Futebol

17 março 2018, 21h13

Jogadores do Benfica comemoram um dos golos marcados no reduto do Feirense

Autoritário, o Benfica procurou os golos no primeiro tempo, mas só os encontrou no segundo, triunfando, sem mácula, por 0-2 no reduto do Feirense, na 27.ª jornada da Liga NOS. Com este resultado (remates certeiros de Raúl e Rafa), a equipa de Rui Vitória alargou para sete o número de sucessos consecutivos na competição.

A primeira parte foi de sentido único desde o seu início, com todos os caminhos a convergirem na direção da baliza do Feirense. Entradas e cruzamentos pela direita, acelerações e centros pela esquerda, com a defensiva fogaceira a ser apertada e a valer-se de todos os recursos legais para impedir que a demanda do Benfica fosse coroada de sucesso.

Rafa (direita) e Cervi (esquerda) eram, nesta fase da partida, os elementos do ataque da equipa benfiquista mais ativos sobre o fraco relvado do Estádio Marcolino de Castro, causando sucessivos desequilíbrios e embaraços à defensiva do conjunto de Santa Maria da Feira.

Aos 31’, depois de mais uma poderosa arrancada, na circunstância pelo corredor central, Rafa furou até ficar na cara do guarda-redes Caio Secco, concluindo a intervenção com um remate ao poste esquerdo.

Os encarnados continuavam a somar pontapés de canto, à esquerda e à direita, acentuando o cerco, mas não conseguiam colar a bola às redes dos anfitriões.

Aos 41’, Tiago Silva castigou Rafa com uma falta por trás e, já com um amarelo (a penalizar uma infração em lance com Cervi), viu o segundo cartão da mesma cor e recebeu ordem de expulsão (por acumulação). O Feirense ficou a jogar com 10 unidades, mas os últimos minutos da etapa inicial foram marcados pela confusão gerada atrás do banco de suplentes da equipa da casa, episódio que aniquilou as hipóteses de ainda haver futebol que se visse antes do intervalo.

No reatamento, a história da etapa inicial teve extensão e viu-se mais do mesmo, com o Benfica a carregar em busca de um golo que lhe desse vantagem e conforto. Jonas ameaçou por duas vezes, mas não concretizou.

Aos 58’, a primeira alteração no xadrez do Benfica: saiu Grimaldo (lateral-esquerdo), entrou Raúl (avançado). No minuto seguinte, o mexicano combinou com Jonas sobre a direita, recebeu um passe, aproveitou uma tentativa de corte falhada de Luís Rocha e, com muita classe e frieza, com ângulo meio fechado, atirou para a baliza e festejou o 0-1.

O Benfica continuou a pressionar, a carregar e a criar oportunidades para dilatar a diferença. Rafa (66’) e Cervi (67’) tiveram intenções negadas pelo guarda-redes Caio Secco; Raúl acertou no poste (67’); Pizzi forçou o guardião a mais uma defesa (74’)… mas a bola entraria novamente na baliza dos de Santa Maria da Feira, com Rafa a ser impiedoso num lance em que, depois de isolado por Raúl, correu, correu, correu, fintou Caio Secco e atirou com precisão para onde a bolas valem pontos: 0-2 aos 75’.

O Benfica mandava, comandava e acertou uma terceira vez nos ferros da baliza do Feirense, por intermédio de Rafa, num tiro cruzado da direita (84’). Pouco depois, o mesmo Rafa soltou-se e obrigou Caio a outra grande defesa. Na sequência do lance, Briseño teve uma entrada violenta sobre André Almeida e justificou o cartão vermelho direto, com o Feirense a terminar o jogo reduzido a nove elementos, perante um Benfica que foi superior do primeiro ao último segundo do desafio.

Texto: João Sanches

Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

Última atualização: 7 de fevereiro de 2019

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