Futebol

20 setembro 2017, 23h27

Perante um público famélico, o Benfica saciava, uma vez mais, a dependência dos seus fiéis, de futebol na Catedral dos Sonhos. Uma noite entre um final tépido de Verão e os inícios outonais do ano e sobretudo um jogo para exorcizar fantasmas recentes.

Na jornada de abertura da Taça da Liga, pela frente um valoroso adversário, que além da motivação de actuar no maior e mais impante palco do futebol português, se multiplicava em desejos de apuramento para a final four da competição, que se disputará, precisamente em Braga.

Mudanças? Muitas. Anunciadas por ambos os treinadores e finalmente concretizadas. Ao todo quinze mudanças. Oito no Benfica e sete no Braga. Estreia de Krovinovic, um talento raro na zona de criação e que ainda sem jogar oficialmente pelo Benfica já é um sintomático caso de popularidade nas bancadas.

E depois, Gabriel Barbosa, também com uma estreia a titular. Enleante, motivado e a tentar enfeitiçar os adeptos, com algumas arrancadas, de início, que depois não viria a repetir, durante todo o resto da primeira parte.

E claro, o golo de Jimenez. O mexicano é um avançado difícil de caracterizar. Mexido, disponível e sempre astuto, mas sobretudo letal na finalização. Há um Jimenez fora da área e outro lá dentro. Aos 12’, o geniquento avançado marcou o único golo na primeira parte e confirmou um auspicioso início de jogo do Benfica, com algumas combinações que prometiam causar estragos na defesa bracarense.

Mudanças? Muitas. Oito no Benfica e sete no Braga

O golo trouxe um ânimo especial aos adeptos benfiquistas mas tornou o Braga uma equipa menos passiva e dependente dos acontecimentos. Porém, quase todo um primeiro tempo à procura de uma profundidade que trouxesse uma verdadeira ocasião de golo mas que de que raramente usufruiu. No regresso de Jardel à competição, Rui Vitória entregou a Rúben Dias uma nova titularidade e agora acompanhada da braçadeira.

E Rúben aceitou o desafio, liderando a defesa, numa espécie de parábola do anunciado e praticado paradigma da aposta na formação.

Do lado bracarense, com os alvores da segunda parte, vieram as primeiras alterações e sempre com a intenção de acrescentar qualidade, trazendo Rafael Martins e Vukcevic ao jogo, o que se foi notando pela diversidade de jogo que os dois acrescentaram.

Ainda assim, verdadeiras ocasiões de golos não continuavam a escassear, até ao momento em que, após a marcação de um canto, o Braga acaba por restabelecer o empate, através de um cabeceamento de Ricardo Ferreira, um central que regressou, esta noite, à competição.

Apesar dos espasmos benfiquistas e das ameaças bracarenses, o resultado não se alterou e tudo terminou com uma divisão de pontos que mantém as aspirações de ambos no que toca ao possível apuramento para a final four da Taça da Liga.

Texto: José Marinho

Última atualização: 20 de setembro de 2017

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