29 de março de 2020, 13h01

🎥 Catarina Santos: “Faz-se o melhor possível”

Futebol

A coordenadora do apoio socioescolar do Benfica falou desta nova realidade de aprendizagem que os alunos têm de viver face à pandemia de COVID-19.

DECLARAÇÕES

Com o ano escolar a ser vivido em casa através de aulas virtuais devido à pandemia que o País e o mundo atravessam, Catarina Santos, coordenadora do apoio socioescolar do Benfica, explicou como tem sido a ambientação dos alunos do Benfica Campus, em entrevista à BTV.

Como correu a adaptação a esta nova realidade?

A primeira semana foi um pouco caótica, mas os professores e as escolas reagiram logo que acabaram as aulas, a mandarem trabalhos e coisas para os alunos fazerem. No entanto, também há outras realidades, onde só há um computador em casa para cinco pessoas e os pais também precisam de trabalhar, e aí torna-se mais complicado, mas eu fui ajudando os pais a organizarem-se, especialmente com os horários. As coisas começaram a correr melhor e conseguiu-se fazer o objetivo para estas duas últimas semanas de aulas do segundo período.

Os pais têm partilhado consigo as preocupações relativamente ao ano escolar?

Os pais estão muito preocupados e, de facto, é uma incógnita. O ano escolar terminar já não creio, o que está em cima da mesa é uma de duas situações, daquilo que eu tenho conhecimento até ao momento: ou o ano escolar continua desta mesma forma, mas as últimas notas do ano escolar são as de agora, ou o ano escolar vai continuar desta forma online e há notas finais de acordo com o que se conseguir fazer no terceiro período. Pode acontecer uma ou outra coisa, dependerá do que o Ministério da Educação vai decidir. Mas os pais estão preocupados, principalmente os pais dos alunos que vão fazer exames nacionais este ano.

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Falando de João Resende, jogador dos Juvenis A do Benfica. Como é que tem gerido a parte escolar a partir de casa?

O João Resende frequenta o 11.º ano, tem tido aulas através de uma plataforma específica da escola, onde os professores colocam as fichas, os testes, tudo o que é preciso para os alunos acederem, e depois há um horário semanal onde os professores estão online, hora essa em que podem tirar dúvidas. O João é um aluno muito preocupado com a escola, tem se aplicado e, ao que eu sei, as coisas têm corrido bem.

Relativamente a João Pereira, da equipa de Iniciados A do Benfica, como tem sido?

O João Pereira anda no 9.º ano, é outro ótimo aluno que temos no Centro de Estágio. O funcionamento da escola do João Pereira é diferente. O diretor de turma reúne matéria, fichas e testes de todos os professores, envia para mim e eu depois reencaminho para os encarregados de educação. Os alunos depois fazem os trabalhos e voltamos a enviar para o professor. As coisas também estão a correr bem.

Considera que isto pode deixar marcas para o próximo ano letivo?

Com certeza. Não é a mesma coisa que estar numa sala de aula, a matéria não vai ser dada em alguns casos e, por isso, este vai ser um ano que vai deixar muitas marcas. Vai-se fazer o melhor possível, mas claro que não vai ser igual aos outros anos.

Texto: Márcia Dores

Fotos: SL Benfica

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