal, mas o árbitro e o videoárbitro tiveram uma leitura diferente, entendendo não ter existido infração.

Bernardo Silva Portugal-Holanda

A Seleção Nacional procurou puxar para os pés dos seus jogadores as principais iniciativas na partida, mas os holandeses, com elementos rápidos na linha de ataque, obrigaram a defensiva das Quinas a um permanente estado de alerta. Aos 17', Rúben Dias foi categórico num desarme à entrada da grande área lusitana, neutralizando um contra-ataque da Holanda.

Gonçalo Guedes Portugal-Holanda

Mais posse de bola, mais ações ofensivas, mais remates de Portugal. Neste cenário, a Holanda contrapôs segurança e solidez defensiva, mostrando-se, porém, desperta para contragolpes. 0-0 era o resultado ao intervalo.

Um canto executado no lado direito do ataque português provocou momento de aperto junto à baliza holandesa ao minuto 53, com Rúben Dias e José Fonte, fortes pelo ar, no centro da ação e do perigo.

O marcador foi desbloqueado aos 60' na sequência de uma combinação "à Benfica": Bernardo Silva (o melhor do torneio!), descaído pela esquerda, perfurou, ganhou espaço e depois tocou para o corredor central, onde Gonçalo Guedes recebeu, enquadrou, acreditou e disparou com convicção para o 1-0. Dois jogadores formados no Caixa Futebol Campus a fazerem a diferença com a camisola de Portugal!

Bernardo Silva e Gonçalo Guedes

A armada holandesa quis a "desforra" e tentou ser mais empreendedora no espaço ofensivo, dando trabalho ao guarda-redes e à defensiva portuguesa, sector onde Rúben Dias (o melhor em campo!) sobressaiu com cortes importantes.

A partir dos 75', Portugal passou a contar com o benfiquista Rafa (rendeu Gonçalo Guedes) na zona de ataque. Mais velocidade, mais explosão... numa fase em que os lusitanos davam preferência a saídas rápidas para surpreender os holandeses, que estavam mais estendidos no relvado, lutando pelo empate.

Fortíssimo num pique pela esquerda aos 88', Rafa furou até ao limite, isto é, até ser parado em falta, arrancando um cartão amarelo e gerando um livre perigoso a beneficiar as cores lusas. Na cobrança, Cristiano Ronaldo arriscou, mas não foi feliz. O resultado estava feito: Portugal ganhou a Liga das Nações!

Portugal-Holanda

Onze de Portugal: Rui Patrício; Nélson Semedo, Rúben Dias, José Fonte e Raphael Guerreiro; Danilo, William Carvalho (Rúben Neves aos 90'+3') e Bruno Fernandes (João Moutinho aos 82'); Bernardo Silva, Gonçalo Guedes (Rafa aos 75') e Cristiano Ronaldo.

Suplentes: José Sá, Beto, João Cancelo, Mário Rui, Rúben Neves, João Moutinho, Pizzi, Rafa, Diogo Jota, Dyego Sousa e João Félix.

Rúben Dias Portugal Liga das Nações

"Muito contente, foi a minha primeira final pela Seleção"

Rúben Dias (defesa, melhor em campo): "Estou muito feliz com a vitória de hoje, foi a minha primeira final pela Seleção A de Portugal. Tivemos um apoio incrível. Disputar uma competição desta natureza com o forte apoio do público português deixa-me muito contente. Não foi nada fácil. Tivemos de enfrentar grandes seleções, incluindo a que defrontámos nesta noite. Trabalhámos muito e melhorámos de jogo para jogo nesta competição."

Portugal Liga das Nações

"Queríamos ficar na história"

Rafa (atacante): "Conseguimos o que queríamos, que era vencer este troféu. Trabalhámos para isto! Gostamos sempre de ganhar e jogamos sempre para ganhar, nenhum jogador gosta de perder. Era a primeira vez desta competição, também queríamos vencer para ficar na história. O que me pediu o selecionador quando eu entrei? Estávamos a ganhar, pediu-me para explorar o contra-ataque, se houvesse essa possibilidade, e para ajudar o lateral-esquerdo [Raphael Guerreiro]."

Texto: João Sanches

Fotos: UEFA.com

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