9 de outubro de 2019, 18h11

🎥 O recital de Nuno Tavares

Futebol

Para além do futebol, o jovem revelou a faceta de solista até agora algo desconhecida, e demonstrou enorme talento.

ENTREVISTA

No espaço 360s, no Benfica Futebol Campus, um jogador, um violoncelo e o "Hino à Alegria" ("Ode an die Freude"), de Beethoven, abriram um espaço de entrevista diferente. O Canal 11 falou com Nuno Tavares e este revelou quando e como surgiu a música na sua vida.

Atual jogador do plantel do Campeão Nacional, Nuno Tavares agarrou o futebol com as duas mãos, mas tempos houve em que tentou conciliar as duas paixões: o desporto e a música. O desporto falou mais alto. Porém, questionado se a paixão era pela música como um todo ou pelo instrumento, disparou…

“Acho que é a música porque comecei a tocar desde pequeno na banda da Casa Pia. Comecei a tocar bombardino, um instrumento de metal, a seguir, quando passei para o 5.º ano, recebi um convite para poder entrar mesmo na música. Deram-me a escolher três instrumentos: violoncelo, viola de arco e o violino. Optei pelo violoncelo por ser maior e por ser mais difícil de tocar”, partilhou.

Nuno Tavares

Multifacetado, o lateral-esquerdo tentou outros instrumentos, mas regressava sempre à casa de partida.

Também toquei piano, mas não davam tanto valor. Era mais ao violoncelo. O piano era duas vezes por semana, duas horas, pouco mais. Percebo logo quando está a tocar o violoncelo ou o violino numa música. Há músicas que passam na rádio que me lembro logo que as toquei no violoncelo”, apontou.

Nuno Tavares foi crescendo e as duas paixões caminharam lado a lado. Conciliá-las ainda foi hipótese e o esquerdino revelou com que idade.

“Com 14, 15 anos. O clube onde eu estava mandou uma carta para eu poder sair mais cedo. Se a escola autorizasse, muito bem; se não, tinha de ficar a tocar até às 18h30 e faltava aos treinos. Foi aprovado, as pessoas compreenderam e duas vezes por semana saía mais cedo para ir treinar”, explicou.

Nuno Tavares

Entretanto, o Benfica abriu-lhe as portas do futebol e veio a decisão mais difícil.

“Quando vi que estavam a confiar em mim… foi-me dada uma oportunidade no Benfica… aí tive de decidir: ou agarrava o instrumento ou o futebol. Optei pelo futebol”, sublinhou.

“Vim para o Caixa Futebol Campus [hoje Benfica Futebol Campus] e vi que tinha de levar o futebol mais a sério. Mesmo sem querer, tive de deixar a música”, assumiu Nuno Tavares.

Texto: Marco Rebelo

Fotos: Tânia Paulo / SL Benfica

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