Futebol

17 dezembro 2020, 00h31

Apuramento festejado pelo Benfica

RESUMO DO JOGO

O Benfica resolveu a seu contento o duelo com o Vitória de Guimarães nos quartos de final da Taça da Liga no Estádio da Luz. Os 90 minutos esgotaram-se com uma igualdade no marcador (1-1), e no desempate por grandes penalidades as águias foram 100 por cento competentes (4-1) e apuraram-se para a final four.

De volta ao eixo do ataque para fazer dupla com Waldschmidt, Darwin foi a extremidade afiada do melhor lance ofensivo desenvolvido pela equipa benfiquista na primeira parte... e aconteceu logo ao minuto 8. Taarabt criou o desequilíbrio, Waldschmidt fez o passe para a desmarcação de Darwin, e este, já na área, descaído para a direita, rematou cruzado para fora.

Taca da Liga

Circulando a bola a uma velocidade que não criava desconforto na organização defensiva vimaranense, ao Benfica faltavam espaços para romper nos últimos metros. Já o Vitória surpreendeu num contragolpe aos 16': Marc Edwards "cortou" a linha média das águias com um eficaz gesto técnico, embalou pelo corredor central, tocou para a esquerda na direção de Rochinha, e este, depois de se infiltrar na área, endossou para o lado oposto, aparecendo Estupiñán a deslizar no relvado e a encostar para o 0-1.

O Benfica mandava na posse de bola (61% na primeira parte), mas os ataques não desestabilizavam os minhotos. Só ao minuto 30 é que houve agitação na grande área do Vitória, num lance em que Taarabt se internou pela esquerda e depois solicitou Everton. O internacional brasileiro disparou, mas acertou na muralha branca. Na segunda vaga, o camisola sete dos encarnados rematou para defesa de Trmal.

Benfica-V. Guimarães Taça da Liga

Na etapa inicial não houve muito mais para contar sobre as iniciativas do Benfica para dar a volta ao texto. Ainda assim, antes de as equipas recolherem aos balneários, as águias invadiram a linha defensiva contrária, com Waldschmidt, Taarabt e Darwin a trabalharem a jogada até à finalização de classe de Everton, mas o golo foi invalidado por posição irregular de Darwin (44').

Com o intuito de incrementar a dinâmica das ações sobre o relvado e a capacidade de perfuração da equipa do Benfica perante um oponente que se trancou, o treinador Jorge Jesus permutou duas pedras no arranque do segundo tempo: João Ferreira e Waldschmidt foram rendidos por Gilberto e Seferovic. Para que a circulação de bola fosse mais rápida e fácil, Pizzi entrou em campo aos 55' (substituiu Weigl), ficando Taarabt a atuar como unidade mais recuada da linha média.

Taca da Liga

O conjunto encarnado estava a acantonar o Vitória, mas precisava de ser cortante no ataque. Pedrinho, que entrou para o lugar de Rafa aos 66', acrescentou qualidade e vivacidade aos lances de ataque. E foi do pé esquerdo do brasileiro que saiu o passe fantástico para uma ocasião de golo clara, num cabeceamento de Darwin ao minuto 69. A bola passou rasante ao poste.

No seu jogo 300 com o Manto Sagrado, Pizzi foi a peça mais afiada na combinação desenhada pelo Benfica aos 77', rematando para defesa de Trmal. Darwin abriu um buraco na esquerda, Everton deixou o esférico passar na direção de Pizzi, e este disparou à procura do empate, mas Trmal sacudiu para canto.

Taça da Liga

Em crescendo, o Benfica estava a carregar e, lançado por Pizzi, Pedrinho foi derrubado por Poha na grande área aos 82'. Penálti! Da marca dos onze metros, o camisola 21 das águias, com sangue-frio, atirou para o 1-1.

Confiante e acreditando que, mesmo correndo atrás do prejuízo, seria capaz de virar o resultado a seu favor no tempo regulamentar, o Benfica, já com Gabriel na vez de Taarabt (a partir dos 86'), fez um forcing final e podia ter alcançado o 2-1 aos 88' num canto cobrado por Pizzi na direita e cabeceamento de Darwin para nova defesa de Trmal.

Com a igualdade por desatar no fim dos 90 minutos (mais quatro de compensação), o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga decidiu-se nas grandes penalidades.

DESEMPATE POR PENÁLTIS

Neste "pormaior", o Benfica mostrou competência máxima: Everton, Pizzi, Gabriel e Seferovic converteram os penáltis. Do lado dos vimaranenses, André Almeida (poste) e Poha (defesa de Helton) foram ineficazes, só Pepelu marcou.

Com nervos de aço na decisão, o Benfica ganhou por 4-1 nas grandes penalidades e qualificou-se para a final four da Taça da Liga 2020/21, que se vai disputar entre 19 e 23 de janeiro de 2021, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

Sem parar, no domingo há novo jogo, mas para a Liga NOS. A equipa comandada por Jorge Jesus desloca-se a Barcelos para enfrentar o Gil Vicente (17h30) na 10.ª jornada da principal competição nacional.

Texto: João Sanches

Fotos: João Paulo Trindade e Tânia Paulo / SL Benfica

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Última atualização: 17 de dezembro de 2020

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