Clube

23 abril 2021, 09h57

Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica

A partir desta sexta-feira (23 de abril), o jornal O Benfica passa a ser distribuído de forma gratuita em 170 Casas do Clube espalhadas por Portugal e todo o mundo. Domingos Almeida Lima, vice-presidente que está inteiramente dedicado às Casas Benfica, foi o porta-voz para explicar esta ação.

Em entrevista ao semanário do Clube, o dirigente colocou ainda em cima da mesa todo o apoio que está a ser dado às Casas Benfica.

Como é que surgiu esta iniciativa de começar a distribuir um exemplar gratuito em Casas do Benfica?

Já vem de longe e agora torna-se possível de fazer. A pandemia de COVID-19 está a atingir muita gente, e as Casas Benfica não fogem à regra. O Benfica tem a obrigação de auxiliar, na medida das suas possibilidades, as Casas Benfica e, sobretudo, tentar atenuar o peso dos seus orçamentos. É evidente que esta medida não tem um elevado peso, mas ajuda e permite que as Casas não tenham essa despesa. À semelhança de outras despesas que o Benfica tem vindo a suportar e aliviar, esta é mais uma. É importante que o jornal O Benfica seja distribuído pelas Casas de forma gratuita.

Esta ação, que arranca nesta sexta-feira, pretende reforçar a ligação entre o jornal O Benfica e as Casas do Clube?

Sim, é muito importante e é um dos meios de comunicação que nós temos. Existe uma geração de sócios e adeptos que tem uma grande tendência para ir recolher informação do Clube ao jornal. Apesar de existirem muitas outras maneiras, há muita gente que se mantém fiel ao jornal, e é fundamental que todas as Casas Benfica tenham um exemplar do jornal disponível, não só para as direções, mas para todos os frequentadores dos espaços terem a possibilidade de consultar o semanário.

Domingos Almeida Lima

Dentro das medidas que o Benfica e o Departamento das Casas têm implementado junto das embaixadas, quais são as ajudas que têm sido dadas?

Principalmente ao nível de custos, no que diz respeito aos serviços a que elas passaram a ter acesso para estarem cada vez mais próximas do Estádio. O Benfica tem celebrado protocolos com entidades externas – não só a nível das comunicações telefónicas, mas também ao nível dos meios informatizados –, no sentido de estes encargos serem suportados pelo Sport Lisboa e Benfica, e não pelas Casas. É uma medida importante que vem também aliviar e beneficiar os trabalhos das Casas Benfica. Neste momento, estamos a equacionar um leque de outras áreas onde possamos vir em auxílio mais direto às Casas. As embaixadas são associações de direito privado, ou seja, têm autonomia administrativa, mas que também têm ligação umbilical com o Clube através dos estatutos e da prática do desenvolvimento da mística e do conhecimento do Benfica. Nesta altura, as Casas Benfica não estão a ter receitas praticamente nenhumas, uma vez que não têm público a frequentar as Casas, não têm receitas de bilhética porque o Estádio da Luz está sem adeptos… E algumas Casas, que têm patrocinadores, também estão com dificuldades porque os patrocinadores estão a ter dificuldades em executar esses patrocínios. É um momento muito difícil para as Casas, e o que pudermos fazer, no sentido de atenuar e emagrecer o orçamento que cada espaço tem, virá em boa hora e será muito importante para o futuro. Esperamos que, quando seja implementado um desconfinamento mais alargado, exista a possibilidade de as Casas Benfica estarem preparadas para executarem o trabalho e recuperarem, se possível, dos prejuízos que estão a ter neste momento.

Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica
Última atualização: 23 de abril de 2021

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