11 de março de 2019, 23h40

Bruno Lage: “Faltam nove finais”

Futebol

Técnico do Benfica agradeceu ainda o apoio dos adeptos.

Após o empate (2-2) frente ao Belenenses, no Estádio da Luz, Bruno Lage considerou que o Benfica fez uma boa exibição, num jogo onde "foi superior em todos os momentos". O técnico encarnado agradeceu ainda o apoio dos adeptos, que nunca deixaram de apoiar a equipa.

ANÁLISE AO JOGO

"Foi um jogo muito bem disputado. Acho que fizemos um grande jogo perante este Belenenses. A primeira parte foi praticamente nossa, com boa circulação, no entanto, um pouco lenta. O Belenenses, numa linha de cinco, defende muito bem a sua baliza, e tentou ao máximo contornar-nos o jogo por dentro. Nós sabíamos disso, estávamos preparados e tentámos explorar o jogo por fora. No entanto, a circulação não foi tão rápida – principalmente entre centrais e médios – para chegar ao outro corredor e, aí, acelerar e criar as nossas oportunidades. Corrigimos isso e tentámos que os nossos centrais recebessem a bola mais à frente, principalmente, quando a bola circula de um lado ao outro o nosso central estar mais próximo para depois o passe quando chega ao corredor estarmos mais em cima da linha defensiva e não dar tanto tempo ao adversário bascular. Fizemos isso na perfeição e chegámos ao 2-0 com dois bons golos."

"Foi com enorme qualidade e mérito que chegámos à vantagem. Depois foi infelicidade. Surgiram dois erros, erros ofensivos e não defensivos. Por vezes acontecem estes erros, são pequenos deslizes que nos acontecem e acabámos por oferecer o empate ao Belenenses, que é uma equipa que joga muito bem, mas que hoje não foi a mesma equipa. Nós fomos superiores em todos os momentos do jogo. O resultado certo seria a nossa vitória, mas não foi possível. O mais importante é realçar a atitude, a entrega e a organização de que a equipa dispôs até ao final, que tentou sempre vencer o jogo. Foi nesse sentido que as substituições foram feitas. Agora é continuar a trabalhar, faltam nove finais."

Benfica-Belenenses

O APOIO DOS ADEPTOS

"Não posso falar do jogo sem falar do público. Os adeptos têm estado sempre connosco. Hoje, com o 2-0 e com o 2-2, o público continuou sempre a apoiar a equipa, perdoou-nos os nossos erros, acredita – nós também acreditamos – e esse vai ser o nosso caminho até ao final: jogar bem e esperar que o público continue a ajudar como ajudou hoje."

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CAMINHO COM QUALIDADE

"Os jogadores têm de perceber o jogo que fizeram, os erros acontecem. Pior seria não termos feito este jogo ou não jogar bem e ganhar. Sabemos que era importante ganhar, mas aquilo que nos tem trazido até aqui, nestes dois meses de trabalho, é esta qualidade de jogo. Vamos fazer a nossa análise, perceber onde errámos e continuarmos seguros daquilo que fazemos. Isso e o maior conforto e a maior confiança que treinadores, jogadores e todo o staff devem ter: no trabalho, no jogo e na qualidade do jogo. A equipa jogou bem e correspondeu àquilo que pretendíamos: pena os dois deslizes que oferecemos ao adversário e que resultaram no empate."

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ASSUMIR O ERRO

"Precisamos de treino para que estes erros aconteçam no treino, para consolidarmos esta forma de jogar. A equipa esteve consciente, sempre concentrada e fez uma exibição segura. É pena o resultado porque são dois erros ofensivos. Se fossem defensivos, as coisas seriam outras. Erros coletivos. Nossos. E primeiramente do treinador."

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SEQUÊNCIA DE DOIS JOGOS SEM VENCER

"Vamos esperar por mais jogos. São duas competições diferentes [Liga Europa e Campeonato Nacional]. Preocupado estaria se, em três ou quatro jogos consecutivos, a equipa não jogasse com a qualidade que jogou hoje. Isso é que seria preocupante. Os resultados são muito importantes, temos consciência disso, mas reforço: aquilo que nos levou a esta recuperação foi esta forma de jogar, esta atitude e esta organização. Se forem fazer a análise do resultado, é o empate, mas se forem ver o jogo que fizemos já temos tido, no nosso percurso, exibições menos conseguidas. E isso que nos vai agarrar. O equilíbrio tem sido nota dominante e é com esse equilíbrio que vamos fazer o nosso caminho até ao final."

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PRESSÃO EXTRA?

"Se não tivéssemos o nosso jogo, se a bola queimasse nos pés, se não tivéssemos posse de bola, se não jogássemos bem, se não criássemos oportunidades, eu concordava. Independentemente do resultado, amanhã [terça-feira] o trabalho é o mesmo: preparar o jogo seguinte, analisar este e definir a melhor estratégia para, na quinta-feira, voltarmos a fazer um grande jogo."

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TRABALHAR NO MÁXIMO

"Acredito que temos de continuar a trabalhar. Temos um grande jogo na quinta-feira e no domingo voltamos a jogar para o Campeonato. Temos de estar na máxima força, como estivemos hoje, para vencermos a equipa que, na minha opinião, é a sensação do campeonato [Moreirense]. Nisso é que eu acredito."

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FAVORITOS? NÃO HÁ

"Eu quero ser favorito em continuar a jogar bem e a proporcionar bons espetáculos a quem nos acompanha. Isso é o que mais me importa. Eu sou um treinador muito direcionado para a tarefa e para aquilo que controlo. O favoritismo eu não controlo. O que eu controlo é que se jogar bem vou ganhar mais jogos, mais pontos e no final fazem-se as contas."

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AUSÊNCIA DE SEFEROVIC

"Relativamente à falta de um jogador, temos de ter a consciência de que a equipa tem de funcionar com uma identidade. Andámos dois meses a jogar e vocês perguntavam-me pelo Jonas. Hoje o Jonas joga, faz 90 minutos – como eu vos prometi – faz um golo, e vocês perguntam pelo Seferovic?"

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REGRESSO DE JONAS À TITULARIDADE

"O que gostei mais do Jonas foi a exibição e o golo. Fico feliz por me ter dedicado o golo, mas aquilo que me deixa alegre é a forma como o jovem Jonas treina e está pronto para ajudar a equipa. Isso é que me deixa mais feliz. Fez um bom jogo, ajudou a equipa e fez um grande golo."

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ARBITRAGEM

"O meu discurso nunca passou por aí. Sou uma cara nova aqui, mas já tenho 20 anos de treinador e pode aparecer o primeiro árbitro que me tenha expulsado ou chamado à razão. Só controlo o trabalho da minha equipa e dos meus jogadores. O resto passa-me ao lado. Há pessoas competentes para comentar e pretendo estar sempre concentrado naquilo que é o jogo. O árbitro eu não controlo, espero sempre que ele faça o melhor trabalho. Nunca o fiz e não é agora que vou começar a fazê-lo."

Texto: Filipa Fernandes Garcia

Fotos: Isabel Cutileiro e João Paulo Trindade / SL Benfica

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