Futebol

31 dezembro 2021, 00h01

Yaremchuk fez o golo do Benfica no clássico

O golo de Yaremchuk foi insuficiente. No Estádio do Dragão, na noite desta quinta-feira, 30 de dezembro, o Benfica perdeu com o FC Porto, por 3-1, em jogo da 16.ª jornada da Liga Bwin. Segue-se o Paços de Ferreira, na Luz.

Há clássicos e clássicos, e este teve as suas próprias especificidades que o fez distanciar-se muito do da Taça de Portugal, a 23 de dezembro. As equipas são as mesmas, o palco também. A partir daqui, várias mudanças, sobretudo nos encarnados. Primeiro, os da casa. Sem Evanilson, expulso no jogo da prova-rainha, mas com Sérgio Conceição de regresso ao banco, o FC Porto colocou Fábio Vieira e Pepê nos lugares de Evanilson (castigado) e Luis Díaz (infetado com COVID-19), respetivamente; na baliza, outra alteração. Saiu Marchesín, entrou Diogo Costa.

FC Porto-Benfica 16 jornada Liga Bwin

No Benfica, mudou o treinador: saiu Jorge Jesus, e Nélson Veríssimo, que até aqui era o técnico da equipa B, assumiu o comando até ao fim de 2021/22. Também o desenho tático se transfigurou. O novo treinador alterou de 3x4x3 para 4x4x2, com várias modificações no onze inicial face ao clássico da Taça de Portugal. Saíram Helton Leite, Otamendi (castigado), Grimaldo (COVID-19), Taarabt e Darwin (lesionado), entraram Odysseas, Morato, Everton, Gonçalo Ramos e Yaremchuk.

No tapete verde, o Benfica apareceu mais pressionante, com as linhas subidas e próximas para evitar jogo entre linhas dos portistas e utilização do corredor central para carburar o ataque. A boa organização encarnada obrigava os da casa a jogarem à largura e a baterem longo para encontrarem espaços. Na construção ofensiva, os da Luz jogavam de forma apoiada, com os três corredores ativos e com Yaremchuk a ser o apoio fundamental para a equipa sacudir a pressão contrária.

Ainda assim, as primeiras oportunidades foram do FC Porto, ambas aos 3'. Primeiro, um remate de Pepê à entrada da área para estirada de Odysseas; na sequência do pontapé de canto trabalhado, Fábio Vieira, do meio da rua, a disparar um míssil que passou a centímetros da baliza encarnada.

Everton

No Estádio do Dragão, o clássico estava animado, com poucas oportunidades, mas também com poucas paragens e com lutas titânicas a meio-campo pela disputa do esférico. Por volta dos 20 minutos, algum frisson em ambas as balizas. Aos 19', o FC Porto desenhou uma jogada pela esquerda, Zaidu deixou para Pepê, este furou e assistiu Taremi na área, mas o iraniano viu o seu remate cortado in extremis por André Almeida. Volvidos dois minutos, aos 21', Pepê perdeu a bola numa saída para o ataque, esta ficou em Everton, que saiu que nem uma flecha em contra-ataque, combinou com Yaremchuk e atirou ao lado.

O encontro entrava na meia hora quando os dragões foram obrigados a mexer. Lesionado, João Mário deu o seu lugar a Manafá (29'). Do livre direto nascido da falta sobre o lateral-direito, Fábio Vieira, mesmo com pouco ângulo, tentou a sua sorte e Odysseas defendeu (30'). A emoção regressou ao Dragão, aos 33'. Rafa descobriu Yaremchuk, isolou-o, mas o ucraniano permitiu a defesa de Diogo Costa com os pés.

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A velha máxima de "quem não marca, sofre" apareceu no clássico, aos 34'. Lançamento lateral rapidamente marcado pelo FC Porto, Taremi deixou em Fábio Vieira, que bateu Odysseas e fez o 1-0. No golo, porém, houve uma ilegalidade que nem o VAR foi capaz de sinalizar, pois o atacante portista dominou a bola com o braço esquerdo antes da finalização. Um erro de arbitragem grave.

Três minutos depois – aos 37' –, Pepê, de cabeça, aumentou para 2-0. Combinação na direita entre Manafá e Otávio, o médio cruzou e o camisola 11 finalizou no coração da área.

Antes do intervalo, aos 44', Everton centrou pelo flanco direito, Rafa amorteceu, João Mário trabalhou na área, mas viu Mbemba cortar o seu remate cheio de intenção. Ao intervalo, 2-0 no Estádio do Dragão.

O Benfica veio melhor dos balneários e reduziu, aos 46'. Rafa foi lançado no corredor direito e cruzou com conta, peso e medida para Yaremchuk encostar para o 2-1. Estava relançada a partida na cidade do Porto…

Valentino

Porém, três minutos depois (49'), nova contrariedade para as águias. André Almeida, que levara cartão amarelo aos 8', viu o árbitro Hugo Miguel mostrar-lhe o segundo amarelo e consequente cartão vermelho após um despique com Otávio em que foi assinalada uma falta. Com menos um jogador na equipa, Nélson Veríssimo reorganizou as tropas e fez entrar Valentino para o lugar de Yaremchuk, ficando o austríaco como defesa-esquerdo.

Nos minutos seguintes, o que se viu foi um Benfica personalizado, a jogar no campo todo, a ter mais posse de bola e a obrigar o FC Porto a recuar linhas. Foi, ainda, a jogar com 10 que os encarnados tiveram duas grandes oportunidades para empatar. Primeiro, Rafa, aos 57', com um remate à entrada da área que saiu a centímetros da baliza defendida por Diogo Costa; depois, Gonçalo Ramos, aos 63', viu Zaidu evitar o golo praticamente em cima da linha de golo, após contra-ataque conduzido por Rafa.

Odysseas

Nélson Veríssimo acreditava que era possível, fez entrar Pizzi, Taarabt e Seferovic, mas foram os azuis e brancos a faturar o 3-1, aos 69'. Pontapé de canto, insistência do FC Porto, com Vitinha a endossar o esférico para Taremi e o iraniano, no frente a frente, a bater Odysseas.

O Benfica sentiu o golo, os portistas tranquilizaram-se e geriram a vantagem com bola. Destaque, até ao apito final, para o remate de Taarabt do meio da rua para Diogo Costa encaixar (81'). Nos descontos, aos 90'+3', Otávio, desmarcado por Vitinha, ficou isolado, rematou cruzado, mas torto. O 3-1 manteve-se até ao fim.

Na próxima ronda (17.ª) o Glorioso volta ao Estádio da Luz para defrontar o Paços de Ferreira. O jogo que marca o final da primeira volta da Liga Bwin está agendado para o dia 9 de janeiro, domingo, e tem o pontapé de saída aprazado para as 18h00.

Texto: Marco Rebelo
Fotos: João Paulo Trindade / SL Benfica
Última atualização: 31 de dezembro de 2021

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