16 de dezembro de 2018, 20h27

Solidez como farol na ilha

Futebol

Na deslocação ao terreno do Marítimo, o Benfica somou, em termos absolutos, a quinta vitória seguida e sempre sem sofrer golos. Na Liga NOS, aliás, não autoriza bolas nas suas redes há 359 minutos – é o atual melhor registo da competição.

Agora há 359 minutos sem sofrer golos na Liga NOS – nenhuma equipa tem melhor registo de momento! –, o Benfica venceu a batalha na Madeira na 13.ª jornada: 0-1 em casa do Marítimo, com Jonas a faturar.

As águias esticam assim a sua melhor série de resultados na prova para quatro triunfos consecutivos, mas os números globais são ainda melhores: cinco sucessos seguidos e sem permitir bolas na sua baliza.

RESUMO DO JOGO

Depois de 15/20 minutos de jogo discutidos e com ataques repartidos, o Benfica tornou-se mais pressionante e agressivo nas ações de conquista da bola, começando a tomar conta do sentido da partida no relvado insular.

Na sequência de um canto batido por Pizzi na direita, Jardel ameaçou o golo num cabeceamento aos 21', mas, na hora da verdade, a bola ganhou demasiada altura e sobrevoou a barra.

Vukovic ripostou pelo Marítimo aos 28' no aproveitamento de uma centro executado sobre o corredor direito, mas o remate passou ao lado poste esquerdo. Depressa se viu o Benfica a pisar terrenos próximos das redes guardadas por Amir: Pizzi, descaído para a esquerda, tentou visar o alvo aos 33', mas sem sorte.

Volvidos apenas três minutos, nova aproximação das águias ao golo: num livre a castigar falta de Zainadine sobre Jonas, Grimaldo chutou direto de pé esquerdo e Amir estirou-se para, com a luva esquerda, impedir o festejo dos encarnados (36').

[PENÁLTI] Sobre o fecho da etapa inicial, Zivkovic, André Almeida, Pizzi e Cervi pressionaram sobre o lado direito, abafaram a saída de bola do Marítimo; Pizzi recuperou e tocou para Zivkovic, que, iludindo dois adversários, logo devolveu ao camisola 21, para este soltar em Cervi na asa direita, de onde o esquerdino cruzou de trivela na direção de Jonas. O avançado levou a melhor nas costas de Zainadine e, quando ia ultrapassar Amir, foi derrubado pelo guarda-redes. Pontapé de penálti para o Benfica aos 45'.

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[GOLO: 0-1] Na cobrança do penálti, Jonas foi imperial: chutou para a direita e Amir voou para a esquerda (45'+1').

A segunda parte do desafio no Funchal abriu com uma excelente chance de golo para o Benfica: depois de uma arrancada de Pizzi na direita, a bola viajou até ao centro da área, onde Gedson rematou, mas viu a sua tentativa ser bloqueada por um defensor (49').

O Marítimo melhorou com a entrada de Edgar Costa (rendeu Gamboa aos 56') e, daí em diante, a eficácia da organização defensiva do Benfica teve de sobressair para garantir o nulo na baliza defendida por Odysseas, que viu Correa e Edgar Costa tentarem fazer mossa.

Com maturidade, solidez tática e gestão inteligente, a equipa benfiquista manteve sempre o jogo sob controlo. Gabriel substituiu Zivkovic (74') e, depois dessa alteração, as águias voltaram a desenhar um assalto às redes madeirenses: Jonas, pelo eixo, combinou com Pizzi, esgueirou-se pelo meio dos centrais, mas chutou fraco para defesa fácil de Amir (76').

Já com Seferovic em campo (rendeu Jonas aos 81'), o Benfica procurou o 0-2 num canto executado à esquerda por Pizzi, mas o cabeceamento de Jardel errou o destino (83').

João Félix ainda foi opção (ocupou o lugar de Cervi aos 90') e, nos derradeiros instantes, os encarnados conservaram a bola e garantiram o acréscimo de três pontos à sua contabilidade na Liga NOS.

Texto: João Sanches

Fotos: Hélder Santos

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